Pensamento, m. - Acto ou efeito de pensar. Qualquer acto de inteligência. Fantasia. Ideia. Espírito. Uso da razão. Reflexões

quarta-feira, dezembro 24, 2008

quarta-feira, dezembro 10, 2008

UM MUNDO CATITA (II)

Não resisti. Aqui fica a primeira cena do primeiro episódio. Deliciosa...

CHEQUER'S (II)

UM MUNDO CATITA

Ora aqui fica uma série de seis episódios, neste momento a passar na inigualável RTP2, esse refúgio único, último reduto da qualidade televisiva portuguesa. "Um Mundo Catita" estava pensado inicialmente para o cinema mas acabou em série de TV. Tenho de dizer que não me lembro de produção televisiva desta qualidade há muitos anos, mais de década seguramente. É um conceito inovador para Portugal, uma espécie de Herman José meets Larry David. Já tinham havido algumas tentativas, andam aí pela net os websódios do Nuno Markl, mas com esta qualidade e pensada para o grande público (se bem que nunca será grande público porque malucos do riso só aprecem de vez em quando???) ainda não tinha visto. Fica aqui o trailer, para quem quiser acompanhar os episódios estão disponíveis no youtube, basta pesquisar em "Um Mundo Catita".

POPPER MAGO

ode imortal (soltem os prisioneiros motif II)

Vimos.
Estamos.
Partimos.
E os outros que ficam,
choram as mágoas
pelos sentimentos que não se repetirão;
pelos abraços e beijos que não voltarão
daquele confim mágico
da nossa imaginação.
Fica o que ficou,
enquanto eu cá ficar.

E depois também isso deixará de ser.
E outros virão.
E outros partirão.
E no fim nada nem ninguém ficará,
a não ser a imortalidade
do incessante aproveitamento
do inevitável momento.

(Em momento que escorre,
sempre sem parar,
pensemos agora,
onde ele vai parar.)

Em cada um.
Por cada um.
A cada um os seus momentos.
Aproveitados, vividos e experienciados,
algures se amontoarão,
e aí ficarão.

sábado, dezembro 06, 2008

CHEQUER'S

É como uma núvem que, lá de cima, de forma agradável, inunda o espaço vazio que me rodeia e, dessa maneira, preenchendo-o, me envolve fazendo-me esquecer a minha solidão e granjeando-me com a esplendorosa companhia do meu, único e irrepetível, próprio momento. É o sentir que se liberta. É a identidade racional que se dissolve, efervescente, na identidade real, a minha, aquilo que eu já sentia mas que ainda não sabia que sentia, ou seja, o encontro do pensar e do sentir, duas faces de uma mesma moeda, opostos complementares, yin e yang, água e azeite, a poção mágica da vida, a chave do Presente mágico que é o momento.
Esse moemnto passa, constituido não sei por quantos momentos, a ansiedade espreita e eu rio-me, pelo menos por agora, por estes tempos plenos de momentos parece que consigo afugentá-la. A inquietude não dura. Mas e se durasse? O momento passa, seja ele de serena quietude ou de inquieta vontade. Passa. E de paz e de inquietude se faz a vida. E é maravilhosa.

quarta-feira, dezembro 03, 2008

REPARARAM?

Eu, por acaso reparei mas não me apercebi do que seria, foi preciso encontrar a explicação no blog "Abrupto", do José Pacheco Pereira, para conhecer o que causara tão estranha visão. Se foi giro aqui em Portugal, nas Maldivas (foto) parecia que os deuses sorriam. Engraçado.


"Nas Maldivas. 1 de Dezembro às 18:11 aproximadamente a Lat 4º N e Lon 73º E. (Fernando Miranda)"

In Abrupto, 1.12.08

"Da página do Observatório Astronómico de Lisboa:

Dia 1/12 conjunção entre a Lua, Vénus e Júpiter

Certamente já reparou que nos últimos tempos, ao anoitecer, surgem no céu, a sudoeste, dois pontos brilhantes. São os planetas Vénus (o mais brilhante) e Júpiter que lentamente se têm vindo a aproximar um do outro.

Como pode constatar na página de efemérides do OAL, os dois planetas vão-se aproximar até cerca de 2º (equivalente a 4 diametros da Lua) na madrugada do dia 1 de Dezembro. Na mesma página também pode verificar que ao longo do dia a Lua se vai juntando ao par, passando, durante a tarde, a menos de 1º de distância de Vénus.

Isto significa que ao anoitecer de dia 1 de Dezembro iremos ter muito próximos no céu os 3 corpos: Lua, Vénus e Júpiter. Se as condições meteorológicas o permitirem, será certamente uma bela visão."

(Fernando Correia de Oliveira)"

in Abrupto, 1.12.08

segunda-feira, dezembro 01, 2008

PEDRA FILOSOFAL



Manuel Freire canta António Gedeão

"Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.
eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança."

In Movimento Perpétuo, 1956