Pensamento, m. - Acto ou efeito de pensar. Qualquer acto de inteligência. Fantasia. Ideia. Espírito. Uso da razão. Reflexões

quarta-feira, novembro 11, 2009

PORTUGAL É O PAÍS QUE MAIS ENVELHECE NA UE

"Desde 1990 houve 28 milhões de abortos na União Europeia. Tantos como a população de Malta, Luxemburgo, Chipre, Estónia, Eslovénia, Letónia, Lituânia, Irlanda, Finlândia e Eslováquia"
Dá que pensar, no mínimo. A questão do aborto vai também para além dos argumentos de quando começa a vida ou de quando pode - deve haver liberdade de escolha. Há um imperativo categórico simples: Se toda a gente abortasse não nascia ninguém e era o fim da Humanidade. O mesmo imperativo categórico vale para o suicídio. Podem dizer-me que ninguém pode impedir-me de me suicidar mas não me digam que se todos o fizéssemos seria uma coisa 'boa'. Não seria. O problema da nossa sociedade dita 'moderna' é que cada vez mais a ponderação entre o 'bom' e o 'mau' têm menos peso face ao interesse pessoal. E isso para mim é 'mau'. Faz-me , no mínimo, muita confusão ver tantos a defender o direito à escolha, outros a defender o direito à vida quando, sejam os abortos legais ou ilegais, a questão deveria ser sempre como permitir que possibilidades de vida abortadas se transformem em vidas efectivas. E se o argumento de isto ser a 'boa' coisa a fazer de uma perspectiva moral não chega, que sirva o do interesse geral: Precisamos dessas vidas para rejuvenescer a nossa sociedade, para perpetuar a nossa cultura e os nossos valores, para continuar a nossa sociedade, para viabilizar a nossa espécie e, se mais nada serve, para pagar a nossa reforma. No final a diferença será sempre entre o interesse geral e os interesses particulares imediatos. Estes últimos tendem a ser egoístas (e pouco inteligentes pois tendem a ser contrários ao interesse particular a longo prazo, se estivermos todos pior então eu também estarei pior) e, interessante curiosidade, o interesse geral tende a ser 'bom' porque trata do bem de todos. É tão simples e, no entanto, como sempre, o debate fica pela superfície ideológica e dogmática. Ou pelo menos em Portugal, no que ao aborto diz respeito, assim foi. Legalizou-se e mais nada se fez. Típico da solução do menor esforço. A factura segue depois.

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