quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

O CULTO DA MODERNIDADE

A ânsia permanente por aquilo que é novo e moderno apenas revela o estado de vacuidade que o consumismo acelerado quotidiano imprime nas nossas vidas. É um vazio que se transforma numa necessidade por cumprir, numa ânsia, numas ganas de qualquer coisa sem a qual a incompletude é uma sentença perpétua. E para fugir de tamanha pena capital, ao sabor de cantos de sereia com promessas tão vãs quanto irreais e infantis, seguem os humanos modernos e novos essas soluções imediatas que de tão imediatas se tornam fugazes e inglórias. E de compra em compra, de consumo em consumo se reza no altar da modernidade redentora, aquela que estando sempre ao virar da esquina quando se alcança se percebe que afinal é sempre na esquina a seguir. São cenouras, burro. São cenouras.

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