quarta-feira, 17 de março de 2010

DESDENTADA

Um dia houve onde uma desdentada como tu,
me sorriu e me disse olá.
Não foi pouco pois tal sorriso me pôs a nu.
Atrás de ti, desdentada, eu fui,
mas tu, desdentada, fugiste de mim.
Sem avisar.

Voltaste e lá fui eu outra vez atrás de ti;
estavas longe, não foi fácil,
e passado um tempo parece que nem te conheci.
E atrás de ti, desdentada eu fui,
mas tu, desdentada, fugiste de mim.
Outra vez.

Agora vens tu, desdentada;
com o teu sorriso desdentado;
a chamar por um sim.
Eu vou, desdentada, eu vou,
mas não fujas tu, desdentada, outra vez de mim.

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