quinta-feira, 29 de abril de 2010

O QUE VALE É QUE EM PORTUGAL É MUITO DIFERENTE POR ISSO NÃO ESTAMOS PERTO DE NOS ACONTECER A MESMA COISA

"Desde que a crise grega se tornou conhecida do mundo inteiro e arredores que ando a pensar em escrever sobre o assunto. Não o tenho feito porque ter morado naquele país durante três anos não me habilita a falar sobre o estado das suas finanças públicas. Tenho, contudo, a experiência quase radical de querer fazer uma pequena obra numa casa em Atenas. À espera de uma autorização que nunca mais chegava, perguntei aos meus amigos gregos se nada funcionava no berço da democracia. Responderam com uma palavra: fakeláki. Em português, envelopezinho. Marcus Walker, no The Wall Street Journal, escreve sobre a realidade ingovernável dos fakelákia e dos rousfétia. Entre pequenos envelopes e favores especiais, os gregos chegaram ao ponto de ouvir o seu próprio primeiro-ministro, Giorgos Papandreou, a reconhecer que «o principal problema do país é a corrupção sistémica». Uma cultura de evasão fiscal e de suborno levou o país à ruína agora tão noticiada. Não foram os crimes cometidos por alguns, mas um modo de vida partilhado por todos, que arruinou o país. Quem quisesse escapar aos envelopes via a sua vida protelada para dia de São Nunca à tarde. Lá tive de mudar de casa."
Aqui.

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