segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

ESTADO, ESSE BRINCALHÃO

Ora, vou eu à caixa do correio ver o que de novo por lá poderia haver para me deparar com dois invólucros mensagem das Finanças. Vi logo que só poderia vir coisa boa dali. Abro a primeira missiva e eis se não quando me deparo com um imposto selo de mais de quatrocentos euros para pagar, olha a maravilha. Vociferei, verberei contra o socialismo estatista e os impostos, contra os esbanjamento politiqueiro e a expropriação indevida da propriedade privada dos cidadãos - neste caso eu próprio - através das contribuições coercivas absolutamente indecentes que nos atazanam a vida e destroem a economia do país. Acalmei-me. Depois, claro, lembrei-me que ainda havia uma segunda carta. Suspirei fundo a antecipar o pior, no entanto, foi tal suspiro infundado porque abri a carta apenas para descobrir que afinal a dívida dos tais quatrocentos euros, por artes mágicas apenas explicadas em legalismo-estatês, era somada a um determinado crédito atribuído por força do valor inicial em dívida ser inferior não sei a o quê e que portanto, ao fim e ao cabo, a minha dívida às Finanças era de exactamente 0,00EUR. E eu respirei fundo e agradeci profundamente ao Estado, esse ser tão generosamente paternalista e protector que até se dá ao trabalho de pregar partidas absolutamente divertidas aos seus contribuintes: que querido, o amável trapaceiro (e todos nós que pagámos as ditas cartas).

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