terça-feira, 27 de novembro de 2012

OS CHONÉS

O Tozé que não quer negociar o corte de 4000 milhões de euros na despesa é o mesmo Tozé que critica o "enorme" aumento de impostos? Faz sentido porque, para o Tozé - tal como para o PS - tudo se financia com a criação de dívida e, dessa forma, não se corta na despesa e não se aumentam os impostos. Não se vê o lindo resultado que isso deu? É este o nível do debate político português. Pior: esta indigência intelectual atinge mais de 30% das intenções de voto nas sondagens. Como se não bastasse, o mesmo Tozé argumenta contra o orçamento dizendo que a maioria recusou as propostas do PS que - imagine-se! - permitiriam um encaixe extra, onde?, na receita. Ora, talvez o Tozé pudesse explicar como quer criticar o aumento de impostos defendendo... o aumento de impostos? Há receita sem ser de impostos? Um visionário, o Tozé. E depois fala de buraco orçamental. Mas não discute o corte de despesa porque, claro, é pela defesa do "Estado-Social". Ora, eu também sou pleo Estado-Social e é por isso mesmo que gostaria de ter um país não-falido que pudesse pagar o Estado-Social que o país falido pelo PS agora não consegue sustentar. A minha dúvida agora é se o Tozé anda a querer enganar as pessoas para ver se chega ao "poleiro" ou se simplesmente não sabe do que está a falar. É que se for a primeira então o Tozé é um crápula; se for a segunda o Tozé é simplesmente choné. Um pateta, portanto. Felizmente isto deveria ser suficiente para racionalmente perceber onde não votar: se não queremos ser governados por quem deliberadamente nos quer enganar (os crápulas) nem por quem não sabe o que faz (os patetas-chonés) então não queremos o Tozé. Óbvio, não? Talvez não. Para ser óbvio era preciso que o debate fosse um pouco mais profundo; um pouco, apenas: fizessem os jornalistas, por exemplo, as perguntas que se exigem, estudassem as matérias, ponderassem argumentos, enfim: analisassem as questões com a devida profundidade e talvez o Choné, perdão, o Tozé não se safasse a dizer coisas que, pura e simplesmente, não fazem sentido.

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