sábado, 30 de março de 2013

A ESQUERDA RADICAL

O Jornal i revela hoje o que já se sabia: que o movimento 'Que Se Lixe a Troika' é uma coutada disfarçada de militantes do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista Português. Diz o Jornal i que "[a] primeira conclusão é que a entrada no QSLT [Que Se Lixe a Troika] não é fácil. O facto de os subscritores do manifesto do movimento terem de ser convidados e o alargamento estar dependente da aprovação interna é visto, confidenciaram ao i várias fontes do QSLT, como a prova de que este grupo não está aberto a todos, como defendido publicamente. O movimento apresenta-se, por outro lado, como apartidário, mas, segundo diversas fontes do movimento relataram ao i, quatro dos seis membros que compõem o núcleo duro são militantes activos do Bloco de Esquerda (BE) e do Partido Comunista Português (PCP). Segundo as mesmas fontes, Belandina Vaz, João Camargo e Marco Neves Marques são militantes do BE, enquanto Tiago Mota Saraiva pertence ao PCP. Já Magda Alves e Nuno Ramos de Almeida não estão actualmente filiados em nenhum partido, mas Alves tem um percurso ligado ao Bloco de Esquerda, enquanto Ramos de Almeida, actualmente editor-executivo do jornal i, foi durante 23 anos militante do Partido Comunista, passando mais tarde para o BE, onde foi eleito em 2005 para a mesa nacional (órgão máximo daquele partido entre congressos). É este grupo de seis que define as linhas orientadoras do movimento, estando a maioria na génese da sua criação" (aqui). Algumas perguntas: se a luta da esquerda radical é honesta e aberta porquê esconderem-se atrás de movimentos pretensamente apartidários? Têm medo de não ter adesão aos seus verdadeiros programas radicais? Não é profundamente anti-democrático esconder do povo que se pretende mobilizar a verdadeira agenda de acção política? Lá está: quem é que disse que a esquerda radical era "democrática"? Talvez os mesmos que adulam Chavez ou dizem ter dúvidas de que a Coreia do Norte não seja uma democracia.

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