quarta-feira, 20 de março de 2013

MÁ ESTRATÉGIA

A decisão de várias estruturas locais e distritais do PSD (e a respectiva aprovação nacional) em candidatar a várias autarquias pessoas que já desempenharam, pelo menos, três mandatos em outras autarquias era um risco óbvio. Agora, com a notícia de que Seara não pode ser candidato a Lisboa, vem o retorno e um problema de difícil resolução: qualquer outro candidato será sempre um candidato de segunda bem como a manutenção dos actuais representará um infindável combate judicial que, entre recursos e decisões, inabalavelmente depreciará as candidaturas dos próprios. É o que se chama um imbróglio. Que havia dúvidas sobre a legalidade de tais candidaturas era sabido; que era legítimo argumentar-se pela sua legalidade também; agora, o que não se poderia ter negligenciado era a inevitável confusão que é a justiça portuguesa: alguém acha que isto se resolve até às eleições? Vão fazer pré-campanha por candidatos que poderão não o ser? E quem aceitará ser candidato substituto? Pois.

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