quinta-feira, 7 de março de 2013

PALHAÇADA

Achei estranha e pouco estética a apresentação toda a vermelho com que me deparei hoje no site do DN. Descubro* agora - para minha completa estupefacção - que tal coisa serve para homenagear o ditador populista Chavez recentemente falecido. Faltam-me as palavras... A sério. Que vergonha de jornal! E é nesta gente que confiamos para nos transmitir as "notícias", atente-se bem. Como vantagem vislumbro a impossibilidade para sobrarem dúvidas sobre o complexo de esquerda que permeia e inquina a comunicação social portuguesa: na dúvida sobre alguma polémica sobre números de manifestantes ou outra coisa qualquer em disputa, lembrem-se: o DN fez luto, e bem vermelho, pelo ditador socialista que tão bem tentou enfrentar os imperialistas americanos (que lhe compravam o petróleo) e que apenas foi derrotado pela vil e torpe doença (quiçá transmitida pelos ditos malandros americanos). Querem agora, os "jornalistas" do DN fazer de herói um homem que, em nome do seu próprio ego, destruiu a economia venezuelana, desbaratou anos futuros de petróleo para enriquecer a sua família e a sua oligarquia de poder, pelo caminho desrespeitando a constituição do seu país e muitas das mais elementares liberdades económicas e políticas dos seus concidadãos? Muito bem. Quanto a mim concluo que não há, de facto, limite para a burrice nem para os tolos. Há, no entanto, limite para a paciência para aturar esta propaganda medíocre, idiota e disfarçada de notícias em que se tornou aquele que um dia foi um jornal dito de "referência".  Deixo de ser cliente, apenas lá continuarei a ir aos Domingos para ler as crónicas do Alberto Gonçalves ansiando pelo momento em que este passe a escrever noutro pasquim de melhor reputação. No fim tudo está bem quando acaba bem: está muito bem o DN nas mãos de cataventos políticos como os Baldaias e os Marques Lopes desta vida, mentes tão iluminadas quanto um pirilampo septuagenário e bem apropriadas ao nível intelectual de um detestável manifesto propagandístico travestido de jornal, bem como ao nível ético e moral do seu dono: o inenarrável Oliveira dos esquemas da bola. Bardamerda para essa gente: nem para atear a lareira quero tamanha javardice.

* Aparentemente fui levado ao engano por um post no Insurgente e tudo não passa de uma campanha publicitária da Vodafone. De qualquer forma, retirando o exemplo concreto, no que diz respeito aos cataventos políticos do DN, ao nível do seu dono ou à fraca qualidade jornalística derivada de um complexo de esquerda não tenho nada a alterar.

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