quinta-feira, 4 de abril de 2013

A ESPERA

A ansiedade em que o país se encontra motivada pela espera pela decisão do Tribunal Constitucional revela duas coisas: ao olharmos para o processo, a fragilidade intrínseca do 'regular funcionamento das instituições' que não se coaduna minimamente com as dificuldades em que vivemos: pode o mundo cair que os doutos e venerandos constitucionalistas lá vão andando, ao melhor nível da repartição pública, ao passo que bem entendem; já ao olharmos para o conteúdo, percebe-se que o Governo, nos últimos dois anos, nada reformou efectivamente no Estado: todas as medidas são supostamente extraordinárias ou, as que não o sendo, prendem-se com aumentos fiscais, ou seja: mais saque aos cidadãos para pagar o Estado que não reformam. Tudo na mesma como a lesma, portanto.

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