terça-feira, 2 de abril de 2013

NÃO HAVIA MAIS NINGUÉM?

Uma característica de uma liderança fraca é não saber adaptar um objectivo à realidade. Um belo exemplo é esta embrulhada em que o PSD e o CDS se meteram em Lisboa com a candidatura do Fernando Seara que, como o Jornal i hoje relata, dificilmente poderá ser levada a bom porto. As razões são simples: na justiça portuguesa tudo é difícil de resolver e qualquer que seja o plano que as direcções distritais do PSD e CDS imaginem que têm, vai sair furado: haverão providências cautelares, recursos, processos, etc. Ao mesmo tempo, vamos ter os adversários a alertar que votar Seara nem sequer é votar Seara porque o tribunal não vai deixar, ele nem sequer deveria ser candidato. Claro está que o erro já vem de longe: candidatar os "repetentes" foi uma opcção política do PSD e do CDS que se deveria ter sabido demasiado arriscada. Independentemente dos méritos dos candidatos, a questão é a incapacidade que as lideranças distritais destes partidos tiveram em ler convenientemente a situação e perceber que uma embrulhada destas seria a última coisa que interessaria se o objectivo fosse apenas a vitória. Para quê esta insistência monocromática? Era assim tão necessário enfrentar um processo judicial desgastante numa autarquia que, à partida, já seria difícil de ganhar? Sobra uma pergunta: não havia mais ninguém no PSD?

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