Pensamento, m. - Acto ou efeito de pensar. Qualquer acto de inteligência. Fantasia. Ideia. Espírito. Uso da razão. Reflexões

sexta-feira, outubro 25, 2013

POBRES HÁ MUITOS MAS HÁ UNS QUE SÃO MAIS POBRES DO QUE OUTROS

Uma das vantagens de se viver aqui por estas bandas é de facto estar-se perto da acção: em três fins de semana, de carro, andámos por Antuérpia, Maastricht, Aachen, Bona, Colónia e Paris. Com a excepção parisiense, uma coisa é estranhamente comum a todos esses locais: os preços dos transportes, dos supermercados ou dos bares e restaurantes de baixo custo são apenas ligeiramente mais elevados do que os portugueses. No entanto, os salários daqui , principalmente os médio-baixos, duplicam, quando não triplicam, os que são praticados em Portugals. É aí que está a qualidade de vida. O ponto aqui é que, ou os portugueses ganham muito mais do que se diz, ou são explorados por um mercado que, controlado por forças obscuras, perverte o preço óptimo que as pessoas deveriam pagar, ou uma mistura de ambas. No final a conclusão é que ser pobre em Portugal é muito mais complicado do que no norte da Europa.

A DISPUTA ATEIA

Deixo aqui um pequeno artigo que escrevi e que procura resumir o essencial da disputa ateia alemã (1798-1800). Nas ideias de Fichte, Jacobi e Reinhold discutem-se os conceitos de ordem e - principalmente - de substância, numa fascinante procura de resposta para uma pergunta que sempre perseguiu, e persegue, a humanidade: no que consiste Deus? No Folia do Caos.

quarta-feira, outubro 23, 2013

EM CHATELAIN

Hoje, Quarta-Feira, é dia de mercado em Chatelain, Bruxelas.Para além das normais bancadas de bugigangas, roupas, etc., aquilo que distingue o típico mercado flamengo são as iguarias: todo o tipo de queijos, patês, enchidos, tapenades, frutos ou vegetais, tudo o que se possa imaginar. Ao mesmo tempo a apresentação das montras é sempre charmosa e cuidada. Espalhadas pelo mercado estão também bancadas com provas de vinhos e comida pronta-a-comer. Um chique. Entretanto, hoje - graças ao que apanhámos no mercado - para jantar, após o Benfica, vamos ter: saladinha de polvo, azeitonas com basílico e alho, um chévre au lait cru, isto para as entradas, e uns tortelini au fromage trufée como prato principal. Não me parece mal. Para comprovar que afinal os bárbaros do Norte até se sabem tratar bem no que que concerne à culinária aqui fica a reportagem fotográfica da nossa ida ao mercado hoje.
     
                                    































segunda-feira, outubro 14, 2013

INFALLIBLE PLAN


CIVILIZAÇÃO

Fui roubar aqui ao João esta preciosidade:

"Tu, qu'inventaste as Sciencias e as Philosophias,
as Politicas, as Artes e as Leis,
e outros quebra-cabeças de sala
e outros dramas de grande espectaculo...
Tu, que aperfeiçoas a arte de matar...
Tu que descobriste o cabo da Boa-Esperança
e o Caminho-Maritimo da India
e as duas Grandes Américas.
e que levaste a chatice a estas terras.
e que trouxeste de lá mais Chatos pr'aqui
e qu'inda por cima cantaste estes Feitos...
Tu, qu'inventaste a chatice e o balão,
e que farto de te chateares no chão
te foste chatear no ar,
e qu'inda foste inventar submarinos
pr'a te chateares também por debaixo d'agua...
Tu, que tens a mania das Invenções e das Descobertas
e que nunca descobriste que eras bruto,
e que nunca inventaste a maneira de o não seres...
Tu consegues ser cada vez mais bêsta
e a este progresso chamas Civilização!"

José de Almada-Negreiros, A Scena do Odio (1915)

quinta-feira, outubro 03, 2013

A VERDADEIRA OPÇÃO

Sobre a questão dos estatutos do PSD e as candidaturas independentes deixo aqui já um breve, e rápido, apontamento sendo certo que voltarei com mais profundidade a esta questão quando tiver tempo nos próximos dias. No Folia do Caos escrevi eu que:

"O triunfo da norma geral e abstracta deriva no legalismo quando se defende a ideia de que a lei tudo consegue definir. Sendo aquela soberana e fundamental, o momento em que tudo na vida das pessoas passa a ser regulado por ela não traz apenas benefícios: pelo contrário, também faz com que se escondam os piores comportamentos por detrás da capa da legalidade. Ao mesmo tempo, num mundo onde tudo se regula, passando o bom e o mau a serem identificados com o que está de acordo ou contra a norma, assume-se que se a lei não proíbe determinado comportamento então, independentemente de ser bom ou mau, aquele é aceitável. Da mesma forma, se o comportamento é considerado ilegal, então ele é mau. (...) A consequência é que, passando o ónus da soberania meramente para a lei, sendo esta aquilo que verdadeiramente nos rege, deprecia-se o instrumento que é o discernimento humano ético e moral: eu não tenho que pensar se o comportamento A ou B é certo ou errado, apenas me interessa se ele é legal ou não. Ou seja: o legalismo positivista excessivo tenderá a gerar uma sociedade amoral que se preocupa com comportar-se de acordo com as leis e não em seguir uma conduta ética e moral que entenda como boa".

Guarde-se a ideia e, considerando que o Presidente da Distrital de Lisboa do PSD (detentor de um curriculum ético e moral tudo menos recomendável) depois de ter rebentado com o poder autárquico do PSD no distrito de Lisboa, anda aí de espada na mão e exigir expulsões,  a questão que os militantes do PSD se deverão colocar será precisamente sobre quem mais respeita a ética e os valores verdadeiramente matriciais do PSD. Assim, serão os independentes que inclusive granjearam fielmente interpretar o sentimento do povo, chegando mesmo a ser por este positivamente sufragado onde enfrentaram o partido, que são uns malandros? Ou serão os caciques de algibeira que de tacho em tacho tanto percebem da alma social-democrata que viram as suas opções derrotadas pelo mesmo povo em toda a linha? Quem será que faz pior ao PSD? Aqueles que apesar do PSD continuam a lutar por um povo que neles se reconhece? Ou aqueles que com o seu caciquismo amoral pervertem o PSD guiando-o à derrota? Escolha o PSD a segunda opção e acabarão sozinhos os caciques a terem votações de 13% a nível nacional como o tiveram em Sintra.

terça-feira, outubro 01, 2013

FUTUROLOGIA


                                        Como em 1925 se imaginava uma cidade em 1950.