quarta-feira, 10 de setembro de 2014

OPPOSITI

O novo ergue-se sempre das cinzas do velho. Dessa oposição decorre ainda uma outra: que o amor à novidade que se conquista é sempre devidamente acompanhado do luto pelo velho que se perde. A única, e verdadeira, constante do processo que é a vida será, portanto, a sua perpétua contenção pelos opostos que, a cada momento, a vão limitando.

4 comentários:

Nuno Frazão disse...

Meu amigo, sobre a separação entre o velho e o novo, Lucas 9, 16-17:

«16. Ninguém põe um remendo de pano novo numa veste velha, porque arrancaria uma parte da veste e o rasgão ficaria pior.

17. Não se coloca tampouco vinho novo em odres velhos; do contrário, os odres se rompem, o vinho se derrama e os odres se perdem. Coloca-se, porém, o vinho novo em odres novos, e assim tanto um como outro se conservam.»

Nuno Lebreiro disse...

E do contentamento pelo pano novo devidamente acompanhado da saudade pelas memórias contidas no traje velho, algures aí no meio de vestem os homens!

Nuno Frazão disse...

Eh lá! Sim senhor, estou a ver que já não és apenas um (avançado) estudante de Filosofia, mas te estás a tornar, tu próprio, num Filósofo. E com um toque de poeta também ;)

Nuno Lebreiro disse...

Ou um pateta. Também dá :P