terça-feira, 11 de novembro de 2014

MEMÓRIA

Hoje, aqui na Bélgica, é feriado e comemora-se o Dia do Armistício de onze de Novembro de mil novecentos e dezoito. Nesse dia terminou a Primeira Guerra Mundial, uma guerra onde ninguém queria que Portugal participasse mas na qual, mesmo assim, um regime republicano recentemente imposto, para se legitimar, não se coibiu de se intrometer e mandar cerca de dez mil portugueses para a morte. É nesse regime que socialistas como o Dr. Costa e companhia não se cansam de dizer que assenta a sua famosa ética republicana. Diz tudo.

2 comentários:

Nuno Frazão disse...

O regime imposto a 5 de Outubro de 1910 e a sua proliferada "ética republicana" têm nas mãos o sangue desses bravos combatentes lusos no campo de batalha de La Lys, mas também dos seus próprios correlegionários republicanos, sumariamente executados na "Noite Sangrenta".

Não esuqecer ainda o homicídio de dois Chefes de Estado: El Rei D. Carlos I e Sidónio Pais.

Esse mesmo regime no qual já havia polícia política, censura, degredados e onde o voto não era universal.

Onde o estado era laico, mas não havia liberdade religiosa.

Ah e onde, a instabilidade política e degradação financeira foram uma constante, num país com miseráveis cheios de fome (com mais e mais fome a cada ano passado) a um fosso enorme de distância de capitalistas bilionários, curiosamente quase todos filiados no Grande Oriente Lusitano, tal como a maioria dos seus "irmãos" do Partido Republicano e dos seus sucedâneos.

Nuno Lebreiro disse...

Plenamente de acordo, aliás a necessidade de memória vem mesmo do excesso de esquecimento:

http://pensamentosdesblogueados.blogspot.be/2014/10/do-esquecimento.html