Pensamento, m. - Acto ou efeito de pensar. Qualquer acto de inteligência. Fantasia. Ideia. Espírito. Uso da razão. Reflexões

quinta-feira, novembro 27, 2014

FUGIR PARA ONDE SE ME FAZEM VISCONDE

A prisão preventiva de sócrates, o pequeno, junta com a queda do BES, o caso dos vistos gold, termos o Sr. Vara, alheiras & companhia na cadeia, tudo isso dá esperança de que em Portugal a impunidade diminua e que, a seu tempo e com vagar, se vá tornando o país numa sociedade mais saudável e, acima de tudo, mais respeitável? Sim, acho que sim, pelo menos - e já é alguma coisa - a ilusão disso. Agora, que a javardice comentarista, a bárbara ignorância alcoviteira e a pior boçalidade continuam a imperar por aí, isso também é verdade. Aliás, nunca foi tão evidente como hoje que sócrates, o pequeno, não é um demónio: pelo contrário, é apenas um pobre coitado deslumbrado com o dinheiro e o poder e a quem, para mal dos nossos pecados, um discurso manipulador de vendedor de automóveis de terceira categoria serviu para arregimentar grupos de votos cada vez maiores e ser Primeiro-Ministro de Portugal. Isso, infelizmente, diz muito mais de nós portugueses do que dele. E nada como este patético insurgimento contra os poderes conspirativos (dos quais sócrates usou e abusou quando tinha poder) para mostrar que, mais do que qualquer coisa, sócrates, o preso de curso fajuto que um dia foi Primeiro-Ministo, não é mais do que um subproduto de um país, e de um povo. É por isso que sócrates não morreu ainda politicamente. É que, para muitos, sócrates, o pequeno, representa o verdadeiro sonho português: enriquecer e mandar sem estudar nem trabalhar. E os sonhos não se prendem.

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