sábado, 30 de setembro de 2017

O CERCO (III)

Consegue-se aferir o incómodo que alguém representa para a oligarquia de interesses instalada nos bastidores do estado-espectáculo português pelo nível de violência com o qual esse alguém é atacado na praça pública. Não tenho memória, sinceramente, de uma campanha negra concertada, tanto no nível político, como no partidário e, em particular, no mediático, tão violenta como aquela a que vou assistindo contra Passos Coelho. A nova intentona - de facto nova pois nunca tinha visto tal coisa - é uma candidata, sem se demitir, vir criticar o líder do partido pelo qual se candidata, tal como a sua própria cabeça de lista, na véspera das eleições. Na véspera das eleições, atente-se. Que outro motivo poderá haver para lá da pura e dura sabotagem? Salvo alguma incapacidade mental grave, que imagino não ser o caso, nenhum outro motivo se poderá imaginar. A oligarquia não brinca em serviço. No entanto, intuo eu, de tanto baterem no ceguinho, tal é o exagero, ainda o elevam a santo. E de santo a primeiro-ministro são apenas dois ou três Passos. Quanto mais batem no homem mais eu acredito que ele lá vai chegar outra vez.
#portugalnasmãosdosoligarcas

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