sábado, 30 de setembro de 2017

O CERCO

Não há dia que a newsletter do Observador, o último resquício de imprensa portuguesa que acompanho, não me venha relembrar que a liderança de Passos Coelho está "fragilizada", "em risco" ou, como hoje, "em jogo". Ao mesmo tempo, recorrentemente, desde há anos, é anunciado o seu sucessor, Rui Rio, o homem que "ganha apoios", "reúne com apoiantes" ou "conta espingardas". E isto no Observador, supostamente um espaço mediático liberto do complexo de esquerda. Ao mesmo tempo, Cristas, a sucessora de Portas e fiel executante da sua estratégia de substituir o PSD como o grande partido da "direita", oferecendo-se como o pilar direito para sustentar, junto com o PS, o bloco central de interesses que alimenta a oligarquia vigente, essa, Cristas, aparece-me todos os dias em grande: a andar de mota, a andar de metro, a visitar isto e aquilo, enquanto, e passo a citar, "consolida a sua liderança". A luta autárquica é assim, convenientemente, reduzida a dois movimentos proporcionais e, querem fazer-nos crer, interligados: o enfraquecimento de Passos e o fortalecimento de Cristas. Só por isto, estivesse eu em Lisboa, e já votaria (apesar do posicionamento sobre o alojamento local) em Leal Coelho. Isto por uma razão: aquilo que permite que o CDS se queira tristemente alçar a ser a pata direita da oligarquia de interesses portuguesa é porque Passos Coelho representa, precisamente, o grande adversário dessa mesma oligarquia dos interesses: afinal, foi ele que deixou cair Salgado. Sobre isto, curiosamente, ninguém fala. E assim temos uma situação onde o apoio a Passos Coelho se revela como necessário e imprescindível: é ele o herói derradeiro que, sem complexos, representa a maior ameaça para a rede de interesses que comanda o país e da qual Costa, tal como Sócrates, nunca mais almejou além do que dela fazer parte e, dessa forma, colher os seus frutos. Passos Coelho, com todos os seus defeitos, é a alternativa. E por isso, com toda a força, a oligarquia vigente através dos media que largamente controla, o ataca, dia após dia, com todas as suas armas. Quanto mais oiço, leio e vejo o ataque cerrado, concertado e global ao líder do PSD mais me convenço que ele é o único que, de facto, representa uma alternativa à pouca vergonha que tomou conta do país. Terá, portanto, todo o meu apoio.
#portugalnasmãosdosoligarcas

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