Quinta-feira, Novembro 26, 2009
O SISTEMA (ou como os amigos do poder socialista tomaram controlo do maior banco privado do país, financiam-se à vontade e controlam parte dos media)
Aqui está um artigo que mostra bem as faces do regime. Para bom entendedor meia palavra basta.
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POLÍTICA
Terça-feira, Novembro 24, 2009
JARED DRAKE, VISIONEERS

Este filme será tudo menos consensual. Num futuro próximo e distópico, os EUA são assolados por uma improvável vaga de explosões humanas. Aparentemente, certos indivíduos chegados a um certo ponto insustentável de stress acabam por literalmente rebentar. Até aqui pode parecer pura parvoíce mas não é. O que é é uma original e muito interessante crítica à sociedade moderna e ao materialismo consumista que parece alastrar e impregnar todos os domínios da nossa vida. Ao acompanharmos a personagem principal na sua tentativa de não rebentar acabamos por viajar rumo ao âmago da experiência humana e às grandes questões que, aparentemente, muitos de nós hoje em dia esquecemos. Este filme foi tudo menos aclamado pela crítica. Pelo contrário, ao ser classificado como comédia, muito do público que obteve foi à espera de umas boas gargalhadas. Claramente não teve tal coisa porque Visioneers não é uma comédia apesar de ter momentos de comédia e como protagonista um notório Stand Up comediant que obteve recentemente sucesso com The Hangover (2009). Visioneers é muito mais do que uma comédia. É, ao melhor estilo literário de Orwell com o seu 1984 ou do Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley, uma crítica satírica a uma sociedade cada vez mais desligada das suas mais profundas emoções, por isso mesmo cada vez menos humana a fazer lembrar o A Clockwork Orange (1971) de Stanley KubricK. O filme conta ainda com a excelente participação de Zack Galifianakis que acrescenta dimensão ao filme com uma interpretação séria e intensa, características aliás que fazem sucesso na sua comédia (aconselho vivamente o seu Special no Comedy Central). Ao mesmo tempo contamos com uma bem conseguida realização de estreia de Jared Drake que exalta a intensidade da narrativa. Finalmente o argumento, também de estreia, de Brandon Drake (são irmãos) é francamente bom. A estória está ligada, vem em crescendo e surpreende-nos, não por qualquer twist mas pela densidade que consegue transmitir. Uma surpresa completa. Um trabalho que pela desilusão imediata comercial e pela qualidade substantiva que apresenta tem tudo para ser um filme de culto de uma geração mais nova.
Votação IMDB: 6.5
Votação Desblogueada: 9
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CINEMA
THE TARANTINO CODE
Muito bom, vale a pena dar uma olhadela. E agradeço a confirmação de que não estou louco, sim, tal como há anos ando a dizer, o Tarantino é igual ao Roger Federer.
Apanhado aqui.
Apanhado aqui.
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CINEMA
Quinta-feira, Novembro 19, 2009
WOODY ALLEN, "WHATEVER WORKS"

No que diz respeito a este filme tenho de começar por uma declaração de interesses: Primeiro, tenho o Woddy Allen como o meu realizador preferido; segundo, considero o Larry David como, provavelmente, o maior génio da comédia televisiva dos últimos vinte anos. Juntar estes dois talentos gerou em mim grande antecipação. Não fiquei desiludido. Woody Allen, num estilo teatral, consegue fazer uma comédia simples e satírica onde, sem grandes surpresas, nos apresenta um conjunto de estereótipos que através de interacções banais tentam descobrir o amor. No fundo a tese, já conhecida é certo, baseia-se na ausência de sentido existencial e faz uma apologia do amor como, se não o sentido, pelo menos o significado dessa mesma existência. Simples, simpático e divertido. Não é de estranhar que temáticas filosóficas presentes em trabalhos mais antigos como Annie Hall (1977), Manhattan (1979) ou Hanna and Her Sisters (1986), reapareçam aqui porque este guião já tem mais de trinta anos. Não será o melhor trabalho de Woody Allen mas depois do seu "período inglês" e do, quanto a mim, pouco conseguido Vicky Cristina Barcelona (2008) este regresso a Nova Iorque merece uma especial saudação. Quanto a Larry David, o que dizer do talento por detrás de Seinfeld e de Curb Your Enthusiasm? Se é certo que o papel de Boris Yellnikov não foi escrito a pensar nele (nos anos 70 David andava a penar pelos bares de stand up comedy de Nova Iorque enquanto sobrevivia como motorista particular ou outros trabalhos do género)a verdade é que lhe assenta como uma luva. Quanto a mim um sucesso de casting. Uma última referência para Evan Rachel Wood. Já a conheço desde pequenina na série de final dos anos 90, Once and Again, e já se vislumbrava ser um talento natural. A confirmação da esperança nesse talento, para mim, veio com o espectacular The Wrestler (2008) onde faz uma lateral mas excelente aparição. Aqui volta a não desiludir no papel teatral de uma ingénua que chega à grande cidade. Ainda ouviremos falar muito dela, é a minha convicção. Quanto a Whatever Works, quem não gosta de Woody Allen ou de Larry David não vai gostar deste filme mas quem aprecia dará o tempo como muito bem empregue.
Votação IMDB - 7.4
Votação Desblogueada - 8
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CINEMA
Segunda-feira, Novembro 16, 2009
Sábado, Novembro 14, 2009
PLANO INCLINADO
Vejo este programa e penso naquela gente que anda para aí a defender com unhas e dentes o socretinismo vigente. E recrudesce em mim a firme convicção de que é preciso agir. Seja por olhos vendados, seja por ignorância, seja, como é tantas e tantas vezes, por interesse que ele agem, só poderão ser criticados pela acção política. Se o actual estado de coisas não representa a absoluta necessidade de um toque a reunir, ou representando-o não é percepcionado como tal, então "nuvens negras", muito negras virão no horizonte. Eu falo só por mim, é certo, mas prezo muito dormir de consciência tranquila. Esta gente tem que ser impedida.
HÁ ÁGUA NA LUA

"É a confirmação: no lado escuro da lua, nas crateras permanentemente obscuras do pólo sul, há muita água congelada. O choque do motor de um foguetão Centauro contra a cratera Cabeus, a 9 de Outubro, observado de perto pela sonda LCROSS da NASA, permitiu confirmar o que outros engenhos enviados até ao satélite natural da Terra tinham já sugerido com bastante certeza".
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INTERESSANTE
Sexta-feira, Novembro 13, 2009
O BOM, O MAU E O VILÃO

O Bom é Sócrates, evidentemente. O Mau é Armando Vara porque, ao contrário de Sócrates que não sabe nada de negócios privados, andou a fazer o que não devia. Já o Vilão é, como não poderia deixar de ser, o jornalista que nos mostra isto. Porquê? Porque insulta o Bom da estória.
O problema da repetição nauseabunda desta historieta (suspeitas sobre Sócrates e consequente resposta deste a acusar tudo e todos de calúnia) não é ter de ouvir incessantemente o indecente acto de vitimização de Sócrates, infelizmente esse sacrifício decorre da democracia que temos (já se sabia ao que se ia nas últimas eleições, voltámos a elegê-lo, isto é um problema também mas de outro nível). Não. O actual problema da repetição constante desta vitimização é a quantidade absolutamente inacreditável de "casos" em que o nosso Primeiro-Ministro está permanentemente envolvido. Vêm-me à memória dois provérbios populares: 'A mulher de César não basta ser séria, é preciso parecer'. E também o, muito popular, 'onde há fumo há fogo'. Com Sócrates, pelos vistos, aplica-se o inverso da sabedoria popular: Onde há muito fumo, não pode haver fogo nenhum e malandros dos que simplesmente dizem que há fumo, esses que se calem mesmo que de tanto fumo estejam intoxicados, malandros desses vilões que põem à vista de todos que, independentemente de ser séria ou não, a mulher de César pelo menos não o parece ser.
Há aqui uma diferença abissal: Existem uns que dizem que a mulher de César, por ser mulher de César ainda tem que ter mais cuidado em parecer séria, ou seja, não basta ser, é preciso que não existam dúvidas quanto à sua seriedade; por outro lado, existem outros que nos dizem que a mulher de César, só por ser mulher de César, é séria e por isso aqueles que nos mostram que, independentemente de o ser ou não, pelo menos não o parece ser, esses são caluniadores. Quem não percebe a gravidade desta inversão, não percebe a nobreza e especificidade da actividade política. É por isso que o provérbio não fala da mulher do João, fala da mulher de César. E quem não percebe isto não deveria exercer cargos públicos.
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POLÍTICA
Quinta-feira, Novembro 12, 2009
SOMOS DOIS
"Tenho de dizer que não gosto nem da forma nem da substância da actividade governativa do primeiro-ministro, basicamente porque não lhe reconheço um projecto digno desse nome para o País e porque a arrogância me incomoda. Aliás, sempre entendi a arrogância como uma espécie de fraqueza.
Mas gosto ainda menos de ver uma das mais altas individualidades do Estado envolta em suspeitas e dúvidas (justas ou injustas), corrosivas da confiança dos Cidadãos na Democracia e demolidora para as Instituições. As desgraças dos adversários políticos não me contentam nem um pouco. E ainda se fossemos um País com um tecido social forte, sempre a sociedade teria respostas independentes e lá estaria, por si. Agora, um País habituado a depender dos Poderes Públicos, estando parte das estruturas e agentes políticos, ao mais alto nível, sob suspeita, é insustentável. Há clarificações que a transparência exige. Mesmo que o Governo apareça agora aparentemente tão dócil, tão dialogante, nada apaga esta situação dramática".
Paula Teixeira da Cruz, in CM
Mas gosto ainda menos de ver uma das mais altas individualidades do Estado envolta em suspeitas e dúvidas (justas ou injustas), corrosivas da confiança dos Cidadãos na Democracia e demolidora para as Instituições. As desgraças dos adversários políticos não me contentam nem um pouco. E ainda se fossemos um País com um tecido social forte, sempre a sociedade teria respostas independentes e lá estaria, por si. Agora, um País habituado a depender dos Poderes Públicos, estando parte das estruturas e agentes políticos, ao mais alto nível, sob suspeita, é insustentável. Há clarificações que a transparência exige. Mesmo que o Governo apareça agora aparentemente tão dócil, tão dialogante, nada apaga esta situação dramática".
Paula Teixeira da Cruz, in CM
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POLÍTICA
Quarta-feira, Novembro 11, 2009
PORTUGAL É O PAÍS QUE MAIS ENVELHECE NA UE
"Desde 1990 houve 28 milhões de abortos na União Europeia. Tantos como a população de Malta, Luxemburgo, Chipre, Estónia, Eslovénia, Letónia, Lituânia, Irlanda, Finlândia e Eslováquia"
Dá que pensar, no mínimo. A questão do aborto vai também para além dos argumentos de quando começa a vida ou de quando pode - deve haver liberdade de escolha. Há um imperativo categórico simples: Se toda a gente abortasse não nascia ninguém e era o fim da Humanidade. O mesmo imperativo categórico vale para o suicídio. Podem dizer-me que ninguém pode impedir-me de me suicidar mas não me digam que se todos o fizéssemos seria uma coisa 'boa'. Não seria. O problema da nossa sociedade dita 'moderna' é que cada vez mais a ponderação entre o 'bom' e o 'mau' têm menos peso face ao interesse pessoal. E isso para mim é 'mau'. Faz-me , no mínimo, muita confusão ver tantos a defender o direito à escolha, outros a defender o direito à vida quando, sejam os abortos legais ou ilegais, a questão deveria ser sempre como permitir que possibilidades de vida abortadas se transformem em vidas efectivas. E se o argumento de isto ser a 'boa' coisa a fazer de uma perspectiva moral não chega, que sirva o do interesse geral: Precisamos dessas vidas para rejuvenescer a nossa sociedade, para perpetuar a nossa cultura e os nossos valores, para continuar a nossa sociedade, para viabilizar a nossa espécie e, se mais nada serve, para pagar a nossa reforma. No final a diferença será sempre entre o interesse geral e os interesses particulares imediatos. Estes últimos tendem a ser egoístas (e pouco inteligentes pois tendem a ser contrários ao interesse particular a longo prazo, se estivermos todos pior então eu também estarei pior) e, interessante curiosidade, o interesse geral tende a ser 'bom' porque trata do bem de todos. É tão simples e, no entanto, como sempre, o debate fica pela superfície ideológica e dogmática. Ou pelo menos em Portugal, no que ao aborto diz respeito, assim foi. Legalizou-se e mais nada se fez. Típico da solução do menor esforço. A factura segue depois.
Dá que pensar, no mínimo. A questão do aborto vai também para além dos argumentos de quando começa a vida ou de quando pode - deve haver liberdade de escolha. Há um imperativo categórico simples: Se toda a gente abortasse não nascia ninguém e era o fim da Humanidade. O mesmo imperativo categórico vale para o suicídio. Podem dizer-me que ninguém pode impedir-me de me suicidar mas não me digam que se todos o fizéssemos seria uma coisa 'boa'. Não seria. O problema da nossa sociedade dita 'moderna' é que cada vez mais a ponderação entre o 'bom' e o 'mau' têm menos peso face ao interesse pessoal. E isso para mim é 'mau'. Faz-me , no mínimo, muita confusão ver tantos a defender o direito à escolha, outros a defender o direito à vida quando, sejam os abortos legais ou ilegais, a questão deveria ser sempre como permitir que possibilidades de vida abortadas se transformem em vidas efectivas. E se o argumento de isto ser a 'boa' coisa a fazer de uma perspectiva moral não chega, que sirva o do interesse geral: Precisamos dessas vidas para rejuvenescer a nossa sociedade, para perpetuar a nossa cultura e os nossos valores, para continuar a nossa sociedade, para viabilizar a nossa espécie e, se mais nada serve, para pagar a nossa reforma. No final a diferença será sempre entre o interesse geral e os interesses particulares imediatos. Estes últimos tendem a ser egoístas (e pouco inteligentes pois tendem a ser contrários ao interesse particular a longo prazo, se estivermos todos pior então eu também estarei pior) e, interessante curiosidade, o interesse geral tende a ser 'bom' porque trata do bem de todos. É tão simples e, no entanto, como sempre, o debate fica pela superfície ideológica e dogmática. Ou pelo menos em Portugal, no que ao aborto diz respeito, assim foi. Legalizou-se e mais nada se fez. Típico da solução do menor esforço. A factura segue depois.
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POLÍTICA
Terça-feira, Novembro 10, 2009
DA ESTUPIDEZ DO INTERESSE AVALORATIVO
Um pequeno exemplo como a acção em nome de interesses particulares mas sem valores éticos e morais (que são universais) se transforma numa acção contrária aos superiores interesses de todos nós.
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ALERTA
Segunda-feira, Novembro 09, 2009
HOLANDA VS PORTUGAL (XXII)

Num restaurante em Portugal, no final de uma refeição, somos questionados "se estava bom". Na Holanda perguntam-nos: "did you enjoy?". A diferença é, talvez, subtil mas parece-me que também profunda. Perguntar se estava bom é colocar em questão a qualidade do produto. Se respondermos "não" estamos a dizer que a refeição não era boa. É uma qualificação em relação à refeição. Já no caso holandês pergunta-se se apreciámos, logo a qualificação é em relação à nossa opinião sobre a refeição. Por outras palavras, os holandeses não questionam a qualidade do que servem; já os portugueses fazem (aparentemente) depender a qualidade da refeição que servem da opinião daqueles que a desfrutam. Podemos interpretar esta dicotomia como sendo falta de confiança dos portugueses mas isso não me parece o suficiente porque a comida portuguesa (estou convicto disto) é a melhor do mundo. A questão é outra: Os portugueses perguntam se estava bom porque querem o reconhecimento da qualidade que sabem que têm. E isso é o temperamento de um artista. Os holandeses, por outro lado, seguem uma receita que sabem dar bons resultados. É o traço da organização e do método. O cozinheiro português é um artista romântico. O cozinheiro holandês é um engenheiro eficiente. Sendo que as generalizações são sempre imprecisas, perigosamente vagas e, por vezes, até enganadoras, este traço dicotómico parece-me abrangente à cultura dos dois povos. Um mais romântico e sonhador, outro mais metódico e organizado. Os holandeses são o produto do trabalho árduo de querer sobreviver graças às vantagens da racionalidade humana. Já os portugueses são o sonho improvável de uma terra única e, por isso, um sonho irrepetível. São a corporização da emoção sentimental da luta por uma identidade. São Portugal. Os holandeses querem ser competentes, bem sucedidos e racionais. Já os portugueses querem ser os melhores do mundo e esse sonho romântico é o que faz de nós portugueses. Não tenho dúvidas que falta método e organização em Portugal. Mas isso arranja-se. Já aos holandeses falta-lhes, simplesmente, serem mais portugueses. E isso já não se arranja tão facilmente. Sorte a nossa, azar o deles.
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HOLANDA VS PORTUGAL
Quinta-feira, Outubro 29, 2009
MOMENTO AFRICANO (EXCERTO DO SEGUNDO LIVRO)

Imagem tirada daqui.
"Eram sete e meia da noite. Estava noite. Quente. A lua, essa entidade que nos habituámos a apelidar de mentirosa, já em África reformula-se, desdiz-se e mostra-nos que, afinal, não tem hábitos de mentira, pelo menos ali; pelo contrário, tal como tudo aquilo que rodeia quem coloca o seu pé em África, qualquer um dos dois, seja o esquerdo ou o direito, seja quando for, aquilo que se sente, de imediato, sem tempo a perder, sem hesitações, é a honestidade que nos bate directa e violentamente no peito, é um continente que grita, exclama a sua existência e a sua essência, espalhando-a aos quatro ventos, oferecendo-a aos seus deuses e ficando nós, os seus visitantes, com os ecos das oferendas que nos inundam de sensações novas, não estamos habituados, não estamos não senhor, não estamos habituados a honestidade franca e directa do que é bruto, forte e sem rodeios, da falta de maneiras, da ausência de pudor em revelar as suas misérias. Miséria há no mundo inteiro. Mas nessa Europa ela esconde-se envergonhada, ela vira atrás de uma esquina perdida e invisível, não assumida e disfarçada. Em África ela assume-se com abertura e naturalidade. Porque talvez a riqueza faça ainda mais do que esconder os que atrás dela andam mas não lhe chegam, talvez ela faça pior, não saberemos nunca se é dos tempos ou das vontades, não sabemos se é da terra ou riqueza, sabemos nós que os tempos de fausto e soberbo consumismo são também tempos de apagada e vil tristeza, são tempos de triste e apagada degeneração; mas não em África. Em África não. E é no momento que respiramos aquele ar pela primeira vez que tal, estranho e surpreendente facto nos apanha, desprevenidos e incautos, a olhar de esguelha, o que é que se passa aqui, onde estou eu, quem sou eu. Logo. Ali. Naquele primeiro e inesquecível momento. E o facto de África não perder tempo a dizer-nos o que é só atesta mais a sua profunda honradez. Moça proba, íntegra e séria, pejada de dignidade e virtude, pura e casta na sua pudica decência mostra-se orgulhosa da sua honestidade. E tamanha honestidade é essa que nem a lua nos mente. E era essa lua modesta, leal e incorruptível que banhava de luz quem se atrevesse, naquele início de noite, a experimentar o mistério das trevas espessas de Moçambique, trevas invadidas pelo calor opaco e pastoso áfrico. E não só: é uma noite inundada pelo receio
próprio de quem não é dali
de ser picado pelo célebre mosquito, o malárico, o malandro, o mensageiro da doença e a eterna personificação do desconhecido. Medo do medo. Medo de tudo e de todos. Medo de nós próprios. Medo do vazio. Mas, tal como tudo na vida, assim se fazem as estórias de cada um, desde os mais pequenos infantes até aos mais velhos anciães, é precisamente de superar os medos e aprender a gozar os riscos da vida que se fazem as felicidades, sejam elas pequenas ou grandes, pensadas ou sentidas, ou ainda, sonhadas ou vividas, sejam elas quais forem, a única coisa que as une na sua essência, aquilo que lhes é comum é precisamente o facto de se ter que superar o medo para se ser feliz, ou, melhor ainda: o facto de não haver pessoa feliz tolhida pelo medo. E era essa transcendência do medo que alimentava aquela lua verdadeira e, nela reflectida, resplandecia o reflexo de um continente perdido no tempo, algures entre o passado de colonial fausto
para quem coloniava
e o incerto futuro sem destino escolhido. E era esse sentimento latente, que brotava, tal como todas aquelas acácias em flor, do chão encarnado que inundara xxxxx ao longo dos últimos dias e que, mesmo no auge da sua divagação, lhe transmitia a estranha e paradoxal impressão de estar em casa. Estava em casa porque também ele se sentia verdadeiro, honesto e à vontade consigo próprio. Também ele não tinha agora um destino definido. Também ele tinha um fausto passado. Também ele estava perdido no tempo."
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EXCERTO MEUS LIVROS,
LITERATURA,
ÁFRICA
Terça-feira, Outubro 27, 2009
HOLANDA VS PORTUGAL (XXI)

Não é verdade que as mulheres holandesas sejam mais bonitas que as portuguesas. Apenas sorriem mais.
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HOLANDA VS PORTUGAL
Sexta-feira, Outubro 23, 2009
TRANSTORNO DO DEFICIT DE ATENÇÃO CÍVICA COM HIPERACTIVIDADE SOCIAL EM REDE
Mais um excelente artigo do José Pacheco Pereira. A apologia da irrelevância decorrente da indiferença perante o que é público e da mediocridade daqueles que tinham a obrigação de contrariar o fenómeno. E ainda os que se aproveitam de tudo isso para satisfazerem os seus pequenos e mesquinhos anseios egóticos. Pergunto-me onde isto vai parar. Mas se continuarmos assim há uma coisa que, certamente, não irá sobreviver: a Democracia. Ler o artigo aqui.
Quarta-feira, Outubro 21, 2009
ESPESSURA MEDIÁTICA
A vantagem da honestidade intelectual é, de facto, ter algo de genuíno e interessante para dizer. E isto não se finge. Ou se é, ou não se é. Muito raro nos dias que correm.
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POLÍTICA
Terça-feira, Outubro 20, 2009
PORTUGAL CAI 14 POSIÇÕES NO RANKING DA LIBERDADE DE IMPRENSA

A organização Repórteres Sem Fronteiras considera que a liberdade de imprensa diminuiu este ano em Portugal, com uma queda do 16º para o 30º lugar na lista dos países que mais respeitam o trabalho dos jornalistas. Apesar de classificar Portugal como estando “em boa situação” face à liberdade de imprensa, a organização internacional afirma ter-se verificado uma queda de 14 posições na lista dos mais respeitadores da liberdade de imprensa, passando a estar ao mesmo nível da Costa Rica e do Malí. No ano passado, Portugal estava em 16º lugar, a par da Holanda, Lituânia e República Checa.
Não era evidente?
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POLÍTICA
Segunda-feira, Outubro 19, 2009
MAIS UMA CAMPANHA NEGRA? INGLESA CLARO.

Aqui fica um fax onde é explicitamente referido a existência de suborno na aprovação do Freeport e onde, com a antecipação de eleições e o afastamento de Sócrates, se receia que não haja aprovação do empreendimento. Como é que não é notícia de abertura de telejornal e, uma vez anunciado, não é tema de discussão de TODAS as televisões? E porquê só agora DEPOIS das eleições? Curioso, considerando o cancelamento do Jornal de Sexta Feira da TVI. Noutro tempo, noutro país com outros dirigentes políticos o que não diriam estes socialistas sobre "condições" e "legitimidade" de governação. Estariam aí de facas espetadas a exigir demissões. Mas que nem Fátimas Felgueiras, a legitimidade do voto será toda a lei que é necessária. Depois perguntem-se por que será que estamos como estamos. Entretenham-se com o Saramago e a bíblia.
(A itálico as anotações do receptor do fax para o seu superior)
Strietly Confidential
17th December 2001
Ric Dattani
Freeport Plc
Cc Gary Dawson
Dear Ric,
Further to my telecom with you last week and having just returned from 5 days in Portugal, may I make the following
comments that I hope you made find helpful.
1. A environmental impact study is a relatively substantial piece of work involving a number of authorities. It is
mainly technical in its content.
2. If a rejection of such a study is envisaged, it is unlikely to be capable of reversal under any circumstances two
days before its formal rejection by the Minister of the Environment. before the bribe
3. The Minister of the Environment, Eng. Jose Socrates, is considered to be one of the pillars of the PS government
and the essence of integrity. confirmed by others
4. The effect of the weekend’s events with the PS reversals in the Municipal Elections (including Lisbon) and the
resignation of the Guteres Government means that Socrates is no longer the Minister of the environment and
there will be a stall process of four to five months until a new government is elected and a new Minister
appointed on the outcome of a new election.
5. To state the obvious, I would encourage you to determine the technical reasons for the rejection of your EIS and
establish the areas where differences can be bridged.
6. I would encourage you to take soundings outside the local team to establish independently what may be have
gone wrong – and to see if this meets the information you are provided within the local team. A personal visit to
the information you are provided within the local team. A personal visit to the DRAOT or whatever authority/s
has put the wedge in can often pay dividends in understanding the problem.
The political change in Portugal will delay due process on the planning and environment front but time can be spent
valuably in determining the cause of rejection and acceptable steps for correction.
The content of this communication is confidential to the addresses. It’s purpose is to share market experience with a
fellow PUKCC member in an equivalent sector.
Yours Sincerely
Keith Payne
Jonathan, this is the guy who rang me and is aware of the 2 million GbP bribe, a few
interesting parts (underlined) notably from 4. If parliament is dissolved pending elections
them the Sef. State is powerless to approve or reject anything?
Ric
PARABÉNS PENSAMENTOS DESBLOGUEADOS!
Foi em Outubro, dia 9, nem dei por ela mais uma vez, que em 2003 nasceu o pensamentos desblogueados. Já lá vão seis anos, o blog jáq sofreu muitas alterações, os conteúdos não são os mesmos mas eu também não sou o mesmo. É a vida. E recordar também é viver. :)
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MEDO DE EXISTIR

Uma organização não-governamental formada por engenheiros, advogados e juízes, realça que no ensino da engenharia os alunos "não aprendem a calcular a Velocidade Crítica de Hidroplanagem", a partir da qual ocorre o 'aquaplanig' (hidroplanagem).
No trabalho volta a alertar-se para o facto de auto-estradas e vias rápidas nacionais violarem as condições de segurança contra hidroplanagem por defeitos de pavimento
"Os futuros engenheiros não estão a aprender nas escolas a calcular este dado essencial para garantir que a estrada cumpre todos os critérios de segurança. É fácil culpar só os condutores, mas está provado que estes tendem a reduzir a velocidade com o mau tempo, a má visibilidade ou até apenas com as condições do traçado das estradas", disse à Lusa Francisco Salpico, responsável pelo estudo.
Não é a única acusação de Salpico, segundo o qual os engenheiros não abordam os defeitos nas autoestradas nos casos de acidentes para não incomodarem as concessionárias ou o poder político. Como os especialistas nesta matéria “são engenheiros civis que trabalham para estes organismos”, se denunciassem esses organismos pelas más práticas “significava graves riscos para as suas carreiras profissionais”, acrescenta.
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Sábado, Outubro 17, 2009
HOLANDA VS PORTUGAL (XX)

Os rés do chão das casas holandesas têm grandes janelas (qualquer pessoa na rua vê tudo para dentro da casa) e não têm grades. Em Portugal as janelas são mais pequenas e têm normalmente grades.
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HOLANDA VS PORTUGAL
HOLANDA VS PORTUGAL (XIX)

As aceleras na Holanda circulam na faixa das bicicletas e não na estrada com os automóveis. Também podem circular nas ruas onde o trânsito automóvel é proibido.
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HOLANDA VS PORTUGAL
HOLANDA VS PORTUGAL (XVIII)

As matrículas holandesas antigas são iguais às matrículas portuguesas. Quando passo por um automóvel clássico, a velhinha matrícula preta com um par de letras brancas e dois pares de números brancos faz-me sentir em casa. Agora usam dois pares de letras e um de números. Às vezes um trio de letras e dois pares de números. O que distingue uns dos outros já não sei.
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HOLANDA VS PORTUGAL
HOLANDA VS PORTUGAL (XVII)

O parque automóvel holandês é mais velho do que o português. E não faço disto uma desvantagem, dá-me a ideia que os Holandeses sabem melhor onde gastar o seu dinheiro.
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HOLANDA VS PORTUGAL
HOLANDA VS PORTUGAL (XVI)

Na Holanda há mais pontes levadiças do que em Portugal. Mas lembro-me de uma em particular, a de Alcácer do Sal, que deve ter feito mais filas do que todas as da Holanda juntas.
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PORTUGAL: 1959
O concurso de Miss Portugal de 1959 relatado com o texto original pelo comentador que o havia feito em directo na segunda edição do Telejornal. Fica a nota de que a concorrente de Cabo Verde ficou em segundo lugar.
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Quinta-feira, Outubro 15, 2009
NEW LIGHT ON DARK MATTER
An international team of astronomers has found an unexpected link between dark matter and visible stars in stellar systems. This discovery may even cause us to reconsider our understanding of gravity. They published on their discovery in 'Nature' on 1 October.
Ver mais...
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Quarta-feira, Outubro 14, 2009
HOLANDA VS PORTUGAL (XIV)

Na Holanda há um Partido dos Animais. Em Portugal há alguns animais dentro dos partidos. Mas segundo oiço dizer na Holanda também.
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HOLANDA VS PORTUGAL
HOLANDA VS PORTUGAL (XIII)

Os gatos na Holanda são mais gordos e mais peludos. E vêm ter connosco. Em Portugal assustam-se e fogem. Cheira-me que na Holanda são melhor tratados.
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NA MOUCHE (II)

«A questão é simplesmente que os portugueses deixaram de olhar para fora. Só contemplam o umbigo. Na ditadura, sonhavam com o império ou melhores dias. Depois, na era da liberdade, Portugal empolgou-se de valores abstractos. Na época do desenvolvimento assustou-se com as ameaças europeias. Até na era da facilidade se embebedou com benefícios do progresso. Agora deixou de ter impérios, ambições, desafios ou sequer desejos. Está mergulhado na intriga, palermice, acanhamento. Portugal não tem projectos, tem direitos. Não enfrenta a globalização, salva empresas. Não aumenta a produtividade, desinfecta as mãos da gripe A. Não se governa o País, aumentam-se a dívida, as polémicas e as manchetes da edição matutina. É a era do crime da Casa Pia, da tacanhez da ASAE e da teima do TGV, da euforia balofa do Euro 2004 e das escutas que nunca houve. São os anos que o gafanhoto devorou. Inventam-se "casos" e depois faz-se um caso de eles serem negados. Os responsáveis são criticados por desmentir o que nunca disseram. E passa-se ao caso seguinte no carrossel da vacuidade. Portugal viveu outras eras da mediocridade, em que esqueceu sonhos, perigos e até desejos para se perder em conflitos tolos e mexericos baixos, dançando na borda do vulcão.»
João Luís César das Neves, via Portugal dos Pequeninos
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NA MOUCHE

"Os que acusavam Manuela Ferreira Leite de aceitar fazer parte de um "bloco central" (sem qualquer fundamento como se disse na altura, quando páginas e páginas do Diário de Notícias e do Diário Económico e dos blogues juravam que ia acontecer) são agora os que o defendem. Não me surpreende nada. É por estas razões que Manuela Ferreira Leite é fundamental à frente do PSD nestes dias de todas as tentações. Sabe o que quer e sabe o que não quer. E não vai em cantos de sereia. Nem em promessas de partilha de poder ou de lugares. Nem está ali a pensar na sua "carreira", nem nos interesses que alguns representam no partido, mas no país. Não está na moda, mas é uma diferença abissal."
É a novilíngua outra vez. Antes Ferreira leite era má porque queria o bloco central o que seria o fim do PSD, agora é má porque não quer acordos com o PS e isso será o fim da governabilidade do país. Quer-se tudo e o seu contrário, conforme as exigências da ocasião. Não há memória, não há conteúdo, apenas o papaquear irresponsável contra aqueles de quem não se gosta. Seja por que razões forem. Nem Ferreira Leite antes defendeu o bloco central, nem agora é contra a governabilidade. Tudo o resto é propaganda interesseira de quem não olha mais longe do que o seu umbigo ou a meios para os seus pequenos fins. E o mais incrível é que continuam soltos por aí, incólumes, passeando os seus mesquinhos egos pelos jornais, televisões e blogues sem que haja um cobrar das suas evidentes e repetidas contradições. É o país que temos.
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O PAÍS DA BRINCADEIRA

"PGR acelera investigação do caso Freeport: A directora da PJ de Setúbal e os dois inspectores que já trabalhavam na investigação do caso Freeport vão agora dedicar-se em exclusivo a este inquérito, para que o mesmo termine rapidamente. A decisão foi tomada no final da semana passada numa opção conjunta entre o Ministério Público e a Polícia Judiciária."
Mas não tinha sido isto que tinham dito desde o início porque era importante e fundamental para a Democracia esclarecer a questão "Freeport" antes das eleições? As eleições já lá vão, o primeiro-ministro continua o mesmo e da investigação só convenientes comunicados antes da campanha a dizer que Sócrates não é suspeito. Quando tudo aquilo que é suspeito no Freeport envolve Sócrates. E daqueles que são considerados suspeitos, todos têm ou tiveram ligações directas ou indirectas com Sócrates. Isto não é investigação policial, é brincar aos investigadores. Eu também fazia isso quando era pequenino, o problema é que estas personagens parece que não crescem. Repetem-se as intenções, repetem-se os comunicados, muitos deles contraditórios, mas fica tudo na mesma. Como a brincadeira de uma criança na terra da novilíngua orweliana.
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Terça-feira, Outubro 13, 2009
A VERDADE A VIR AO DE CIMA

"Passivo da EP dispara 1400% num ano e meio
O passivo da Estradas de Portugal (EP) ultrapassou no final de Junho passado os 15,2 mil milhões de euros, o equivalente a quase 10% do PIB."
Podiam não gostar da senhora mas falou sobre o que era realmente importante. Os outros mentiram, deturparam e esconderam. Mas era evidente. Depois não se queixem e não digam que não foram avisados.
Deparei-me com isto aqui.
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HOLANDA VS PORTUGAL (XII)

Em Portugal parece que está verão e há quem vá à praia dar um mergulho. Ha Holanda a praia já acabou há muito, está frio e chove praticamente todos os dias. Isto desde final de Agosto. Aliás, no dia 25 de Agosto apanhei com uma trovoada em cima onde até granizo me caiu na cabeça. Ia caindo da bicicleta.
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HOLANDA VS PORTUGAL
HOLANDA VS PORTUGAL (X)

Na Holanda não se encontra um ecoponto em lado nenhum. E quando se encontra ou é para vidro ou cartão. Em sítios diferentes, claro. Em Portugal abundam. Aqui não estou a conseguir separar o lixo.
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HOLANDA VS PORTUGAL (VII)

Os holandeses parecem ter uma certa antipatia pela selecção portuguesa de futebol. Is to porque os eliminámos nas eliminatórias do mundial 2002, nas meias finais do Euro 2004 e nos quartos de final do mundial 2006, aqui num jogo polémico com muitas expulsões. Já os portugueses parecem-me ter bastante simpatia pela selecção holandesa de futebol.
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HOLANDA VS PORTUGAL
HOLANDA VS PORTUGAL (VI)

Os holandeses não percebem nada de como explicar indicações espaciais. Nada. Em Portugal se perguntar em Lisboa como chegar ao Porto até me indicam o caminho para as antas se for preciso. Posso não chegar lá mas ao menos tentam.
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HOLANDA VS PORTUGAL (III)

Em Portugal às vezes os automóveis não param nas passadeiras. Na Holanda quase nunca param. E eu sei do que estou a falar que no final do primeiro dia ia sendo atropelado.
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HOLANDA VS PORTUGAL (II)

Em Portugal, se abordados por um indivíduo de aspecto duvidoso, ele pede-nos simpaticamente cinquenta cêntimos. Na Holanda pede um euro.
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Pensamento, m. - Acto ou efeito de pensar. Qualquer acto de inteligência. Fantasia. Ideia. Espírito. Uso da razão. Reflexões









