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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
867
Portugal faz hoje oitocentos e sessenta e sete anos. Ninguém fala disto. Comemorar a implantação da república e não se referir (em lado algum) que hoje é o aniversário de Portugal é um ultraje. Seria como comemorar todos os anos o aniversário da primeira comunhão, ou do primeiro dia de escola, ou do primeiro beijo e nunca, nunca, comemorar o dia do nascimento. Patético. A grande conquista da esquerda e da extrema-esquerda pós-25 de Abril é a erosão do orgulho, dos valores e de parte da identidade nacional a coberto do medo, sempre o medo, do regresso do "fascismo". Não há fascismo nenhum. Só medo. E ódio. Como todos os ódios, também esses, um dia, serão derrotados. Parabéns Portugal.
domingo, 3 de outubro de 2010
AINDA AQUI ESTAMOS (ou: como a génese da problemática cultural portuguesa deriva em grande medida da acção directa e indirecta da extrema esquerda no pós-25 de Abril)
"Porém, o caminho de regresso a esses ideais [a Democracia na Liberdade assente nos Direitos do Homem] apresenta-se, ainda, coalhado de obstáculos, não sendo fácil sair-se de um estado de desequilíbrio gerado por antagonismos sociais alicerçados no ódio entre classes, criminosamente fomentado por falsos ideólogos e alimentado pelo parasitismo dos que, apenas movidos pela ânsia de satisfação das suas ambições pessoais, se transformaram em pedras executórias de um plano de destruição do País.
(...)
Só assim se compreendem os aumentos de salário sem incentivar o aumento de produtividade sabendo-se que , em breves meses, esses aumentos não teriam qualquer significado no poder de compra. Só assim se compreende que se tenham destruído os «velhos monopolistas» de uma forma primária, em vez de os enquadrar e sujeitar a regras de justiça social, e surja uma nova classe de servidão do monopolismo estatal composta por parasitas sociais, que, sem a menor capacidade de gestão, se limitam a ser agentes de transmissão entre os trabalhadores e os governante. Enquanto estes, colocados na posição de superadmnistradores de empresas e sem a menor possibilidade de definirem uma política de desenvolvimento, geram a ruína da economia nacional.
Ao mesmo tempo, o funcionalismo público, as pequenas e médias empresas, os trabalhadores de serviços sem possibilidade de actualizarem convenientemente os seus proventos, as pessoas de rendimentos fixos que que vivem do que pouparam numa vida inteira de labuta, todos estes que, no seu conjunto, formam a classe média do País, encontram-se à beira da destruição, caminhando-se para um vazio social propício à indignação e à revolta.
(...)
Neste quadro social, com uma balança de pagamentos altamente deficitária, a gastar-se muito mais do que se produz, com o ouro a esvair-se, com empréstimos sobre empréstimos sem uma correcta aplicação em planos de desenvolvimento, tudo conduz para uma terrível situação que os portugueses em tempo algum sonharam: a «colonização» de Portugal.
Afinal nós os «colonialistas», os «homens do Império», passados a cidadãos de um pequeno e pobre país, sem dimensão universal e sem grandeza cultural, por virtude da nossa própria incapacidade, sujeitamo-nos a uma colonização financeira e tecnológica e, por esta via, a perder a independência."
António de Spínola, País Sem Rumo, 1978; pp. 361-3 [Negritos meus]
(...)
Só assim se compreendem os aumentos de salário sem incentivar o aumento de produtividade sabendo-se que , em breves meses, esses aumentos não teriam qualquer significado no poder de compra. Só assim se compreende que se tenham destruído os «velhos monopolistas» de uma forma primária, em vez de os enquadrar e sujeitar a regras de justiça social, e surja uma nova classe de servidão do monopolismo estatal composta por parasitas sociais, que, sem a menor capacidade de gestão, se limitam a ser agentes de transmissão entre os trabalhadores e os governante. Enquanto estes, colocados na posição de superadmnistradores de empresas e sem a menor possibilidade de definirem uma política de desenvolvimento, geram a ruína da economia nacional.
Ao mesmo tempo, o funcionalismo público, as pequenas e médias empresas, os trabalhadores de serviços sem possibilidade de actualizarem convenientemente os seus proventos, as pessoas de rendimentos fixos que que vivem do que pouparam numa vida inteira de labuta, todos estes que, no seu conjunto, formam a classe média do País, encontram-se à beira da destruição, caminhando-se para um vazio social propício à indignação e à revolta.
(...)
Neste quadro social, com uma balança de pagamentos altamente deficitária, a gastar-se muito mais do que se produz, com o ouro a esvair-se, com empréstimos sobre empréstimos sem uma correcta aplicação em planos de desenvolvimento, tudo conduz para uma terrível situação que os portugueses em tempo algum sonharam: a «colonização» de Portugal.
Afinal nós os «colonialistas», os «homens do Império», passados a cidadãos de um pequeno e pobre país, sem dimensão universal e sem grandeza cultural, por virtude da nossa própria incapacidade, sujeitamo-nos a uma colonização financeira e tecnológica e, por esta via, a perder a independência."
António de Spínola, País Sem Rumo, 1978; pp. 361-3 [Negritos meus]
DÉJÀ VU
"Com efeito, ao minimizar a crise económica e ao ignorar o seu inevitável agravamento perante a crescente deterioração do sector do Trabalho, o Primeiro-Ministro* revelava-se incapaz de dominar uma situação cuja gravidade não reconhecia ou, pior ainda, procurava omitir por razões de ordem política."
*Vasco Gonçalves
António de Spínola, País Sem Rumo; p. 210
*Vasco Gonçalves
António de Spínola, País Sem Rumo; p. 210
sábado, 25 de setembro de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
JOSÉ SARAMAGO (1922 - 2010)
Um dos maiores Portugueses: polémico, amado ou odiado, louvado e criticado. Escritor ímpar reconhecido mundialmente; lúcido, inteligente, irónico e implacável. Íntegro. Com a coragem das suas convicções, ao contrário de muitos, dele se pode dizer que viveu como um Homem. Saramgo, o Grande.
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HISTÓRIA
terça-feira, 18 de maio de 2010
IAN CURTIS (1956 - 1980)
Faz hoje trinta anos que Ian curtis, por decisão própria, deixou de estar entre nós. Ou melhor, desejou deixar de estar entre nós porque, no meio de tanta merda, a pureza e a força de Ian nunca deixarão de estar, pelo menos, no meio de alguns de nós.
domingo, 25 de abril de 2010
REVOLUÇÃO
Seria bom que o ideal romântico e utópico que nos trouxe a revolução de 25 de Abril de 1974 se estendesse à noção que a liberdade é uma conquista permanente (e perpétua) muito longe deste momento em que nos acomodamos nesta videirice peçonhenta pantanosa da pré-falência; de facto, hoje, neste país estagnado pelo peso de uma dívida contraída pelo desvario de uns irresponsáveis parasitas, uma revolução seria aquilo mesmo que seria necessário. Uma revolução na mente, na mentalidade; uma revolta contra o socialismo pseudo-fascizante no seu marquetismo do respeitinho e do politicamente correcto e que nos atrofia a uma existência do mais ou menos, do pobrezinho, do triste fado que não nos larga. Um revolta contra o sistema do esquema do chico-esperto, dos negócios obscuros à conta dos mesmos; uma revolta contra os grilhos da mediocridade que o egoísmo individualista desta máfia dos pequeninos nos coloca prendendo-nos, roubando-nos a vida que mereceríamos, a que temos direito, roubando-nos a liberdade. Mas contenta-se o povo com cantar as virtudes da liberdade sem perceber que aqueles que mais dela falam sempre foram aqueles que contra ela mais conspiraram: hoje, tal como sempre. Mas, enfim, liberdade também pode ser isto: afinal não há maior acto de liberdade que o acto de suicídio. Fiquemo-nos nesta espécie de suicídio lento, masoquista e sem luz ao fim do túnel até ao dia do desastre e talvez aí acordemos, talvez aí nos revoltemos novamente e talvez, quem sabe, trinta e seis anos depois desse dia, voltemos a cantar outra vez.
domingo, 18 de abril de 2010
POR DETRÁS DA BANDEIRA
Uma perspectiva muito interessante sobre a evolução da bandeira Portuguesa. A não perder aqui.
Encontrado aqui.
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HISTÓRIA
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
GEORGE ORWELL (1903 - 1950)
Morreu há 60 anos.
"Until they become conscious they will never rebel, and until after they have rebelled they cannot become conscious."
George Orwell, 1984, Book 1, Chapter 7
George Orwell, 1984, Book 1, Chapter 7
segunda-feira, 29 de junho de 2009
CASA DOS BICOS

"A Casa dos Bicos, edifício que Brás de Albuquerque, filho do vice-rei da Índia Afonso de Albuqueque, mandou construir em 1523, após uma viagem a Itália, e que teve como modelo o Palácio dos Diamantes, em Ferrara, receberá em 2009 a Fundação José Saramago. Embora seja legítimo supor que o seu primeiro proprietário gostaria que a sua casa tivesse o mesmo nome, a opinião dos lisboetas de então foi diferente. Onde alguns quereriam ver diamantes, eles nâo viam mais que bicos de pedra, e, como o uso faz lei, de tanto lhe chamarem Casa dos Bicos, dos Bicos ficou e com esse nome entrou na História."
in Blog do José Saramago.
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HISTÓRIA
domingo, 14 de junho de 2009
ANTÓNIO VARIAÇÕES (3.12.1944 - 13.06.1984)
Era o maior. Claramente à frente do seu tempo. Morreu fez ontem 25 anos.
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HISTÓRIA
sábado, 13 de junho de 2009
FERNANDO PESSOA
Há 111 anos nascia um dos grandes génios portugueses.

"Sou o fantasma de um rei
Que sem cessar percorre
As salas de um palácio abandonado...
Minha história não sei...
Longe em mim, fumo de eu pensá-la, morre
A ideia de que tive algum passado...
Eu não sei o que sou.
Não sei se sou o sonho
Que alguém do outro mundo esteja tendo...
Creio talvez que estou
Sendo um perfil casual de rei tristonho
Numa história que um deus está relendo..."
Fernando Pessoa

"Sou o fantasma de um rei
Que sem cessar percorre
As salas de um palácio abandonado...
Minha história não sei...
Longe em mim, fumo de eu pensá-la, morre
A ideia de que tive algum passado...
Eu não sei o que sou.
Não sei se sou o sonho
Que alguém do outro mundo esteja tendo...
Creio talvez que estou
Sendo um perfil casual de rei tristonho
Numa história que um deus está relendo..."
Fernando Pessoa
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HISTÓRIA,
LITERATURA
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
OS PORTUGUESES DESCOBRIRAM A AUSTRÁLIA?
"O australiano Peter Trickett defende terem os portugueses descoberto a Austrália 250 anos antes do capitão James Cook e está a preparar um documentário televisivo. O autor mostrou-se convencido de que, pela experiência que já teve com o seu livro Para além de Capricórnio, em que procura demonstrar que os portugueses aportaram aquelas paragens antes do capitão James Cook em 1770, "o público em geral irá ter grande interesse". A tese da descoberta portuguesa da Austrália "tem um bom acolhimento por parte do leitor, que a aceita bem. O mesmo não acontece no meio académico, que acha que não é possível e não pode ser verdadeira, apesar das provas apontadas", disse Trickett.
Segundo defende, terá sido o navegador Cristóvão Mendonça, por volta de 1522, o primeiro português a avistar as costas australianas, quando navegava na zona por ordem de D. Manuel I, que o enviara em busca da "ilha de Ouro" citada nos relatos de Marco Pólo. Trickett fundamentou a sua afirmação em mapas portugueses que cartografaram parcialmente a Austrália no século XVI, chamando-a "Terra de Java".
Mendonça terá ancorado ao largo da actual Botany Bay, que cartografou, referindo as "montanhas de neve", dunas de areia branca que ali existiram. O estudioso menciona os cerca de 150 topónimos australianos "de clara origem portuguesa". "Que explicação se pode dar para tal?", questionou. Além dos mapas de origem portuguesa, Trickett aponta o aparecimento em mares australianos de dois potes de cerâmica de estilo português. Um datado do ano 1500, o da descoberta do Brasil por Pedro Álvares Cabral, o outro aguarda datação. Cita-se ainda a descoberta de um peso de pesca com 500 anos, em Fraser Island, no Estado australiano de Queensland.
A política de sigilo das monarquias ibéricas dos reis D. João II e D. Manuel I, e que terá encoberto o conhecimento do Brasil, foi praticada para esta "Terra de Java", a Austrália actual. Tudo aponta, seguindo Trickett, para "uma clara antecipação da descoberta da Austrália pelos portugueses, a mando de D. Manuel I na busca da ilha de ouro". Hoje, a Austrália é o 3º maior produtor mundial de ouro. Para Trickett, "a natureza humana é o que é, não aceita ter-se enganado ou dizer que errou, tanto mais quando se trata de académicos, com teses e trabalhos teóricos publicados sobre o assunto".
"É certo que dizem que a tese é errada, insustentável, mas não fizeram qualquer crítica séria do ponto de vista científico. Acham que a minha tese é difícil de combater e preferem não dizer nada de concreto", sublinhou.
O estudioso afirmou à Lusa que continua a investigar o assunto e que o seu editor projecta editar esta obra em Espanha e na Holanda, onde há uma tese que refere que navegadores holandeses terão também avistado costas australianas antes de James Cook. LUSA"
in DN 29.10.2008
Segundo defende, terá sido o navegador Cristóvão Mendonça, por volta de 1522, o primeiro português a avistar as costas australianas, quando navegava na zona por ordem de D. Manuel I, que o enviara em busca da "ilha de Ouro" citada nos relatos de Marco Pólo. Trickett fundamentou a sua afirmação em mapas portugueses que cartografaram parcialmente a Austrália no século XVI, chamando-a "Terra de Java".
Mendonça terá ancorado ao largo da actual Botany Bay, que cartografou, referindo as "montanhas de neve", dunas de areia branca que ali existiram. O estudioso menciona os cerca de 150 topónimos australianos "de clara origem portuguesa". "Que explicação se pode dar para tal?", questionou. Além dos mapas de origem portuguesa, Trickett aponta o aparecimento em mares australianos de dois potes de cerâmica de estilo português. Um datado do ano 1500, o da descoberta do Brasil por Pedro Álvares Cabral, o outro aguarda datação. Cita-se ainda a descoberta de um peso de pesca com 500 anos, em Fraser Island, no Estado australiano de Queensland.
A política de sigilo das monarquias ibéricas dos reis D. João II e D. Manuel I, e que terá encoberto o conhecimento do Brasil, foi praticada para esta "Terra de Java", a Austrália actual. Tudo aponta, seguindo Trickett, para "uma clara antecipação da descoberta da Austrália pelos portugueses, a mando de D. Manuel I na busca da ilha de ouro". Hoje, a Austrália é o 3º maior produtor mundial de ouro. Para Trickett, "a natureza humana é o que é, não aceita ter-se enganado ou dizer que errou, tanto mais quando se trata de académicos, com teses e trabalhos teóricos publicados sobre o assunto".
"É certo que dizem que a tese é errada, insustentável, mas não fizeram qualquer crítica séria do ponto de vista científico. Acham que a minha tese é difícil de combater e preferem não dizer nada de concreto", sublinhou.
O estudioso afirmou à Lusa que continua a investigar o assunto e que o seu editor projecta editar esta obra em Espanha e na Holanda, onde há uma tese que refere que navegadores holandeses terão também avistado costas australianas antes de James Cook. LUSA"
in DN 29.10.2008
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