quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

SOCIEDADE CIVIL: A RESPOSTA PARA A CORRUPÇÃO



A resposta contra a corrupção reside na sociedade civil. Que alívio, por momentos pensei que tivéssemos um problema em Portugal.

PALAVRAS PARA QUÊ?



"Providência cautelar visa impedir a publicação de mais escutas no Semanário Sol"
Aqui.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

AO VIVO E A CORES A DECLARAÇÃO DE PAULO RANGEL

"JÁ NÃO BASTA MUDAR É PRECISO ROMPER"

Estava a precisar de ouvir isto.

PORQUE SERÁ?

SOBRE O CARÁCTER

"Nunca faltei à palavra dada e aos compromissos que assumi... Os cargos públicos são efémeros, mas o carácter dos homens é duradouro. Não são os cargos que definem a nossa personalidade, mas aquilo que somos em tudo aquilo que fazemos."
Aníbal Cavaco Silva, Presidente da República
(encontrado aqui)

DEIXEM-ME VER SE PERCEBO

Sócrates demitia-se por 80 milhões no Orçamento de Estado mas já não se demite por ser apanhado a planear o condicionamento global da comunicação social em Portugal?

O POLVO

"No único almoço que o “Sol” teve com Sócrates em São Bento, ele às tantas disse-me que “isto de a gente tentar comprar jornalistas é um disparate, porque a melhor forma de controlar a imprensa é controlar os patrões”. Foi extraordinário o desplante de ter dito isto e depois ter posto esse plano em prática. De há algum tempo para cá, a sua estratégia tem sido controlar os patrões: foi o “Diário Económico” comprado pela Ongoing, a Controlinveste através do financiamento bancário, a TVI através da compra pela PT e depois com a Ongoing e por aí fora. A pouco e pouco, o que a gente vê é que a margem de liberdade começa a ser muito limitada através desse mecanismo simples: entrar por cima, sobretudo num período de crise económica, em que todos os grupos vivem com dificuldades financeiras e em que a chantagem e o controlo têm repercussões enormes, porque toda a gente tem medo de ter dificuldades de financiamento ou de publicidade se estiver contra o governo."
José António Saraiva, aqui.
Daqui a um mês vão estar todos indignados com Sócrates e os seus esquemas caciqueiros. Mas eu não me vou esquecer quem resistiu e aqueles que foram coniventes. Não por vingança mas porque quem se vende uma vez, vende-se outra vez; e quem não vê uma vez, não é garantido que aprenda à primeira. E a quem interessou é porque não vê para lá do seu umbigo. Dos coniventes e dos comparsas se fazem as vergonhas que vivemos. No fundo, é gente que não interessa. Dos ignorantes não reza a História. Felizmente.

A POUCO E POUCO

Aqueles que tudo aceitaram e com tudo foram complacentes, face à evidência de uma morte anunciada, que nem os ratos, começam, felizmente, a abandonar o barco. Coisas como esta vão se suceder. E, a pouco e pouco, num processo de crescente aceleração, Sócrates vai afundar-se num mar de "indignação", no seu bunker, com os seus comparsas, num triste final de uma tragédia por demais evidente. É assim o final da mesquinhez: sozinho, zangado e, acredito piamente, sem compreender. Não tenho pena dele.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A ANATOMIA DE UM GOLPE



A história toda de como os sistema de Sócrates funciona. A vergonha, desde o boy até ao chefe. Aqui.

FASCIZANDO


"Os cartazes publicitários de Heligoland, o novo álbum dos Massive Attack, foram banidos das estações de metro de Londres. Segundo declarações da banda ao jornal Daily Star, a capa do disco é demasiado parecida com graffiti para poder ser exibida no metro"
In Blitz Via Cachimbo.

DEMOCRACIA VS MEDIOCRECIA (ou democracia vs mesquinhocracia)

Todos pela Liberdade | 11 Fev | 13h30 | Frente à A.R.


domingo, 7 de fevereiro de 2010

UM HOMEM



"Vive sem água nem luz numa casa só acessível através de um caminho sinuoso, perto da aldeia de Babe. Longe de tudo e de todos, Sidónio Tomeno, a completar 75 anos, trocou o conforto de uma habitação pela companhia dos animais In DN
Trocar o conforto de uma habitação no meio de uma povoação por uma casa inacabada, sem água canalizada nem electricidade, no meio do mato, é opção que muitos não tomariam. Mas perto da aldeia de Babe, em Bragança, há quem esteja nessas circunstâncias por gosto.
Sidónio Tomeno tem quase 75 anos e vive completamente isolado, numa casa de tijolo construída há duas décadas, longe de tudo e de todos, só acessível através de um caminho agrícola sinuoso.
Na aldeia tem duas habitações, mas não gosta de lá estar. "Estou aqui sossegado, não me meto com ninguém" refere. "Tenho duas casas, mas não estou lá porque tenho família na França", explica, acrescentando que "se estivesse em Babe tinha de estar sozinho como estou aqui e lá não podia ter os animais". São três burros, um cão e um gato que lhe fazem companhia todos os dias. Entretém-se nas lides agrícolas, sobretudo a tratar das cerca de 400 oliveiras. "Não falta aqui o que fazer."
A casa não tem água nem luz. "Às vezes uso velas, outras vezes um gasómetro e a água vou buscá--la perto" conta. As refeições são à lareira. "Tenho lume de Verão e de Inverno, aqui no monte há muita lenha".
Sidónio Tomeno vai à povoação uma vez por mês para receber a reforma e comprar alimentos. "A cada 20 dias vou a Bragança num táxi e trago as coisas no cofre do carro" afirma. "Compro peixe, polvo e bacalhau, frango, arroz, massa, queijo e tudo o que faz falta, mas carne fresca não posso ter muito tempo porque se estraga", dado que não tem frigorífico.
Os familiares directos, dois sobrinhos, estão ausentes. A pouca sorte nunca quis que casasse, mas no coração ainda guarda a Alicinha, a quem, há 35 anos, falou em namoro a cantar. "Ia casar-me com ela, mas morreu. O pai encontrou-a tombada atrás de uma porta quando chegou a casa, tínhamos as alianças e tudo" recorda. "Fiquei aborrecido e não voltei a querer mais nenhuma mulher."
A sua única preocupação é a saúde, que com o avançar da idade começa a ficar debilitada. "A idade não me permite estar aqui muito tempo, uma pessoa morre num instante", diz, citando um ditado popular: "Hoje figura, amanhã sepultura." Talvez por isso admita vir a mudar-se novamente para a aldeia. "Se me acontecer alguma coisa aí fico, morrem os burros fechados na loja e tudo." Por isso, "prò ano a minha irmã que está na França deve vir de vez, vou para o pé dela e já cuida de mim."

sábado, 6 de fevereiro de 2010

INACEITÁVEL


Isto é inaceitável. Têm que se demitir. E depois quero ver esse Procurador Geral da República, juntamente com esse Primeiro-Ministro e os Ministros e amigos deles a defenderem-se em tribunal.

O VIDEIRINHO


Este Primeiro Ministro, a propósito de ter sido apanhado com a boca na botija, disse o seguinte: 

"Eu não contribuo para essa infâmia, nem para a degradação da nossa vida pública, baseando-se essas acusações e essas notícias em escutas telefónicas”, disse, à margem da cerimónia de adjudicação de contratos das redes de nova geração, em Vila Viçosa. " in Público

Portanto, se eu ouvisse aqui a minha vizinha do lado a dizer que tinha morto ali o meu vizinho do outro lado, isso não interessava nada e era uma "infâmia"? Claro que não; é demagogia barata de um demagogo ao nível do seu amigo Chávez. Só desconversa. Chama nomes a tudo e a todos quando, na realidade, ele é que é considerado suspeito (por um procurador público e um juiz) de um crime contra o estado de direito. A ser alguém infame, seria ele. Mais: a única razão pela qual a sua conversa foi escutada é porque fala constantemente ao telefone com pessoas investigadas por múltiplos crimes. Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és. E como se não bastasse sabemos agora que andava com essas pessoas a combinar formas de controlar a comunicação social. Escroque. Isto é o ponto mais baixo da democracia Portuguesa. Este indivíduo, videirinho sem categoria, que se fez político de esquema em esquema, desde caciqueiro local até Primeiro-Ministro, com o seu curso forjado, as casinhas aprovadas em esquemas que toda a gente sabe quais são, com o seu paleio superficial e inócuo; assumamos: é uma pessoa de valores dúbios, sem o carácter que a função lhe exigiria; não tem dimensão intelectual, humana ou política para dirigir o Governo de Portugal. Os resultados, aliás, estão à vista. Este Primeiro-Ministro envergonha-me porque, infelizmente, é o meu Primeiro-Ministro. Mas o mais inacreditável é o facto dele por lá continuar, de tudo vir ao de cima e ninguém se revoltar; inacreditável é, também, o facto de não haver ninguém na rua a manifestar-se pelo seu direito fundamental a, mais do que ser bem governado, pelo menos a ser governado em verdade e com total respeito pela liberdade de informação. E, ainda, toda a apatia e a amoralidade que por aí grassa que desculpa tudo, que deixa andar, que, ao melhor estilo Estado novo, baixa as orelhas e faz de conta que nada se passa. Tudo isto, infelizmente, repito: infelizmente, tudo isto mostra muito do país que somos.

UM DIA FOMOS UM PAÍS A SÉRIO


Posto isto, nada se passa? Esta gente conspira contra a liberdade de expressão e nada se passa? Mas em que planeta é que estamos? Somos homens ou ratos?
Num país a sério já estavam milhares na rua a manifestar-se pela demissão do Primeiro Ministro a mostra-lhe o dedo aí de cima. Mas não, só há destes alienados que não vêem para lá do seu interesse particular sem ter a mínima noção do estado em que isto está.
Um dia fomos um país a sério.

FASCIZANDO


"Britain's armed forces could be used on a regular basis on the streets of Britain to confront the threat of terrorism, under the terms of a strategic defence review announced yesterday."
Aqui. 

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O PEQUENO DITADOR

Para quem ainda tinha dúvidas, aqui fica o carácter mesquinho, pequenino e fascizante desta gentinha que nos governa.
Ver no Sol. E no I.
Estranhamente no Público e no DN nada se diz.Uma notícia destas e 12 horas depois nada nos sites. Curioso, não é? Só não vê quem não quer ver.

ALGUÉM TINHA DÚVIDAS?

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

DE REGRESSO

ao frio, à chuva e à distância.