domingo, 28 de fevereiro de 2010

RANGEL

Uma análise correcta dos principais problemas do país, um discurso que se percepciona facilmente (deste não podem dizer que não sabe comunicar) e um conjunto de propostas com as quais, na sua maioria, concordo. Acima de tudo, inspira-me confiança. E competência.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

REMORSO

"José Sócrates vai entrar nos anais da história parlamentar democrática como o primeiro chefe de Governo a ser convocado para depor numa comissão de inquérito parlamentar." Aqui.
Que orgulho. É também o primeiro PM sobre quem recaem as maiores dúvidas de carácter, honestidade e dignidade. Sabe-se que é mentiroso. Irascível. E, considerando os resultados da sua governação, é incompetente. José Sócrates não vai entrar nos anais da história por causa de uma comissão de inquérito; Sócrates é muito mais do que isso, é uma página negra da nossa história. É o mau exemplo. É o erro. E é porque precisamos de aprender com os nossos erros que nunca o poderemos esquecer. Sócrates será o eterno remorso de uma geração envergonhada. 

O FIM

"Um comprimido para os pais serem mais carinhosos com os filhos. Um spray capaz de acalmar as discussões conjugais.
Os visionários, se este for mesmo o futuro, estão sedeados em Nova Iorque. A partir de 29,95 dólares (22 euros), a empresa Vero Labs vende um frasco de uma solução à base de oxitocina para promover a confiança. "Sem perceber como, as pessoas à sua volta vão ter um sentimento forte de segurança. Não conseguem explicá--lo, mas saberá que o Liquid Trust está a fazer a sua magia", anunciam. Basta aplicar na roupa, ou como água de colónia." No Jornal i.
É o fim.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

MALDITO SEJAS (ou o desabafo desiludido perante a evidência)

Aquilo que esta gente que anda para aí a correr de um lado para o outro, uns a desmentirem o óbvio, outros a desculparem o evidente; uns a falarem de regras e formalidades, outros a esconderem-se por detrás dessas mesmas formalidades. Aquilo que esses todos não parecem compreender é que o que está em risco não é apenas a credibilidade (ou antes: a falta dela) do PM nem a competência (ou antes: a falta dela) do PGR. Não. O que está em causa é que, graças a esta gente, quem quer que diga o que quer que seja já não é acreditado por ninguém. Esse é que é o problema. Esta personagem vem dizer que Sócrates "nunca foi arguido". So what? O que está em causa é a credibilidade do sistema. O problema que parece evidente para todos menos para eles é precisamente o facto de que mesmo que Sócrates, seja no Freeport, seja no Face Oculta, seja nas inúmeras complicações a que parece estar associado, mesmo que devesse ter sido constituído arguido não o seria. Aquilo que esta gente não compreende é que estão a enterrar o regime num poço sem fundo onde ninguém acredita nos titulares das instituições públicas. Num país a sério, quem se vê numa posição destas demite-se porque o cargo (seja PGR, seja PM) é mais importante para o bem do colectivo (entenda-se o país) do que para o titular que o ocupa. Mas no país do salve-se quem puder alguém tem esse sentido de estado? Claro que não. Enterram-se na porcaria e levam tudo com eles. Infelizmente no Portugal pós-Sócrates salvar-se-á muito pouco. O seu legado será um país empobrecido, escravizado por uma dívida gigantesca, parte do problema que coloca em perigo o euro e, como se já não bastasse, um país onde ninguém acredita em ninguém, onde se sente a impunidade dos poderosos e a fraqueza dos fracos. Um país divido, enfraquecido, envergonhado. Maldito sejas Sócrates, que me fazes ver o pior de Portugal. Maldito sejas. Tu e todos os outros como tu. Que são muitos, infelizmente e representam a medida da nossa pequenez. Maldito sejas.

ENTÃO E O TGV?

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

TUDO BONS RAPAZES

JOHNNY CASH

"'ve had it here - being where love's a small word
A part time thing
A paper ring
I know it's been done havin' one girl who loves you
Right or wrong
Weak or strong

Don't know that I will but until I can find me
A girl who'll stay and won't play games behind me
I'll be what I am
A solitary man
A solitary man"

MADEIRA


"Os Correios vão aceitar a partir desta terça-feira o envio gratuito de bens essenciais para fazer face à tragédia que assolou a Madeira, no último fim-de-semana.
 A caixa solidária está disponível em todas as 900 estações de correios do país. As pessoas que queiram ajudar os madeirenses têm apenas de pedir uma destas caixas no balcão dos CTT e escrever a palavra «MADEIRA» no espaço do destinatário, sendo que a encomenda está livre de qualquer imposto de selo.
A população madeirense necessita de lençóis, cobertores, mantas, almofadas, roupa interior masculina, feminina e infantil, roupa em geral, produtos de higiene, fraldas, leite em pó, comida para bebé e enlatados.
As caixas solidárias vão chegar à Caritas da Madeira que, por sua vez, tratará de gerir os bens oferecidos, tendo em conta os pedidos de ajuda. O apoio reverterá também para outras instituições como a Associação Protectora dos Pobres, a Delegação Regional ds Abraço no Funchal, a ADENORMA (Associação para o Desenvolvimento da Costa Norte da Madeira) e o núcleo regional da ACREDITAR (Associação de Pais e Amigos das Crianças com Cancro), na Madeira.
A campanha está integrada no Projecto de Luta contra a Pobreza e a Exclusão Social, promovido pelos CTT. O projecto incentiva qualquer cidadão a praticar boas acções, ao poder enviar, sem custos, bens essenciais para cerca de 30 instituições de solidariedade social."
Mais uma vez, por mail, daqui.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

INCOMPREENSÃO

Não cessa de me surpreender
esse desconhecido linguarejar
em que o infinito, esse estranho ser,
se pretende em mim desenrolar.
Seja ignorância,
de quem não aprendeu línguas suficientes;
seja impertinência,
de quem achou que tudo poderia conhecer;
no fim sobra um leve murmurar
que parece nada significar.

RODRIGO LEÃO

Rodrigo Leão com Beth Gibbons (Portishead), "Lonely Carousel", Cinema (2004)


"It´s a look
This game we play
We can´t escape we have to attend
Its life you see

When I have tried to amuse myself
To celebrate the funfair
The pleasures I seek are far too discreet for me

And all the time the world unwinds
I can´t deny the way I feel
The truth is lost
Beyond this lonely carousel

And all these words, they mean nothing at all
Just a cruel remedy a strange tragedy
Of what will be

After I try to discover the answers to why
To look for a meaning
Inside of this dreaming I have

And words that I´ve said they spin around
Waltzing alone inside my head
Nothing will change
Its always the same please make it stop

And all the time the world unwinds
I can´t deny the way I feel
The truth is lost
Beyond this lonely carousel



And all these words, they mean nothing at all
Just a cruel remedy a strange tragedy
Of what will be




And all the time the world unwinds
I can´t deny the way I feel
The truth is lost
Beyond this lonely carousel"




O FUTURO

É isto. Estamos a criar eternas crianças, facilmente manipuláveis e incapazes de compreender o mundo. Dará muito jeito para esses marquetistas que querem vender qualquer coisa. Dará muito jeito para aqueles políticos que não querem ter de prestar contas a ninguém e, mesmo governando mal e tirando proveito da ignorância continuam a governar. Será muito triste ter de assistir a esse espectáculo de ignorância. Pobres de nós.
(Via Portugal dos Pequeninos)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

MORPHINE

"The Saddest Song", Good - 1992

RECORDAÇÕES FRIAS

Infelizmente para nós, ocidentais impregnados de iluminada razão, a emoção recebida em dados momentos esconde-se pela cortina de fumo representada pela nossa vontade sobre o que quereríamos que essa emoção recebida fosse. Mas a emoção recebida depende de quem a emite. E nós, no engano da nossa vontade, desejando que alguém deseje, somos levados ao auto-engano. Mas não dura. Porque a memória não engana. Recordamos o que nos acontece e, de repente, mesmo que na altura tenhamos desejado isto ou aquilo, há recordações cheias de emoção, recordações cheias de força; daquelas que nos fazem sentir outra vez; que nos emocionam porque, naquele momento, no instante em que tal recordação foi criada, recebemos algo, sentimentos e emoções, recebemos aquilo que nos preenche e dá sentido à vida. E perante tais recordações emocionamo-nos retribuindo ao vazio aquilo que recebemos. Mas há outras recordações. Existem aquelas que não nos transmitem tais emoções.  Recordações que vêm vazias de conteúdo, duas pessoas, um abraço, mas falta ali qualquer coisa: são recordações frias. Podem vir como uma surpresa, mas são o desvendar da realidade da comunhão emocional: não podemos recordar com intensidade algo que não foi vivido com intensidade outra que não a ilusão da nossa própria vontade; não podemos retribuir ao vazio aquilo que não nos foi dado.

JOY DIVISION

Decades, Closer - 1980

DA PERPLEXIDADE

A perplexidade cria-me a ânsia da compreensão. Mas há momentos em que temos de perceber que a ausência de resposta representa, em sim mesma, uma resposta.

TALENTO

Feito por um rapaz de 17 anos com esferográficas e 2100 páginas.

OS PEQUENINOS

A agenda será, certamente, a crise internacional.

SÃO RELES

É o esquema. A estratégia, sem rumo. A forma, sem conteúdo. A videirice. O chico-espertismo. Enquanto o país navega em águas turbulentas, enquanto os problemas se avolumam de forma perigosa e muito próximos do ponto de não retorno, de que se ocupa o socretinismo? Do esquema videirinho de como se agarrar ao poder que têm. Sem dúvida terão tido muitas reuniões, fartaram-se de trabalhar a ver como se safam disto. Pergunta: andará o PS a pensar como resolver o problema do afundanço internacional de Portugal ou a tentar manter o poder, à força, nas mãos do seu tristemente admirável líder? Alguém duvida da resposta? O que entristece é que a razão pela qual ainda lá continuam prende-se, certamente, com o sentido de responsabilidade que Cavaco tem para com a situação vulnerável de Portugal nos mercados internacionais. Isto representa um impasse. E com gente desta, sem sentido de responsabilidade ou de patriotismo, vamos ter de sair do impasse de uma forma ou de outra. À força. A verdade é que esta gente é reles. Muito reles. E, por isso mesmo, mais cedo ou mais tarde, têm de ser corridos.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

YOU TALK THE TALK... BUT DO YOU WALK THE WALK? (II)

Bloco de Esquerda. O suposto defensor da moral e da ética política, com o aparecimento de todas estas notícias que mostram a verdadeira face do poder político regido pelos interesses socialistas, parece que desapareceu. Por muito menos fartaram-se de gritar e espernear sobre a falta de escrúpulos de todos os políticos que não eles. E até já apresentaram uma moção de censura a Sócrates e o seu Governo. E agora? Nada? Curioso.

YOU TALK THE TALK... BUT DO YOU WALK THE WALK?

Manuel Alegre. Diz-se o defensor da liberdade e é candidato a Presidente da República. Como quer (e precisa) do apoio socialista fica calado que nem um rato perante a mais vergonhosa prestação política do seu partido. Mais um condicionado. E assim se vê que quem nele votou há quatro anos atrás por razões de cidadania, independência e liberdade não terá razões para repetir o seu voto.