quinta-feira, 11 de março de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
BULLYING
[Frasier Carane is a phychiatrist that gives advices on the radio]
Frasier: Hello, Ethan. I'm listening.
Ethan: Hi, Dr. Crane.
Frasier: How old are you?
Ethan: I'm thirteen.
Frasier: Well, what can I do for you?
Ethan: Well, I'm having a lot of problems with the other kids at school. They're always beating me up.
Frasier: Why do you think that's so?
Ethan: Probably because I'm smart. I have a 160 IQ. I'm in the astronomy club and I hate sports.
Frasier: Well, you know, Ethan, the other children are just acting out of jealousy and immaturity, and I know it doesn't help much right now, but the day will come in the next few years when you will have the last laugh.
Ethan: ...That's it?
Frasier: [surprised] Yes.
Ethan: Frankly, Dr. Crane, I find that advice patronizing, simplistic and, in all candor, uninspired. The real surprise here is that they pay you to dole out this balloon juice.
Frasier: Ethan, where are you calling from?
Ethan: Home.
Frasier: Well, if any of Ethan's classmates are listening, you know where he is, and he can't stay in there forever. Thank you for your call
Frasier: Hello, Ethan. I'm listening.
Ethan: Hi, Dr. Crane.
Frasier: How old are you?
Ethan: I'm thirteen.
Frasier: Well, what can I do for you?
Ethan: Well, I'm having a lot of problems with the other kids at school. They're always beating me up.
Frasier: Why do you think that's so?
Ethan: Probably because I'm smart. I have a 160 IQ. I'm in the astronomy club and I hate sports.
Frasier: Well, you know, Ethan, the other children are just acting out of jealousy and immaturity, and I know it doesn't help much right now, but the day will come in the next few years when you will have the last laugh.
Ethan: ...That's it?
Frasier: [surprised] Yes.
Ethan: Frankly, Dr. Crane, I find that advice patronizing, simplistic and, in all candor, uninspired. The real surprise here is that they pay you to dole out this balloon juice.
Frasier: Ethan, where are you calling from?
Ethan: Home.
Frasier: Well, if any of Ethan's classmates are listening, you know where he is, and he can't stay in there forever. Thank you for your call
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NADA
SOBRE O RIDÍCULO
"O novo governador do Tibete, Padma Choling, advertiu o Dalai Lama que "não pode" interferir no processo da sua reencarnação, abrindo assim caminho à futura entronização de um líder religioso tibetano aliado do Governo chinês e do Partido Comunista Chinês, que governa Pequim desde 1949"
Aqui
Vamos acabar com dois Dalai Lamas: o oficial e o verdadeiro. Realmente não há limites para a estupidez humana.
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POLÍTICA
segunda-feira, 8 de março de 2010
HISTERIA HIPOCONDRÍACA
"Com a chuva que tem caído em Portugal neste Inverno, é de esperar uma Primavera difícil para quem sofre de alergias. O alerta é do presidente da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), Mário Almeida, que insiste que o melhor remédio é a prevenção e a consulta de um especialista, de forma a minimizar os efeitos dos pólenes na vida das pessoas."
Aqui.
O melhor é correr já ao médico, comprar anti-alérgicos e subir para alerta laranja a protecção civil. Não chega já de hipocondria histérica?
Aqui.
O melhor é correr já ao médico, comprar anti-alérgicos e subir para alerta laranja a protecção civil. Não chega já de hipocondria histérica?
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ALERTA
CRÓNICA DO NADA
À medida que o tempo holandês se vai esgotando num lamento ansioso por resultados a integração progressiva acelera. Subitamente, uma envolvente social arrasta o nobre investigador filosófico para a maior profundidade leidense. Não deixando tal facto de ser agradável, dá o dito investigador pela ausência daquilo que até agora caracterizava o desterro: o isolamento. Agora não se dá por ele, procura-se; agora não se respira nele, aspira-se. Curiosa coisa, o isolamento: não se pode viver só com ele, não se pode viver sem ele.
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NADA
sábado, 6 de março de 2010
O PÂNTANO, O APARELHO E O SISTEMA
Há muito boa gente no PSD que não gosta de Cavaco Silva. Não quer sequer a sua reeleição. Se isto, à primeira vista, pode parecer uma idiotice primária não deixa de merecer uma reflexão um pouco mais profunda:
1. Quem pensa dessa forma é, normalmente, parte integrante do aparelho do PSD;
2. Quem pensa dessa forma é, normalmente, membro (e vive do) aparelho de estado.
3. Quem pensa dessa forma é, normalmente, apoiante de Pedro Passos Coelho;
Daqui não se pode concluir nem que todos os apoiantes de PPC são assim (porque não são), nem que todos os "aparelhistas" são assim (porque não são) nem, também, que todos os apoiantes de PPC, aparelhistas e trabalhadores do aparelho de estado serão assim. Da mesma forma, nem todos os que pensam assim se enquadram nestas três categorias.
No entanto, pode concluir-se que há uma certa cultura política de interesse partidário, o célebre discurso da união em torno do "temos de chegar ao poder porque o PSD é a solução para o país apesar de não explicar porquê" que não gosta de Cavaco. E não gosta de Cavaco por dois motivos: (1) Ele não é um deles, não partilha a mesma identidade nem o mesmo discurso. (2) Cavaco se tiver de prejudicar o PSD em nome de Portugal não hesitará, o que significa prejudicá-los a eles porque eles se identificam com o PSD.
Para estes militantes o PSD é a sua vida. Dia a dia entram nas sedes que limpam com afinco, entram nos gabinetes de vereação e assessoria onde passam doze a catorze horas do seu dia "dando o litro" pelo seu partido e pelo seu país. E, muito importante, do seu poder no PSD vem o tal emprego no aparelho de estado que lhes dá o importantíssimo salário no fim do mês com o qual pagam as suas contas. Não são maus. Mas não vêem, na sua maioria, o filme em todo o seu esplendor. Não pensam o país, porque não têm tempo, não podem ou não conseguem; nem estudam, imaginam ou aprendem as diferentes soluções para o futuro com a profundidade que a importância dessas questões exigiria. E muitos, mais tarde ou mais cedo, perdem-se nas malhas do interesse pessoal e partidário. Como pode alguém arriscar tudo o que tem, até a sua identidade, arriscar aquilo que se é, em nome de uma candidatura que fosse mais do interesse nacional quando eles se identificam com o interesse nacional, um princípio do qual compreendem o conceito mas, turvados pelas malhas do sistema, não inferem a sua aplicação prática? Como pode alguém aceitar que a sua identidade faz parte do problema e não da solução?
Aparelho haverá em todas as candidaturas. Interesses internos também. Mas não tenho dúvidas que onde mais independência há é com Paulo Rangel. E em Cavaco. E é por isso que tantos e tantos, mais do que defender a sua dama, passam a vida a bater nestes dois. Porque não são "dos deles". Não são como eles. Já a candidatura de Passos Coelho corporiza esta identidade.
Mas a questão é: numa altura como esta quem é que nós lá queremos a decidir por nós? Esta identidade aparelhista ou a independência em relação ao sistema? O que será melhor para o país?
O problema é que os aparelhos dos dois (e já nem apenas dos dois) maiores partidos se misturam no aparelho de estado. E, apesar de pertencerem a partidos diferentes, partilham uma mesma identidade. E muitas vezes o mesmo interesse. E assim nasce o sistema. Os negócios obscuros, a outra face, a suja e porca face do regime. A face do regime que nos empurra para baixo, que nos enfia nesta never ending crisis que nos assola, nos desgasta e nos deprime.
É esse pântano que tem de ser atacado. Limpo. Destruído. E isto faz-se com leis, faz-se com opções governativas e educativas; faz-se com muitas coisas. Mas só se começa com agentes de mudança fora do sistema. E é por essa razão que homens como Cavaco e Rangel são tão importantes.
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POLÍTICA
sexta-feira, 5 de março de 2010
O ESPELHO DA DEMOCRACIA
Cada povo tem o que merece, não podemos esperar uma democracia saudável com um povo que não tem em si os mais básicos conceitos democráticos. A verdade é que não há democracia sem democratas. E, se por um lado, a melhor forma de combater o défice democrático é com "menos e melhor estado" também se torna evidente que qualquer visão para o futuro do país não pode deixar de levar esta questão (a ausência de democratas) em consideração. Significa isto que soluções assentes em princípios de suposta neutralidade anti-perfeccionista também não chegam. Não. Venha o conceito de cidadania; e venha a defesa de uma democracia de cidadania como a "boa vida", como a vida pela qual temos de lutar. E, por fim, venha o sistema educativo que, na falência da família (ou porque se desfaz ou porque não perfilha conceitos de cidadania), é a restante tábua de salvação. Ensinar a pensar, ensinar a criticar e ensinar a crescer. Sim, porque crianças mimadas não percebem que liberdade é igual a responsabilidade. E quem não compreende o que significa isto não compreende o que significa ser cidadão. E, evidentemente, sem cidadãos não há cidadania democrática.
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POLÍTICA
MASOQUISMO
40% dos inquiridos votaria PS novamente. Terá de haver forçosamente uma explicação para que Portugal, com os seus quase novecentos anos de história, se veja constantemente enfiado em crises, em problemas, em desânimo, em tristeza; a explicação, resposta simples e bastante clara, é uma e só uma: é porque queremos. Mais valia que comprassem pás e cavassem os seus próprios buracos; as fábricas de material de construção civil agradeceriam. Posto isto, à merda com isto, a próxima vez que os holandeses me perguntarem que raio anda o "meu" governo a fazer no meio desta crise toda e que história é essa de uns casos à volta do "meu" Primeiro-Ministro respondo-lhes que não é o meu Primeiro-Ministro, nem é o meu Governo: é o desses 40%. Aproveitem-no bem. Esses, os outros, os de lá, os de cá, aproveitem-no bem que eu não tenho nada que ver com isto. Só vergonha.
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POLÍTICA
quinta-feira, 4 de março de 2010
quarta-feira, 3 de março de 2010
ACERCA DA CLAUSTROFOBIA DEMOCRÁTICA
“Há documentos do caso Freeport que estão lá [na TVI] desde Setembro que não saem cá para fora. Há documentos que implicam o primeiro-ministro e que não são divulgados”, adiantou, acrescentando que os documentos dizem “respeito a tranches, a pagamentos, a depósitos feitos e que envolvem a empresa Smith M Pedro."
Aqui.
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POLÍTICA
terça-feira, 2 de março de 2010
NÃO GOSTO DISTO
"A Comissão Europeia anunciou hoje que autorizou o cultivo de uma espécie de batata geneticamente modificada, produzida pelo grupo alemão BASF."
Aqui.
Não sou perito no assunto e não gosto de falar do que não sei. Mas num mundo de incertezas temos muitas vezes de nos guiar pelo nosso instinto. É isso que também significa ser homem . E não gosto nada disto de transformar geneticamente aquilo que nos rodeia. Esta ilusão de controlo perturba-me porque aquilo que julgamos dominar acaba sempre por se revelar, como a vida, verdadeiramente indomável. No final, uma batata é uma batata; uma batata geneticamente transformada não é uma batata. Eu gosto de batatas; as não batatas dispenso.
Adenda: Eu sei que é só para fazer papel e dar de alimentar aos animais mas da mesma forma como nós somos o que comemos um bicho também o é; ora, e se nós comemos o bicho, bem, seis vezes três dá dezoito, é só fazer as contas.
Aqui.
Não sou perito no assunto e não gosto de falar do que não sei. Mas num mundo de incertezas temos muitas vezes de nos guiar pelo nosso instinto. É isso que também significa ser homem . E não gosto nada disto de transformar geneticamente aquilo que nos rodeia. Esta ilusão de controlo perturba-me porque aquilo que julgamos dominar acaba sempre por se revelar, como a vida, verdadeiramente indomável. No final, uma batata é uma batata; uma batata geneticamente transformada não é uma batata. Eu gosto de batatas; as não batatas dispenso.
Adenda: Eu sei que é só para fazer papel e dar de alimentar aos animais mas da mesma forma como nós somos o que comemos um bicho também o é; ora, e se nós comemos o bicho, bem, seis vezes três dá dezoito, é só fazer as contas.
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ALERTA
ONDE É QUE EU JÁ VI ISTO?
"If you knew coworkers, former bosses or exes who cheated on their taxes, would you turn them in? The Internal Revenue Service can make it worth your while"
Aqui. Apanhado no Insurgente
Já Maquievel dizia que se deveria dividir para reinar. O aproveitar da mesquinhez humana é sempre deplorável além de uma arma de divisão social tremenda. Já não basta os ex's que pões fotos a circular na net ainda lhes metem processos fiscais em cima? Pequeninos, cada vez mais pequeninos.
Aqui. Apanhado no Insurgente
Já Maquievel dizia que se deveria dividir para reinar. O aproveitar da mesquinhez humana é sempre deplorável além de uma arma de divisão social tremenda. Já não basta os ex's que pões fotos a circular na net ainda lhes metem processos fiscais em cima? Pequeninos, cada vez mais pequeninos.
AINDA O ESTUDO SOBRE A QUALIDADE DA DEMOCRACIA (II)
"A respeito de conclusões da tal investigação, a saber, as posições "ideológicas" respectivas e correlativas no espaço ideológico de cada Partido dos seus deputados e do seu eleitorado, conviria saber, primeiro, que método, que instrumentos foram usados, quais as orientações das inquirições e, talvez principalmente, que critérios presidiram à obtenção dos resultados. Como, com que coordenadas, com que conteúdos se afere se "este" está mais ou menos para um lado? O que quer realmente dizer estar o eleitorado do partido x mais à esquerda ou mais à direita do que os seus deputados? Mais: o que quer dizer "estar mais à esquerda do que" sem mais qualificação, sem conteúdo? E será que "estar mais à esquerda do que" é, simplesmente, o oposto simétrico de "estar mais à direita do que"?"
Carlos Botelho no Cachimbo
Subscrevo. Toda esta áurea de sabedoria advém de uma certa tendência positivista que pretende mostrar a ciência política como uma espécie de ciência exacta capaz de traduzir fielmente a realidade e, portanto, prever o futuro. Claro que não tem esse carácter e, por essa razão, não tem os critérios que se lhe exigiria nem a capacidade de futurologia que alguns desejariam que tivesse. A verdade é muito mais sinuosa do que a percepção política dessa mesma realidade. No entanto a aparência de exactidão permite a alguns politólogos darem ares de reveladores de uma verdade escondida ao comum dos mortais. No final sobra muito pouco.
Carlos Botelho no Cachimbo
Subscrevo. Toda esta áurea de sabedoria advém de uma certa tendência positivista que pretende mostrar a ciência política como uma espécie de ciência exacta capaz de traduzir fielmente a realidade e, portanto, prever o futuro. Claro que não tem esse carácter e, por essa razão, não tem os critérios que se lhe exigiria nem a capacidade de futurologia que alguns desejariam que tivesse. A verdade é muito mais sinuosa do que a percepção política dessa mesma realidade. No entanto a aparência de exactidão permite a alguns politólogos darem ares de reveladores de uma verdade escondida ao comum dos mortais. No final sobra muito pouco.
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POLÍTICA
segunda-feira, 1 de março de 2010
AINDA A PROPÓSITO DA QUALIDADE DA DEMOCRACIA,
até porque o assunto só pode interessar a quem se ocupa de teoria política, importa dizer três coisas:
1) Sim, o sistema político Português carece urgentemente de reformas. Desde privilegiar a responsabilidade e representação política directa até ao redefinir das competências dos diferentes órgãos de soberania. E, também, numa perspectiva mais indirecta, soluções que privilegiem mais a personalização do eleito do que a partidocracia vigente. Soluções há muitas, nenhuma delas perfeita mas caminhar para um sistema onde haja mais poderes no Presidente da República e a introdução de ciclos uninominais para o Parlamento serão as minhas preferidas. Um longo debate.
2) Não, a solução dos problemas políticos do país não reside numa reforma do sistema político. Talvez possa ajudar mas não no fundamental. Quando a forma supera o conteúdo, quando a mentira é mais proveitosa do que a verdade, quando a profissionalização da política assenta não na qualidade do profissional mas no número de caciques que movimenta dentro do partido que o suporta; quando o discurso não está directamente conectado com a realidade, quando o espaço público é pobre e instrumentalizado, quando a discussão pública se ocupa do acessório e não do real; quando o interesse particular se sobrepõe sucessivamente ao interesse do país; e, finalmente, quando uma parte muito significativa da população eleitoral não compreende o que aqui neste ponto 2) se descreve, quando a realidade é esta, lamento mas podem alterar todas as regras do jogo que não há sistema que funcione.
3) Considerando 2) mais vale esquecer 1). Ao imaginar estes politiqueiros que nos governam a alterar o sistema político consoante aquilo que mais lhes interesse a eles e não ao país mais vale não mexer em nada. Só iriam piorar porque, convenhamos, as reformas de que necessitamos todos são aquelas que menos interessam aos caciqueiros trauliteiros que por aí andam. A chegar a altura de estarmos todos a discutir o melhor sistema para Portugal é porque algo de muito errado aconteceu. Lá chegaremos.
Posto isto, à nossa, que a festa ainda vai no adro.
Adenda: A solução passa sempre por compreender que o sistema político e os políticos que nele residem serão sempre o reflexo da cultura política de um país. Por isso mesmo, fica o rebuçado, querem resolver os problemas económicos, políticos e sociais do país? Queremos mesmo? Então tratemos da educação. Mas isso toda a gente já sabe. Fazê-lo é que é diferente. Parece que não dá votos investir nisso.
1) Sim, o sistema político Português carece urgentemente de reformas. Desde privilegiar a responsabilidade e representação política directa até ao redefinir das competências dos diferentes órgãos de soberania. E, também, numa perspectiva mais indirecta, soluções que privilegiem mais a personalização do eleito do que a partidocracia vigente. Soluções há muitas, nenhuma delas perfeita mas caminhar para um sistema onde haja mais poderes no Presidente da República e a introdução de ciclos uninominais para o Parlamento serão as minhas preferidas. Um longo debate.
2) Não, a solução dos problemas políticos do país não reside numa reforma do sistema político. Talvez possa ajudar mas não no fundamental. Quando a forma supera o conteúdo, quando a mentira é mais proveitosa do que a verdade, quando a profissionalização da política assenta não na qualidade do profissional mas no número de caciques que movimenta dentro do partido que o suporta; quando o discurso não está directamente conectado com a realidade, quando o espaço público é pobre e instrumentalizado, quando a discussão pública se ocupa do acessório e não do real; quando o interesse particular se sobrepõe sucessivamente ao interesse do país; e, finalmente, quando uma parte muito significativa da população eleitoral não compreende o que aqui neste ponto 2) se descreve, quando a realidade é esta, lamento mas podem alterar todas as regras do jogo que não há sistema que funcione.
3) Considerando 2) mais vale esquecer 1). Ao imaginar estes politiqueiros que nos governam a alterar o sistema político consoante aquilo que mais lhes interesse a eles e não ao país mais vale não mexer em nada. Só iriam piorar porque, convenhamos, as reformas de que necessitamos todos são aquelas que menos interessam aos caciqueiros trauliteiros que por aí andam. A chegar a altura de estarmos todos a discutir o melhor sistema para Portugal é porque algo de muito errado aconteceu. Lá chegaremos.
Posto isto, à nossa, que a festa ainda vai no adro.
Adenda: A solução passa sempre por compreender que o sistema político e os políticos que nele residem serão sempre o reflexo da cultura política de um país. Por isso mesmo, fica o rebuçado, querem resolver os problemas económicos, políticos e sociais do país? Queremos mesmo? Então tratemos da educação. Mas isso toda a gente já sabe. Fazê-lo é que é diferente. Parece que não dá votos investir nisso.
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ESPELHO
"Insatisfeitos", "participar mais", Não deixo de achar interessante que se continue neste registo. Querem-se mudanças, queremos isto, queremos aquilo e depois, nunca satisfeitos, dizem que nada funciona e a culpa é "deles". Haja paciência. Metade dos eleitores não vota e da metade que o faz 40% deles acharam por bem reeleger quem nos governa. Se quisessem mesmo participar e estivessem mesmo insatisfeitos andavam aí nas ruas, andavam nos partidos, andavam a votar em branco, no entanto, nada disso. Os problemas da democracia Portuguesa são muitos, é certo, mas os principais responsáveis somos nós. O sistema político reflecte sempre o povo que o cria. O problema é que muitos Portugueses não gostam de se ver ao espelho.
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