segunda-feira, 12 de setembro de 2011
terça-feira, 6 de setembro de 2011
PASSOS PERDIDOS
Cheio de poderosos sonhos que alimentam os meus titubeantes passos por territórios que desconheço, a lembrança dos passos perdidos torna evidente - e incontornável - o vazio que transporto em mim. Nada pesa mais do que o vazio.
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segunda-feira, 5 de setembro de 2011
terça-feira, 30 de agosto de 2011
CONTRA A IGUALDADE (II)
A marcha da igualdade representará porventura o maior embuste da história da civilização ocidental: a ideia de que somos iguais, podemos, por essa razão, ser todos tratados por igual e, pior, temos de ter por igual. Até os sexos hoje em dia são tratados como iguais. Há uma grande diferença entre tratar o que é diferente como igual e tratar o que é diferente com igual dignidade mas respeitando (e celebrando) a diferença que os separa. O que os progressistas igualitários ainda não compreenderam é que aquilo que nos une é precisamente aquilo que nos diferencia. E é precisamente por esta razão que uma senhora deve sempre passar à frente numa porta e que a androgenia metrossexual que tanta gente entusiasma como expoente máximo da igualdade (a sexual) não é mais do que o triste soçobrar do que mais de diferenciador uma comunidade tem: o sexo. Talvez sociedades reproduzidas por tubos de ensaio, todos iguais, todos produzidos da mesma forma e educados por igual, vestidos por igual, mandados por igual, escravizados por igual seja o futuro; e não é exagero: inapelavelmente a escravidão será sempre o arauto do progressismo igualitário pois a liberdade significará sempre a possibilidade de ser diferente. Talvez triunfe esse progressismo igualitário acéfalo e ignorante mas se assim for não deixará também de ser o estertor final de uma civilização que um dia resolveu detestar-se a si própria. Podem inventar muita coisa; poderão até intentar a tal igualdade com que tanto sonham. Agora, juntá-la à mágica receita da felicidade é que será tarefa impossível: onde não há liberdade não há felicidade.
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segunda-feira, 29 de agosto de 2011
CONTRA A IGUALDADE
A melhor forma de explicar porque o princípio da igualdade é uma mera utopia é abrir o sítio do jornal A Bola, ler alguns comentários e escolher um apropriado:
"acho que o mas correto era tu t dimitires,tu e mas os teus digirente o Arsenal é um grande merece ser dirigido por pessoas conpetentes.e voces rieram com um projecto que a mas de 4 anos não da certo e digo mas,este projecto não vai dar serto nunca porque pq estão sempre a vender jogadores."Não, lamento mas não: não somos todos iguais.
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sexta-feira, 19 de agosto de 2011
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
AND I TURN AROUND AND THERE YOU GO
Fleet Foxes, 'White Winter Hymnal, Fleet Foxes (2008)
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MÚSICA
GEOMETRIA FRACTAL
Os conceitos de geometria fractal demonstram a capacidade para, simultaneamente, o todo conter a parte e a parte conter o todo.
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DO PRESENTE E DO ETERNO
Conseguir um humano definir o que é o presente é tarefa impossível. Talvez seja a melhor forma pensá-lo como o tempo que não é nem passado nem futuro. Daqui saem duas coisas curiosas: a primeira é a noção de que a definição para o momento presente é igual à noção de eternidade: tanto o primeiro como a segunda não têm nem passado nem futuro, simplesmente são. A segunda coisa curiosa decorre da primeira: se o momento presente - o que é real, portanto - é aquele momento sem passado nem futuro então todas as nossas memórias (o passado) e todos os nossos sonhos (o futuro) representam nada mais além do que o manto de irrealidade ilusória com que nos separamos do eterno. A vida será, portanto, o sonho do que fomos e uma projecção do que seremos; e destas abstracções se faz o carrossel da existência que, propulsionado pela ilusão de que há sequer um tempo, nos faz esquecer o eterno, ou seja: o que existe de facto. Nas palavras proféticas de Bill Hicks: a vida é apenas um sonho, a morte não existe e nós somos a imaginação de nós próprios.
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NADA
DA IMAGINAÇÃO
O facto de eu nunca conseguir experimentar ser outra coisa que não eu impede-me de vislumbrar sequer a mais ínfima conclusão acerca da realidade universal: são sempre precisos dois pontos para desenhar uma recta. Sobra-me, portanto, a imaginação e, consequentemente, a possibilidade de felicidade.
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AS THE DAYS KEEP TURNING INTO NIGHTS
Alexi Murdoch, 'All of My Days', Time Without Consequence (2006)
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MÚSICA
DA UNIDADE DAS ALMAS
Desde Platão até aos mais diversos autores, o Ocidente tem por hábito falar nas almas como sendo a parte espiritual dos homens; porque teria a alma, a existir, de ser múltipla e única a cada indivíduo é que me parece uma ideia que nunca foi bem explicada: tão válido seria afirmar que a alma é uma, una e universal - o objectivo divino, portanto - e que se manifesta subjectivamente através da matéria. Desta forma, aquela sensação de individualidade que todos transportamos, o que nos faz sentir como um eu, seria a mesma sensação para todos porque, no fundo, seria o mesmo eu que se revelava em diferentes formas. E de repente, o divino viveria de facto em nós, sendo que este nós na génese seria, tal como tudo o resto, um único eu apenas que disfarçado pelas infinitas máscaras da existência.
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NADA
sábado, 23 de julho de 2011
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