quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
LIBERDADE INDIVIDUAL
Normalmente a discussão política baseia-se sempre no pressuposto de que o Estado deve proteger as pessoas ficando sempre de fora da equação a forma como se deve proteger as pessoas em relação ao Estado. Isso explica muito como estamos.
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POLÍTICA
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
UM PROCESSO
Jogar o jogo da vida com afinco e perseverança, sempre sem desistir, quando se sabe que a inevitabilidade da morte espera sempre serena e eternamente no final de todo e qualquer caminho que se escolha é, ao mesmo tempo, uma loucura e a salvação: loucura porque inútil - nada sobreviverá sempre, logo, em última instância, perdemos sempre; salvação porque é a única escolha que permite a felicidade - não pode ser feliz aquele que não aceita que está condenado. É preciso, no entanto, uma certa dose de sabedoria para que se entendam estas duas coisas simultaneamente: apenas aceitando a absoluta inutilidade de todo e qualquer esforço se pode compreender que a satisfação reside no jogo e não no resultado final. Assim, a felicidade será, forçosamente, um processo, um caminho e não um fim. Uma escolha, portanto.
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NADA
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
AINDA A HOLANDA
Como é que a Holanda consegue ser um país fiscalmente mais atractivo do que Portugal e ainda pagar uma licenciatura e um mestrado a todos os holandeses (e fazer preços bonificados para os estrangeiros) que o desejem, ao mesmo tempo que oferece uma mensalidade para alojamento para os estudantes (desde que tenham um emprego part-time) e fazerem isto tudo e não estarem falidos, muito pelo contrário? Onde estão os nossos impostos? Para que servem?
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POLÍTICA
P2P
Não consigo aceitar o problema da partilha de ficheiros online para os músicos: fazem publicidade gratuita ao seu trabalho e enchem-lhes os concertos; ao mesmo tempo permite aos novos talentos, utilizando as redes sociais, entrarem no mercado sem o crivo das editoras: é o público (não só a manada que as editoras perseguem mas todos os nichos também) que manda. Não me custa nada aceitar o reverso da medalha: que tenham os artistas que fazer concertos para ganhar a vida. Essa coisa de fazer um disco meia leca, bem publicitado pela canal de televisão da mesma empresa do que a editora do tal disco e ficar a viver à sombra dos adolescentes descerebrados que acorrem às lojas com notas de euros na mão não me parece coisa de grande "justiça social". Claro está que se percebe a resistência: grandes interesses económicos que não se adaptam à inovação tecnológica (nada de inovador, que é feito da Olivetti ou da Kodac?). Ao mesmo tempo ideias assentes nos conceitos de trabalho e liberdade são coisas que fazem muita confusão nos dias de hoje.
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POLÍTICA
BÁSICO
O princípio é simples: quanto mais se taxar mais os contribuintes vão comprar noutro lado; quanto mais se taxar mais os contribuintes vão depositar noutro lado; quanto mais se taxar mais os contribuintes vão para outro lado. Logo: quanto mais se taxar menos há para se taxar, menos há para distribuir, menos riqueza há.
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POLÍTICA
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
ALL THE VERY BEST OF US STRING OURSELVES UP FOR LOVE
The National, 'Vanderlyle Crybaby Geeks', High Violet (2010)
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MÚSICA
PROÍBAM-SE OS COENTROS
Posso garantir que, desde que num ambiente citadino, arranjar uma mão cheia de coentros numa hora de aperto antes do jantar é mais complicado do que umas gramas de qualquer substância psicotrópica à escolha do freguês.
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NADA
A PROPÓSITO DA MAÇONARIA
Os porcos só chafurdam na lama porque há lamaçal. Limpe-se o esterco estatal, ataque-se o bloco central de interesses e bem podem vestir os aventais que quiserem que, quanto muito, fritam um bife.
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POLÍTICA
ABRIR OS OLHOS
Na Holanda, num território com metade do tamanho do português e com mais 50% de população do que a portuguesa, o salário mínimo é quase 3 vezes superior ao nosso ao mesmo tempo que no supermercado os preços dos produtos, a serem mais caros, são-no em pouco mais do que 10% em relação aos nossos. Se calhar serem atractivos para empresas se sediarem em território holandês é capaz de estar relacionado com este sucesso, não? Se não são capazes, os portugueses, de aprender uma lição de vida tão evidente como esta então o boicote não é ao Pingo Doce: é ao país.
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POLÍTICA
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
ONTEM, HOJE E AMANHÃ
O passado oferece-nos o conforto daquilo que é enquanto que a insatisfação abraça a utopia do que pode ser. Grave é quando nos esquecemos que sem o que foi seríamos algo diferente daquilo que somos e que aquilo que pode ser é sempre mais, melhor e diferente daquilo que é: sem terra firme não se caminha, afunda-se.
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NADA
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