quarta-feira, 3 de julho de 2013
OS NOTÁVEIS
Na SIC Notícias um ex-ministro do bloco central, o advogado de josé sócrates e um militante do PCP discutem o futuro do país. Confere.
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POLÍTICA
PERGUNTAS QUE BONS JORNALISTAS DEVERIAM COLOCAR
Ao Dr. Paulo Portas: "Por que razão se demitiu do governo sem clarificar o país sobre se a sua demissão implica, ou não, a saída do partido (ao qual preside) da coligação governamental?"
Ao Dr. Paulo Portas: "Por que razão se demitiu apresentando uma razão da qual já tinha conhecimento aquando da reunião do Conselho Nacional do seu partido no dia 1 de Julho, reunião na qual não propôs, revelou, ou sequer anunciou a sua intenção de se demitir?"
Ao Dr. Paulo Portas: "Se decidiu demitir-se após saber quem iria ser ministra das finanças, por que razão um secretário de estado indicado pelo CDS tomou posse hoje (dia 2 de Julho)?"
Ao Dr. Paulo Portas: "Quando foi informado da escolha do PM para a pasta das finanças comunicou, sim ou não, a sua intenção firme de se demitir se tal escolha fosse levada a efeito?"
Ao Dr. Paulo Portas: "Confirma, portanto, que não foi consultado acerca da escolha para a pasta das finanças e apenas foi informado de uma escolha na qual não participou de nenhuma forma?"
Ao Dr. Paulo Portas: "Onde está a proposta de reforma do Estado?"
Ao Dr. Passos Coelho: "Como pode afirmar que «vai averiguar acerca das condições de continuidade, etc., etc,» do CDS no governo quando teve o dia inteiro para telefonar ao seu ministro demissionário Paulo Portas (que lidera o CDS), tal como falou com todos os seus outros ministros (incluindo do CDS), e averiguar o que teria a obrigação de averiguar antes de tomar a decisão de se demitir ou não?"
Ao Dr. Passos Coelho: "Informou o Dr. Paulo Portas da escolha para o ministério das finanças?"
Ao Dr. Passo Coelho: "Se sim, ele manifestou a sua intenção de se demitir se o PM levasse a cabo a sua intenção - escolha - para o mistério das finanças?"
Ao Dr. Passos Coelho: "Além de informar, negociou ou permitiu que o Dr. Paulo Portas, ou alguém por ele mandatado, tomasse parte do processo de decisão sobre o novo titular da pasta das finanças?"
Ao Dr. Passos Coelho: "Onde está a proposta de reforma do Estado?"
Ao Dr. Paulo Portas: "Por que razão se demitiu apresentando uma razão da qual já tinha conhecimento aquando da reunião do Conselho Nacional do seu partido no dia 1 de Julho, reunião na qual não propôs, revelou, ou sequer anunciou a sua intenção de se demitir?"
Ao Dr. Paulo Portas: "Se decidiu demitir-se após saber quem iria ser ministra das finanças, por que razão um secretário de estado indicado pelo CDS tomou posse hoje (dia 2 de Julho)?"
Ao Dr. Paulo Portas: "Quando foi informado da escolha do PM para a pasta das finanças comunicou, sim ou não, a sua intenção firme de se demitir se tal escolha fosse levada a efeito?"
Ao Dr. Paulo Portas: "Confirma, portanto, que não foi consultado acerca da escolha para a pasta das finanças e apenas foi informado de uma escolha na qual não participou de nenhuma forma?"
Ao Dr. Paulo Portas: "Onde está a proposta de reforma do Estado?"
Ao Dr. Passos Coelho: "Como pode afirmar que «vai averiguar acerca das condições de continuidade, etc., etc,» do CDS no governo quando teve o dia inteiro para telefonar ao seu ministro demissionário Paulo Portas (que lidera o CDS), tal como falou com todos os seus outros ministros (incluindo do CDS), e averiguar o que teria a obrigação de averiguar antes de tomar a decisão de se demitir ou não?"
Ao Dr. Passos Coelho: "Informou o Dr. Paulo Portas da escolha para o ministério das finanças?"
Ao Dr. Passo Coelho: "Se sim, ele manifestou a sua intenção de se demitir se o PM levasse a cabo a sua intenção - escolha - para o mistério das finanças?"
Ao Dr. Passos Coelho: "Além de informar, negociou ou permitiu que o Dr. Paulo Portas, ou alguém por ele mandatado, tomasse parte do processo de decisão sobre o novo titular da pasta das finanças?"
Ao Dr. Passos Coelho: "Onde está a proposta de reforma do Estado?"
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POLÍTICA
terça-feira, 2 de julho de 2013
ALTA CATEGORIA
Lê-se o comunicado de Paulo Portas e não está lá, preto no branco, que não sabia, que não foi consultado, ou que disse que saía no caso de Passos insistir naquele nome. Ouve-se Pedro Passos Coelho e não está lá, preto no branco, que disse, que o outro sabia, ou que não fazia ideia da possível demissão. Sobre "clareza política", tanto de um como do outro, estamos, portanto, conversados. Já o Tozé Seguro, craque das soluções, da coesão e da solução, conseguiu gritar eloquentemente sobre eleições antecipadas e como está disposto a governar sem que tenha a capacidade de dizer que apresenta uma indispensável moção de censura. Sobre coragem, e coerência, ficamos, também, conversados. Como óbvio será não é com esta malta que vamos lá.
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POLÍTICA
PORTA(S) DE OPORTUNIDADE (II)
O que vale é que o Paulo Portas tem uma reforma do Estado espectacular para apresentar... ao congresso do CDS.
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A QUEDA
O governo morreu e da pior forma possível: com o desfazer do único factor de estabilidade legislativa que tinha, ou seja, uma coligação com maioria absoluta no Parlamento. Caindo a coligação tornam-se, portanto, inevitáveis as eleições. Naturalmente, é obrigatório que os militantes do PSD se possam pronunciar sobre o candidato a primeiro-ministro que pretendem apresentar ao país, candidato esse que, como óbvio deverá ser, não poderá ser nem Passos Coelho nem nenhum nome proveniente da oligarquia caciquista que liderou o PSD nos últimos três anos rumo ao maior fracasso governativo da sua história.
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POLÍTICA
GENTE DE CATEGORIA
Vamos lá ver se eu entendo: no meio de um resgate internacional, numa altura de grande dificuldade nacional, Passos Coelho e Paulo Portas desentendem-se a propósito de uma nomeação política?
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segunda-feira, 1 de julho de 2013
PORTA(S) DE OPORTUNIDADE
Mas os mais pessimistas que não se preocupem: o Paulo Portas, agora promovido a número dois do governo, tem aí uma reforma do Estado espectacular e prontinha para sair. Deve ser uma maravilha, um prodígio de "neo-liberalismo-democrada-cristão-social-democrata-e-socialista-que-pisque-o-olho-à-esquerda-que-não-quero-perder-votos-agora-que-o-governo-está-quase-a-cair", assim a modos que à imagem da ideologia recta e frontal que Paulo Portas sempre demonstrou ter.
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À DERIVA (e a meter água)
Vou explicar por que razão este governo não dura até ao final do ano: para se equilibrar as contas públicas é preciso, como deveria ser evidente para todos, aumentar as receitas e diminuir a despesa. O ministro das finanças tem a capacidade de aumentar as receitas (o Gaspar assim fez) mas apenas consegue diminuir a despesa em duas circunstâncias: ou há uma reforma de fundo do Estado levada a cabo por um governo onde, cada ministro, na sua área, seja capaz de efectivamente baixar a despesa nos diferentes sectores (principalmente nos fundamentais como a educação, saúde e segurança social onde oitenta por cento da despesa pública se encontra concentrada) ou, então, como alternativa, à Salazar, o ministro das finanças teria poder de veto sobre as despesas desses ministérios. Como Gaspar não tinha nem uma nem outra possibilidade limitou-se a perder anos de vida e a fazer o que podia: subir impostos. Podem crucificar o homem à vontade mas quem verdadeiramente falha aqui é, por um lado, o governo por inteiro, principalmente os ministros das pastas mais importantes e que não reformaram um pevide e, por outro, evidentemente, um primeiro ministro que, após dois anos, nada tem para apresentar ao país. É por isto que que o governo não durará: não tem política, não tem ideias e não tem reformas para apresentar. Ora, sem política, sem ideias e sem reformas os resultados serão, obviamente, zero. No final, fica, como sempre, tudo na mesma: a malta cada vez mais à rasca e o barco cada vez mais afundado.
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O BECO
O Gaspar foi um bom ministro das finanças? Não. Este governo tem governado bem? Não. Mas não se enganem: a alternativa é muito, muito, muito pior. E a falta de dinheiro para financiar o buraco das contas públicas é exactamente a mesma: bem pode o Seguro mandar pagar o que quiser que vai ter que ir buscar o dinheiro exactamente ao mesmo sítio onde estes iam buscar. Adivinham onde? Pois: aos nossos - cada vez mais vazios e furados - bolsos.
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INEVITÁVEL
Após dois anos onde não foi capaz de apresentar uma reforma do Estado digna desse nome, com a troika a criticar - e bem - as tais (não) reformas, sem Gaspar, e com um peso pluma nas finanças ido buscar aos confins da cave, este governo está obviamente condenado. Regozijem-se os portugueses: vêm aí os socialistas (ainda mais do que estes) a prometer mundos e fundos, a apregoar o paraíso e a solução, apenas para confirmar uma velha máxima: que os portugueses nem se governam nem se deixam governar. Lá virão mais e novos impostos para pagar o sempre incontrolável déficit; lá virão os fiéis guardiões do Estado e da sua despesa pública explicar-nos como teremos nós, os contribuintes, que pagar os desvarios do bloco central de interesses que nos governa. Achavam que não aguentavam o Gaspar? Ai aguentavam, aguentavam.
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POLÍTICA
quarta-feira, 19 de junho de 2013
DA ESTUPIDEZ GENERALIZADA
1. O Dr. Seguro veio "surpreender" num qualquer encontro progressista com uma nova proposta: que os governos europeus proíbam a possibilidade de a taxa de desemprego de um determinado país ser superior à média das taxas de desemprego desse mesmo grupo de países. Será caso, não para surpresa mas, pior, para completa estupefacção. Alíás, a estupidez da coisa é tão grande que estupefacção é pouco também. Duas perguntas: o Dr. Seguro, e quem o assessoria, podem explicar-me como querem subjugar um conjunto de taxas de desemprego à média formada por essas mesmas taxas de desemprego? É que nem sequer faz sentido porque, como deveria ser evidente, a média é formada pelas taxas: quanto muito, o surpreendente Dr. Seguro, força a que todas as taxas de desemprego não possam ultrapassar um determinado valor (que não será a média mas um limite). Assim, chega-se à segunda pergunta: se fosse possível proibir o desemprego para lá de um qualquer limite, por que razão não se haveria de proibir totalmente? Erradique-se o desemprego! Será mera estupidez, ignorância, simples impreparação ou um caso de sem vergonha demagogia? Será que o Dr. Seguro acredita agora nalguma forma mais radical de doutrina marxista onde controlando os meios de produção, conseguirá controlar o desemprego como bem lhe aprouver ou, outra possibilidade, será que o Dr. Seguro simplesmente não faz ideia do que diz?
2. Já um senhor chamado Nogueira, um revolucionário comunista que afirma que "apenas abandona o PCP quando o PCP for Governo", pretende, apesar de não pôr um pé numa sala de aula há mais de vinte anos, saber o que é melhor para os alunos, os professores e, claro, para o país. E o que é melhor? Mais dinheiro e menos trabalho: com marxistas destes a URSS não teria durado cinco anos.
3. Entretanto, o CDS propõe o aumento do salário mínimo nacional: deve ser para contrariar o Dr. Seguro e ajudar a aumentar a estatística do desemprego em Portugal.
4. No resto do Governo convocam-se Conselhos de Ministros extraordinários, fala-se de roteiros para reforma do Estado e acenam-se com números de futuros cortes; já uma ideia concreta, um fogacho de uma proposta reformista de fundo ou uma, mesmo que ténue, linha de rumo para o país, isso, já seria pedir de mais. Para quê reformar quando basta dizer-se que se vai reformar?
5. Finalmente, critica-se por todo o lado no PSD - incluindo por pessoas que respeito - o "neo-liberalismo" do Governo. Já eu, que critico o "socialismo" do Governo, apelo a que se especifique o que significa isso de "neo-liberalismo" e, já agora, onde está "isso" no Governo. Talvez fosse conveniente ir-se um pouco mais longe do que os chavões do costume.
6. Esclareço: há três formas de lidar com a falência: a do Dr. Seguro que passa por fingir que ela não existe e que o dinheiro chove do céu; a do Governo que passa por fingir que corta a eito na despesa quando apenas corta em salários e aumenta impostos; finalmente, a única que poderia - a prazo - trazer algum benefício: cortar onde se deve, reformar, alterar, privatizar, concessionar onde se pode e racionalizar onde se consiga. Isto de acordo com dois princípios simples: menos Estado e mais responsabilidade individual. Deve ser o tal "neo-liberalismo". Uma achega: se não se for pela terceira opção, mais tarde ou mais cedo, a falência será mesmo efectiva: é que já nem a troika nos emprestará dinheiro.
7. Claro está que apelar a menos Estado e mais responsabilidade individual num país onde os seus principais actores políticos se comportam como se descreveu acima é capaz de ser tão idiota (pela esperança infundada) quanto as propostas políticas do Dr. Seguro (que raiam a imbecilidade pura).
8. Merda.
2. Já um senhor chamado Nogueira, um revolucionário comunista que afirma que "apenas abandona o PCP quando o PCP for Governo", pretende, apesar de não pôr um pé numa sala de aula há mais de vinte anos, saber o que é melhor para os alunos, os professores e, claro, para o país. E o que é melhor? Mais dinheiro e menos trabalho: com marxistas destes a URSS não teria durado cinco anos.
3. Entretanto, o CDS propõe o aumento do salário mínimo nacional: deve ser para contrariar o Dr. Seguro e ajudar a aumentar a estatística do desemprego em Portugal.
4. No resto do Governo convocam-se Conselhos de Ministros extraordinários, fala-se de roteiros para reforma do Estado e acenam-se com números de futuros cortes; já uma ideia concreta, um fogacho de uma proposta reformista de fundo ou uma, mesmo que ténue, linha de rumo para o país, isso, já seria pedir de mais. Para quê reformar quando basta dizer-se que se vai reformar?
5. Finalmente, critica-se por todo o lado no PSD - incluindo por pessoas que respeito - o "neo-liberalismo" do Governo. Já eu, que critico o "socialismo" do Governo, apelo a que se especifique o que significa isso de "neo-liberalismo" e, já agora, onde está "isso" no Governo. Talvez fosse conveniente ir-se um pouco mais longe do que os chavões do costume.
6. Esclareço: há três formas de lidar com a falência: a do Dr. Seguro que passa por fingir que ela não existe e que o dinheiro chove do céu; a do Governo que passa por fingir que corta a eito na despesa quando apenas corta em salários e aumenta impostos; finalmente, a única que poderia - a prazo - trazer algum benefício: cortar onde se deve, reformar, alterar, privatizar, concessionar onde se pode e racionalizar onde se consiga. Isto de acordo com dois princípios simples: menos Estado e mais responsabilidade individual. Deve ser o tal "neo-liberalismo". Uma achega: se não se for pela terceira opção, mais tarde ou mais cedo, a falência será mesmo efectiva: é que já nem a troika nos emprestará dinheiro.
7. Claro está que apelar a menos Estado e mais responsabilidade individual num país onde os seus principais actores políticos se comportam como se descreveu acima é capaz de ser tão idiota (pela esperança infundada) quanto as propostas políticas do Dr. Seguro (que raiam a imbecilidade pura).
8. Merda.
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quarta-feira, 12 de junho de 2013
segunda-feira, 10 de junho de 2013
AUTÁRQUICAS
Ir vendo o desfile de candidaturas, mais ou menos independentes, que pululam por Portugal à cata do voto em Setembro próximo apenas tornou mais fortes duas profundas convicções que tenho: a primeira é que as autarquias esbanjam muito dinheiro; a segunda é que se aplicássemos, mesmo que invertido, o princípio que esteve na origem da revolução americana - no taxation without representation - e tivéssemos a quase totalidade das receitas das autarquias provenientes da taxação directa dos seus munícipes (que proporcionalmente pagariam menos impostos ao Estado central), então teríamos o problema resolvido: autarcas armados em senhores locais (que os há aos pontapés) a esbanjar o erário público não duravam tanto numa câmara municipal. Ao mesmo tempo, gostava de ver se o foguetório, o bailarico ou o concerto pimba continuariam a ser tão populares: quando percebemos que nos sai do bolso - e vemos para onde vai o guito - a coisa é capaz de ser um pouco diferente.
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POLÍTICA
CICLO VICIOSO
Em Portugal não há verdadeira direita democrática, entenda-se, o cruzamento do conservadorismo antropológico com a consequente intransigente defesa da liberdade individual: há apenas um conjunto alargado de pessoas, normalmente caciques impreparados e ávidos de poder, que, quer à esquerda, quer à suposta direita, com maior ou menor habilidade, tentam à viva força querer enfiar uma ficha quadrada num buraco redondo: pagar ilusões com dinheiro que não se tem (e culpar os outros pelo seu inevitável falhanço).
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POLÍTICA
UMA FALÁCIA
Em Portugal - e cada vez mais no Ocidente inteiro - continua a ser um desafio exasperante desmontar a falácia de que aquilo que distingue a esquerda da direita é a preocupação social da primeira e a protecção dos interesses económicos da segunda. É mentira! Ambas pretendem melhorar as condições de vida da sociedade e, em particular, daqueles que menos têm: apenas discordam na forma como atingir tal objectivo.
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POLÍTICA
CHEIO DE CHIQUE
A julgar pela categoria das estações de metro, o PIB per capita de Chelas deve dar dez a zero ao do centro de Bruxelas.
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