quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

NOÇÕES PANTEÍSTAS (XII)

Temos tendência para pensar que a base da individualidade está na essência de cada indivíduo. Mas esta noção parece-me errada: afinal não têm todos esses indivíduos o mesmo nome "Eu"? Parece-me mais acertado imaginarmos a base da individuação na forma: tal como cuvetes de diferente formatos fazem cubos de gelo distintos. Não são eles todos feitos da mesma água?

NOÇÕES PANTEÍSTAS (XI)

"As the sun first shines upon the high peaks while the world is still lying in darkness, so He [the Buddha] illumined those whose aptitude was high with the doctrine of nonduality of the mind and the Buddha. He taught that infinite time is in one moment and that one moment is in infinite time; that one is many and many is in one, that is, that the universal is in the particulars and that the particulars are in the universal. He illustrated the infinitely interdependent relationship of time and space...".

Kükai, in Yoshito S. Hakeda, Kükai: Major Works, Columbia University Press, 1972

FUNDAMENTAL SKILLS


O ETERNO RETORNO

"But deranged men do not perceive their madness;
The blind are unaware of their blindness.
Born, reborn, and still born again,
Whence they have come they do not know.
Dying, dying, and dying yet again,
Where they go in the end they do not know".

Kükai, The Precious Key to the Secret Treasury (830 AD)

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

CONFERE


MARCELO, O CATAVENTO

Fiquei hoje a saber, ao ler os jornais, que o Professor Marcelo  afasta-se da candidatura à Presidência da República porque "a questão está resolvida quando o líder do maior partido diz que a candidatura é indesejada". E por que razão é tal candidatura indesejada? Porque, diz-nos o Professor Marcelo, o líder do PSD postulou na sua moção ao Congresso um conjunto de características indesejadas para o cargo. Ora, como tais características - mais uma vez de acordo com o próprio Marcelo - aparentemente descrevem o nosso ímpar Professor, fica a hipotética candidatura posta de lado. Conclusão? Apenas uma: que Marcelo se considera a si próprio como "um catavento de opiniões erráticas em função da mera mediatização gerada em torno do fenómeno político"; quanto ao resto, sobra a vitimização habitual do Professor Marcelo que, imagino eu, para ser candidato presidencial precisaria de sondagens que lhe dessem garantias de mais de 70% dos votos à primeira volta. Menos do que isso seria uma ignomínia à qual o Professor nunca se sujeitaria e, por essa portentosa - e corajosa - razão, nos ficará de antemão garantida que, por um lado, nem Marcelo será Presidente da República e que, por outro, nem nós, nem provavelmente Passos Coelho, nos teremos que preocupar muito com essa possibilidade.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

BOSS


A marca Boss a anunciar os seus uniformes para, entre outros, as SS nazis.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

UMA CRÍTICA

Wrightwood. Cal. 21 October, 1949

Dear Mr. Orwell,

It was very kind of you to tell your publishers to send me a copy of your book. It arrived as I was in the midst of a piece of work that required much reading and consulting of references; and since poor sight makes it necessary for me to ration my reading, I had to wait a long time before being able to embark on Nineteen Eighty-Four.

Agreeing with all that the critics have written of it, I need not tell you, yet once more, how fine and how profoundly important the book is. May I speak instead of the thing with which the book deals — the ultimate revolution? The first hints of a philosophy of the ultimate revolution — the revolution which lies beyond politics and economics, and which aims at total subversion of the individual's psychology and physiology — are to be found in the Marquis de Sade, who regarded himself as the continuator, the consummator, of Robespierre and Babeuf. The philosophy of the ruling minority in Nineteen Eighty-Four is a sadism which has been carried to its logical conclusion by going beyond sex and denying it. Whether in actual fact the policy of the boot-on-the-face can go on indefinitely seems doubtful. My own belief is that the ruling oligarchy will find less arduous and wasteful ways of governing and of satisfying its lust for power, and these ways will resemble those which I described in Brave New World. I have had occasion recently to look into the history of animal magnetism and hypnotism, and have been greatly struck by the way in which, for a hundred and fifty years, the world has refused to take serious cognizance of the discoveries of Mesner, Braid, Esdaile, and the rest.

Partly because of the prevailing materialism and partly because of prevailing respectability, nineteenth-century philosophers and men of science were not willing to investigate the odder facts of psychology for practical men, such as politicians, soldiers and policemen, to apply in the field of government. Thanks to the voluntary ignorance of our fathers, the advent of the ultimate revolution was delayed for five or six generations. Another lucky accident was Freud's inability to hypnotize successfully and his consequent disparagement of hypnotism. This delayed the general application of hypnotism to psychiatry for at least forty years. But now psycho-analysis is being combined with hypnosis; and hypnosis has been made easy and indefinitely extensible through the use of barbiturates, which induce a hypnoid and suggestible state in even the most recalcitrant subjects.

Within the next generation I believe that the world's rulers will discover that infant conditioning and narco-hypnosis are more efficient, as instruments of government, than clubs and prisons, and that the lust for power can be just as completely satisfied by suggesting people into loving their servitude as by flogging and kicking them into obedience. In other words, I feel that the nightmare of Nineteen Eighty-Four is destined to modulate into the nightmare of a world having more resemblance to that which I imagined in Brave New World. The change will be brought about as a result of a felt need for increased efficiency. Meanwhile, of course, there may be a large scale biological and atomic war — in which case we shall have nightmares of other and scarcely imaginable kinds.

Thank you once again for the book.

Yours sincerely,

Aldous Huxley 


Daqui.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

DA GRITARIA

Farto dela, da gritaria. Há dias onde Portugal me cansa: há sempre alguma coisa, normalmente insignificante, e logo vêm uns quantos a gritar, a clamar, a bradar, de peito aberto, vestes rasgadas, a indignação, porque os outros são uns malandros, uns miseráveis, uns bandidos; sempre, uns e outros, todos a gritarem, todos indignados, todos ofendidíssimos com as maiores insignificâncias. Porra, não se cansam de odiar o próximo? É que ninguém detesta mais os portugueses do que o vizinho do lado.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

O SÍNDROME DE LAMPEDUSA

Leio hoje que o Paulo Rangel está a preparar um relatório onde propõe, entre outras coisas, a eleição directa do Presidente da Comissão Europeia no âmbito de uma reforma do sistema político da UE. Ao contrário do que aqueles com memória mais curta possam pensar, esta ideia já é velha (Durão Barroso defendeu-a publicamente no discurso do estado da união do ano passado) e dá corpo ao velho sonho dos "Estados Unidos da Europa". Sobre este assunto gostaria de tecer alguns comentários, até porque me parece que é uma questão paradigmática do modus operandi do burocrata da eurolândia, uma espécie de síndrome de Lampedusa*: primeiro reconhece-se que há um problema com o qual toda a gente concorda e depois, como a solução é incompatível com a burocracia centralizadora de Bruxelas, ou com os interesses de alguns do Estados mais poderosos, arranja-se uma solução de tal modo revolucionária que acaba por não se fazer nada. É verdade que há um divórcio entre a cidadania europeia e o seus representantes políticos? Sim, é verdade. É verdade que falta legitimidade democrática a quem, a partir de Bruxelas, tanto comanda nas nossas vidas? Também é. Agora tenhamos tino: alguém no seu perfeito juízo acha que é fazível neste momento ter os cidadãos a eleger um Presidente da Comissão sem fazer dessa eleição uma espécie de embate de nacionalidades? Claro que não. Imaginar alemães a votar num português é tão descabido quento imaginar os portugueses a votar num alemão. E precisamente porque é descabida uma eleição directa do Presidente da Comissão acabamos por, apesar dos grandes desígnios, nada fazermos de efectivo para minorar o chamado défice democrático. Quem ganha com isto? Nem mais: o burocrata de Bruxelas que continua a mandar e desmandar a seu belo prazer. Ora, e para dar mais força ao meu argumento, aqui deixo uma proposta simples, de fácil implementação e que contribuiria em muito para a solução do problema: que passem a ser os partidos europeus a ir a votos nas eleições europeias. Vejamos: hoje em dia os eurodeputados estão organizados em função de partidos europeus que nunca foram sufragados: ninguém vota, ou sequer conhece, o programa eleitoral do PPE (Partido Popular Europeu) ou do S&D (Socialistas e Democratas - e, sim, o partido socialista europeu chama-se S&D). Do mesmo modo, também - porque são os partidos nacionais que vão a votos - vemos as eleições europeias ficarem reféns, por um lado dos interesses partidários nacionais e, por outro lado, do facto de os eleitores estarem mais preocupados em penalizarem ou avalizarem os governos nacionais ao invés de votarem programas de acção política europeia. Pior ainda, mesmo os eleitores preocupados com o processo político europeu são forçados, primeiro, a votar nos partidos europeus que têm partidos nacionais filiados (por exemplo, em Portugal, nem os Conservadores nem os Liberais, ou sequer os Verdes**, estão neste momento representados) e, segundo, a sufragar programas mais preocupados em como o país vai ser representado na UE ao invés de como a UE deve ser gerida. Tudo isto contribui de forma evidente para o divórcio entre os cidadãos e os seus representantes e, por consequência, para que o vazio seja preenchido pela figura abstracta do burocrata de Bruxelas. Se, como aqui proponho, os cidadãos votassem nos partidos europeus que, através de delegações nacionais, se apresentassem a eleições, garantir-se-ia que haveriam programas de acção europeia que  fossem verdadeiramente e directamente sufragados pelos cidadãos, coisa que não acontece agora, e, ainda, que os cidadãos europeus pudessem escolher entre todas as possibilidades europeias (mesmo aqueles que vão para o PE para defender outra UE, ou mesmo o fim dela), coisa que também não acontece agora. Como se vê, seria esta proposta muito mais simples tal como, principalmente, de muito mais fácil implementação do que estas propostas mirabolantes que, de tão irrealistas, apenas contribuem para que o verdadeiro decisor político continue a ser o burocrata centralista que ninguém elegeu.

*Era Tomasi de Lampedusa que, no seu imortal Il Gatopardo, dizia que era preciso mudar tudo para que tudo ficasse como dantes.
** Imagino que o Partido Livre de Rui Tavares (que está individualmente inscrito nos grupo europeu dos Verdes) se vá filiar aí.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

O MANDELA DA LINHA

Hoje ofereci-me a mim mesmo o tempo para ter um prazer que já há algum tempo não experimentava: ler um artigo do Carlos Carreiras no Jornal i. Começa o "autor" por explicar que, para ele - o arauto dos simplismos e das soluções milagreiras -, o mundo divide-se em "sebastianistas" e em "mandelas". O que é um "sebastianista"? Carreiras explica: "gente que espera e desespera por um eleito que, saído de uma manhã de nevoeiro, faz o que ninguém faz, resolve o que ninguém resolveu e cumpre o que ninguém cumpriu". Já "mandelas" são aqueles que se guiam pelos princípios de Mandela, ou seja, de acordo com Carreiras, pelo "poder das ideias e a crença na acção, no potencial do homem e na mudança contra a situação". Carreiras no texto lamenta que olhe à volta e só veja "sebastianistas". Já ele, naturalmente, será um mandela. E onde vê o visionário Carreiras tanto sebastianismo? É fácil: na elite política portuguesa que, diz ele, sobrevalorizada e crente na sua infalibilidade, apenas passa a vida a inventar mitos inúteis que prometem tudo resolver para depois minarem o trabalho daqueles que verdadeiramente fazem. Imagino que Carreiras se refira àqueles que andam a lançar o nome de Rui Rio para uma futura candidatura à presidência do PSD. Mas, naturalmente, o mandela da linha não o assume: fica-se por umas pseudo-acusações que têm tanto de qualidade argumentativa como de interesse público: nenhum. O discurso de Carreiras é sempre o mesmo: o Governo é o maior, a acção comanda a vida, se acreditarmos vamos safarmo-nos e quem critica, quem ousa lançar uma alternativa, é logo rotulado de pseudo-intelectual ou pseudo-elite e descartado como o não-crente que urge combater. Porque estão o Governo e Carreiras certos e os outros errados? Já isso o mandela da linha não explica. Enfim, o costume. Continua o "autor" depois a citar umas considerações de crítica social sobre quem foi e quem não foi ao funeral de Nelson Mandela. Cita ainda umas coisas de Obama (apesar de assumir modestamente que ele próprio, Carreiras, também já tinha pensado sobre precisamente aquilo que Obama falou - naturalmente) e lembra o exemplo de Mandela - outra vez - para expressar o desejo de que o "espírito de Madiba [já só faltava a referência a "Madiba" para o cliché ficar completo] toque cada uma destas almas que nos governam": ao melhor nível do Maduro venezuelano que vê Chavez nos passarinhos que voam à sua volta, também Carreiras vem elevar Mandela à santidade de quem virá iluminar o caminho certo para os políticos mundiais. Digamos que, para Carreiras, Mandela é agora uma espécie de santo-padroeiro do político. E, Mandela nos livre, para quem vê em Mandela a solução, consegue Carreiras fazer o inacreditável: começar por dividir o mundo em "sebastianistas" e "mandelas" apenas para transformar Mandela numa espécie de D. Sebastião sobrenatural: um feito! Mas, vá lá, ao menos do arrazoado todo de palavras do mandela da linha há uma coisa que fica muito clara: não é Carreiras um sebastianista, tal como não será também, certamente, apesar das pretensões em causa própria, nenhum mandela, ou sequer um Obama: é apenas mauzinho. Azar o nosso, é o que temos.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

A VERGONHA DO ELÉCTRICO 28

Não há manual, roteiro ou livro sobre Lisboa que não refira o eléctrico 28. Entre fotografias da vista ao longo do percurso, ou do próprio eléctrico, o 28 representa, sem margem para dúvidas, um dos ex libris da cidade e um importante cartão de visita para os turistas que nos visitam. Há duas semanas eu, a minha namorada (que está grávida), o meu irmão e a minha cunhada resolvemos ir à Feira da Ladra. Ora, que melhor forma de lá chegar, num Sábado soalheiro e agradável, do que ir no eléctrico 28? Pois, foi o que pensámos. Apanhámo-lo aqui no final da Rua do Ferragial e lá seguimos nós, apinhados entre estrangeiros sorridentes e de máquina fotográfica na mão. Repentinamente, ali na Baixa, entram no eléctrico um grupo de indivíduos que se foram posicionar mesmo na entrada do corredor do eléctrico. Na paragem seguinte, entre pessoas a entrar e outras a querer sair, graças àqueles indivíduos ninguém se conseguia mexer. Um estrangeiro, mais velho, pessoa dos seus setenta anos, para passar por eles teve que se esmifrar de uma forma absolutamente atroz. Eu, que estava de pé defronte da primeira janela do eléctrico, achei muito estranha a atitude daqueles indivíduos e, vendo que estavam propositadamente a emperrar o eléctrico inteiro, desconfiei que estivessem a preparar alguma coisa. Meu dito, ou melhor: meu pensado, meu feito. Qual não é o meu espanto quando vejo um dos indivíduos que esborrachava o pobre do estrangeiro septuagenário a literalmente arrancar-lhe a carteira do bolso do sobretudo. Nesse momento em que vi tal coisa comecei a gritar que estava ali um ladrão e agarrei o braço do meliante para tentar impedir o furto. Gerou-se grande confusão com os indivíduos a virarem-se contra mim enquanto o estrangeiro, depois de esvaído no aperto, gritava em inglês que lhe tinham roubado a carteira. Depois encontrou-a nas escadinhas que dão subida para o eléctrico, apenas para gritar outra vez que lhe tinham tirado o dinheiro. Entretanto, os meliantes viravam-se contra mim para tirar satisfações sobre eu ter tentado impedir o furto. A minha preocupação era já apenas proteger a minha namorada grávida dos empurrões que os criminosos davam. Gritei-lhes na cara e eles acabaram por sair pela porta dos fundos. Enquanto tudo isto se passava, o condutor punha a cabeça para baixo e dizia: "não quero confusões". Lá fora, o turista assaltado e a sua mulher gritavam pela polícia. Lá dentro, assistia-se aos criminosos a acercarem-se dos turistas assaltados fingindo preocuparem-se com eles, mesmo com a mulher a acusá-los de terem sido eles a roubarem a carteira do marido. Entretanto, os criminosos faziam gestos ameaçadores na minha direcção a gesticularem que eu estava "lixado". Os acontecimentos que aqui se relatam tiveram lugar às duas da tarde na paragem da Sé.

Três notas: primeiro, que a impunidade e o descaramento foi total: os ladrões não são o "artista carteirista" que retira uma carteira sem ninguém reparar. Não. Estamos a falar de criminosos que assaltam à força, com violência, e que nem sequer têm que fugir depois do assalto realizado porque não há ninguém que faça impor a lei e a ordem. Não há polícia, nem no eléctrico nem nas paragens (em nenhuma do percurso!), o condutor finge que não vê nada com medo de represálias e os passageiros ou são turistas incautos ou passageiros frequentes que já os conhecem mas que não se atravessam no caminho dos criminosos por terem medo. Segundo, é impossível que o poder político não saiba do que se passa (aparentemente pelo que me dizem toda a gente sabe do que se passa ali) e não faça nada. Será assim tão difícil pôr uns quantos polícias a patrulhar o eléctrico e outros nas paragens? Bastava isso para aqueles criminosos terem que ter mais cuidado. O eléctrico 28, sendo um ex libris do turismo lisboeta merece mais e melhor: é a imagem de Lisboa que está em causa, é a segurança das pessoas que nos visitam (porque aquela gente é perigosa) e representa neste momento, tal como está, um triste retrato da realidade portuguesa: um fartar vilanagem e a total impunidade.

À volta da Feira da Ladra apanhámos um taxi para casa: considerando que um bilhete individual de eléctrico custa 2,8€, e éramos quatro pessoas, a vinda de táxi custou a cada um sensivelmente metade do que a ida de eléctrico. Ou seja: as pessoas são roubadas para serem assaltadas. Haja vergonha.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

DO LUTO CIBERNÉTICO

Se eu penso que o Nelson Mandela era um grande homem? Penso. Se eu penso que a necessidade que milhares de pessoas sentem de ir para as redes sociais postar citações de Mandela - que na sua esmagadora maioria nunca leram -, apenas movidas por um ligeiro frémito de exaltação momentânea, para logo a seguir regressar à banalidade da vida comum sem mais um pensamento sobre a figura, ou o significado para o mundo dessa figura, como se uma citação lida na diagonal e rapidamente copiada de um qualquer sítio cibernético já fizesse a obrigação, consiste num exercício de triste superficialidade, demagogia social e hipocrisia? Sim, penso. Agora linchem-me.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

DEZ

Bem lembrado pelo meu amigo João, cumpre-me anunciar ao mundo cibernético que este blog fez em Outubro dez anos de existência. É qualquer coisa, sim senhor.  Fica um obrigado àqueles que o vão seguindo e um compromisso: enquanto houver estrada para andar, enquanto houver ventos e mares, a gente cá vai continuar. Fica a esperança que por muitos mais anos ainda.

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