Farto dela, da gritaria. Há dias onde Portugal me cansa: há sempre
alguma coisa, normalmente insignificante, e logo vêm uns quantos a
gritar, a clamar, a bradar, de peito aberto, vestes rasgadas, a
indignação, porque os outros são uns malandros, uns miseráveis, uns
bandidos; sempre, uns e outros, todos a gritarem, todos indignados,
todos ofendidíssimos com as maiores insignificâncias. Porra, não se
cansam de odiar o próximo? É que ninguém detesta mais os portugueses do que o vizinho do lado.
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