O
novo ergue-se sempre das cinzas do
velho. Dessa oposição decorre ainda uma outra: que o
amor à novidade que se
conquista é sempre devidamente acompanhado do
luto pelo velho que se
perde. A única, e verdadeira, constante do processo que é a vida será, portanto, a sua perpétua contenção pelos opostos que, a cada momento, a vão limitando.
4 comentários:
Meu amigo, sobre a separação entre o velho e o novo, Lucas 9, 16-17:
«16. Ninguém põe um remendo de pano novo numa veste velha, porque arrancaria uma parte da veste e o rasgão ficaria pior.
17. Não se coloca tampouco vinho novo em odres velhos; do contrário, os odres se rompem, o vinho se derrama e os odres se perdem. Coloca-se, porém, o vinho novo em odres novos, e assim tanto um como outro se conservam.»
E do contentamento pelo pano novo devidamente acompanhado da saudade pelas memórias contidas no traje velho, algures aí no meio de vestem os homens!
Eh lá! Sim senhor, estou a ver que já não és apenas um (avançado) estudante de Filosofia, mas te estás a tornar, tu próprio, num Filósofo. E com um toque de poeta também ;)
Ou um pateta. Também dá :P
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