Recebo a newsletter do Observador e, mesmo em dia de reflexão!, a
segunda notícia em grande destaque, e única relativa à campanha
autárquica, é para o facto de "a candidatura de Leal Coelho ter avisado
[o observador] de que o PR ia passar na campanha", logo Leal coelho terá
mentido quando afirmou que o encontro agora na berra seria casual. A
seguir dá nota que Marcelo repudia Leal Coelho por esta dizer que o PR
lhe teria ido dar uma palavra amiga. Este é o enredo ou, se preferirem,
a "narrativa" da última polémica autárquica em Lisboa. Ora, três notas:
(1) nem em dia de reflexão o Observador se abstém de, na única notícia
relativa a eleições autárquicas, aproveitar para criticar Leal Coelho.
(2) Um jornal revelar as informações que obtém de uma campanha por forma
a obter notícias (neste caso que o PR ia passar) é, na essência, uma
quebra de sigilo que as fontes esperam, legitimamente, ser respeitado
por parte dos jornalistas. É um comportamento deplorável que mais não
mostra do que a perseguição política que tem sido feita contra o PSD,
Leal Coelho, tendo Passos Coelho como alvo máximo, pelo Observador na
campanha autárquica de Lisboa. (3) Finalmente, quanto aos factos. O
Observador foi lesto a apelidar Leal Coelho de mentirosa, reforçando a
ideia com uma notícia em pleno dia de reflexão, e alicerçada na
revelação de informação dada a título confidencial, mas esquece-se
convenientemente de um pormenor: se foi avisado o Observador vinte
minutos antes de que o PR ia ali passar, e se foi avisado pela campanha
de Leal Coelho, então o PR terá avisado a campanha de Leal Coelho que
iria ali passar. Isto é evidente e inegável. Se assim é, o PR avisaria
Leal coelho, ou a sua campanha, de que iria visitar a sua campanha por
que outra razão além de "dar uma palavra amiga"? Sobre isto o o
Observador não se pergunta? Seria para quê a visita de Marcelo se não
para dar uma palavra amiga? Seria para vilipendiar Leal Coelho? Para a
criticar? Para lhe espetar uma facada nas costas? (esta talvez mas não
seria anunciada) Ou seja, Leal Coelho, para proteger o PR, não diz que
foi avisada, apesar de o ter sido, e o PR, para salvar a pele, acaba a
fazê-la passar por mentirosa. Dez minutos depois o Observador larga a
"notícia" de que Leal Coelho era mesmo mentirosa e a partir daí o palco
está montado para mais um show "vamos todos bater na candidatura do PSD a
Lisboa". O que vale é que todos sabemos que Marcelo não é dado a
planos mirabolantes e maquiavélicos e que o Observador é um jornal
independente. E assim se faz política (e suposto jornalismo) em
Portugal. Chique a valer, hein?
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sábado, 30 de setembro de 2017
O CERCO (IV)
Tirando a névoa mediática, indo ao tutano, o facto mais relevante para o
sistema político-partidário-económico português dos últimos anos foi a
queda de Ricardo Salgado da sua posição central no (Prof. Marcelo dixit)
"bloco central de interesses". Ponto. Desde aí, tudo o que se tem
passado é uma tentativa de reorganização desse bloco que, para sua
estabilidade, necessita de ver o grande responsável pela queda de
Salgado, Passos Coelho, removido da sua posição central no sistema
político português, sobrando o PS (sempre amigo dos poderosos que o
sustentam) e Marcelo Rebelo de Sousa (amigo pessoal de Salgado). Daí a
campanha negra mediática que está em curso contra ele, Passos Coelho, e,
por arrasto, contra o PSD nestas autárquicas, levada a cabo pelos meios
de comunicação social (detidos na sua larga maioria pelos poderosos
oligarcas portugueses). É isto. Espantoso é ver a esquerda portuguesa,
por conveniência, do lado do banqueiro arguido, unida em uníssono contra
alguém que mais não fez do que a sua obrigação.
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O CERCO (III)
Consegue-se
aferir o incómodo que alguém representa para a oligarquia de interesses
instalada nos bastidores do estado-espectáculo português pelo nível de
violência com o qual esse alguém é atacado na praça pública. Não tenho
memória, sinceramente, de uma campanha negra concertada, tanto no nível
político, como no partidário e, em particular, no mediático, tão
violenta como aquela a que vou assistindo contra Passos Coelho. A nova
intentona - de facto nova pois nunca tinha visto
tal coisa - é uma candidata, sem se demitir, vir criticar o líder do
partido pelo qual se candidata, tal como a sua própria cabeça de lista,
na véspera das eleições. Na véspera das eleições, atente-se. Que outro
motivo poderá haver para lá da pura e dura sabotagem? Salvo alguma
incapacidade mental grave, que imagino não ser o caso, nenhum outro
motivo se poderá imaginar. A oligarquia não brinca em serviço. No
entanto, intuo eu, de tanto baterem no ceguinho, tal é o exagero, ainda o
elevam a santo. E de santo a primeiro-ministro são apenas dois ou três
Passos. Quanto mais batem no homem mais eu acredito que ele lá vai
chegar outra vez.
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LINHAS DIREITAS T3
O Linhas Direitas, agora na crista da onda mediática, estará de regresso para a semana. Entretanto, fica aqui uma grande reportagem (3min) num programa de rádio de referência nacional sobre o iminente, e muito aguardado, regresso do Linhas Direitas para a sua terceira temporada.
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PARADOXO
Existe algo intrinsecamente paradoxal no artista "rebelde", o roqueiro
de longos e despenteados cabelos, com profusas tatuagens e cheio de
piercings, que abre as portas de sua casa a jornalistas, apenas para
mostrar as suas amplas salas confortavelmente atapetadas, plenas de
cortinados de veludo, sofás almofadados de cor creme, paredes forradas
com espelhos e quadros de talha dourada e muitas almofadinhas de
decoração. Eu ainda sou do tempo em que os heróis, estes sim rebeldes,
se finavam novos, exauridos, afogados em poças do seu próprio vómito,
agarrados a garrafas ou seringas ou, ainda, com tiros auto-inflingidos,
todos tragicamente auto-destruídos pelos excessos aos quais a sua recusa
da normalidade os condenou. Eram os relembradores da tragédia.
Sinceramente, quem é quer saber destes betinhos de hoje em dia, todos
apologistas do saudável, todos muito salvadores do mundo, todos muito
bonzinhos, e que se ofendem com umas bocas se forem "politicamente
incorrectas", isto enquanto se ocupam a rodar anúncios televisivos que
lhes rendem milhões para gastar em decoradoras de interiores?
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CRÓNICAS DO ADMIRÁVEL MUNDO NOVO
O CERCO (II)
Já apenas por curiosidade, e considerando aquilo que aqui escrevi ontem,
vou ao Observador ver a sua cobertura das eleições autárquicas.
Sinceramente, a coisa está a tornar-se ridícula. Entre a notícia onde
Costa diz que o país está a recuperar (uma "notícia autárquica", claro) e
umas coisas do PCP no Alentejo, o destaque principal vai, naturalmente,
para alguém que não é nem autarca nem candidato a alguma câmara: Rui
Rio. Em grande manchete, lá nos vem relembrar que "o PSD está
numa situação muito difícil". Muito obrigado. Depois, outra notícia de
outro autarca: Morais Sarmento. Este diz que "Passos terá que prestar
contas". Tudo muito autárquico. Mais abaixo, um título que faz pouco de
Jerónimo de Sousa, de Rui Moreira e, claro está, da "sardinha" Leal
Coelho. E isto tudo ainda antes de chegar ao caderno de Lisboa onde se
relata a campanha na capital. Aí, duas notícias: a de ontem, sobre
Cristas (a líder que consolida a liderança) e Leal Coelho (a amiga do
líder, Passos Coelho, que fragiliza a sua liderança); e outro link, a
notícia de hoje, onde se dá nota que Portas aparece para apoiar Cristas e
que, no lado do PSD, aparece Fernando Negrão, qualificado imediatamente
como, e cito, "o candidato a Lisboa que teve o pior resultado de
sempre". Mas isto não chega, mais à frente, o subtítulo já é mais claro:
o apoio de hoje de Leal Coelho, Negrão, é "o pior candidato de sempre".
De facto, não é preciso mentir para se fazer campanha eleitoral - e
péssimo jornalismo. O cerco a Passos Coelho continua e os seus
adversários não são Morais Sarmento ou Rui Rio, os aliados
circunstanciais do momento. Não, os adversários de Passos Coelho são os
poderosos oligarcas do regime, os donos disso tudo, incluindo os
jornais.
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O CERCO
Não há dia que a newsletter do Observador, o último resquício de
imprensa portuguesa que acompanho, não me venha relembrar que a
liderança de Passos Coelho está "fragilizada", "em risco" ou, como hoje,
"em jogo". Ao mesmo tempo, recorrentemente, desde há anos, é anunciado o
seu sucessor, Rui Rio, o homem que "ganha apoios", "reúne com
apoiantes" ou "conta espingardas". E isto no Observador, supostamente um
espaço mediático liberto do complexo de esquerda. Ao mesmo tempo, Cristas,
a sucessora de Portas e fiel executante da sua estratégia de substituir
o PSD como o grande partido da "direita", oferecendo-se como o pilar
direito para sustentar, junto com o PS, o bloco central de interesses
que alimenta a oligarquia vigente, essa, Cristas, aparece-me todos os
dias em grande: a andar de mota, a andar de metro, a visitar isto e
aquilo, enquanto, e passo a citar, "consolida a sua liderança". A luta
autárquica é assim, convenientemente, reduzida a dois movimentos
proporcionais e, querem fazer-nos crer, interligados: o enfraquecimento
de Passos e o fortalecimento de Cristas. Só por isto, estivesse eu em
Lisboa, e já votaria (apesar do posicionamento sobre o alojamento local)
em Leal Coelho. Isto por uma razão: aquilo que permite que o CDS se
queira tristemente alçar a ser a pata direita da oligarquia de
interesses portuguesa é porque Passos Coelho representa, precisamente, o
grande adversário dessa mesma oligarquia dos interesses: afinal, foi
ele que deixou cair Salgado. Sobre isto, curiosamente, ninguém fala. E
assim temos uma situação onde o apoio a Passos Coelho se revela como
necessário e imprescindível: é ele o herói derradeiro que, sem
complexos, representa a maior ameaça para a rede de interesses que
comanda o país e da qual Costa, tal como Sócrates, nunca mais almejou
além do que dela fazer parte e, dessa forma, colher os seus frutos.
Passos Coelho, com todos os seus defeitos, é a alternativa. E por isso,
com toda a força, a oligarquia vigente através dos media que largamente
controla, o ataca, dia após dia, com todas as suas armas. Quanto mais
oiço, leio e vejo o ataque cerrado, concertado e global ao líder do PSD
mais me convenço que ele é o único que, de facto, representa uma
alternativa à pouca vergonha que tomou conta do país. Terá, portanto,
todo o meu apoio.
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UM EMBARAÇO
A ideia de que partilho o meu Teravô, um peixe perdido algures no Oceano
Pantalássico, com seres como o António Costa ou a Catarina Martins
atormenta-me o espírito e representa um embaraço para a família.
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ABJECTO
Se tivessem um professor na escola a perguntar ao vosso filho se não se
sentiria melhor deixando crescer o cabelo, ou à vossa filha se não
preferiria que esta rapasse o cabelo, eram capazes de pensar que o
professor tinha perdido o tino e que não tinha nada que andar a
importunar os vossos filhos sobre a forma como estes preferem ter o
cabelo. Na verdade, ninguém tem nada que ver com o assunto e perguntas
indiscretas, pessoais mesmo, deste género seriam rapidamente reportadas
como abusivas. Se isto é assim, então, por que raio haveremos de achar
normal que andem professores primários a perguntar aos nossos filhos se
se sentem bem como rapazes ou às nossas filhas se sentem bem como
raparigas? E que isto faça parte do curriculum da escola pública? Não
será isto um abuso, uma perversão asquerosa mesmo, ter professores a
indagar acerca do sexo dos nossos filhos? É que é isto que a
extrema-esquerda europeia acha que é o progresso.
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DO IRREVOGÁVEL
Estava eu a perorar sobre a decadência do jornalismo quando tenho
aqui um exemplo de que nem tudo estará perdido. Irei, certamente,
adquirir o livro. Nos entretantos, a ser verdade o que aqui se diz,
explica-se muita coisa e tiram-se algumas notas:
Primeiro, que Portas compreendeu que a via para cumprir o seu sonho (substituir o PSD como o grande partido da "direita") passa mais por ser o parceiro dos negócios da oligarquia vigente, e um dos pilares do status quo, do que pelo voto eleitoral que nunca conseguiu conquistar;
Primeiro, que Portas compreendeu que a via para cumprir o seu sonho (substituir o PSD como o grande partido da "direita") passa mais por ser o parceiro dos negócios da oligarquia vigente, e um dos pilares do status quo, do que pelo voto eleitoral que nunca conseguiu conquistar;
Segundo, que Cristas e a sua ligação angolana, a imediata ruptura com a
coligação que levou a cabo mal foi eleita, bem como a sua candidatura a
Lisboa, representam a continuação dessa estratégia;
Consequentemente, em terceiro lugar, percebe-se que o objectivo do CDS é mesmo uma aliança futura com o PS, nem que seja mais disfarçada e meramente no plano da gestão dos interesses partidários de ambos (que são coincidentes: isolar e neutralizar o PSD);
Finalmente, em conclusão, torna-se evidente que Passos Coelho representa hoje a derradeira alternativa ao bloco central dos interesses dos poderosos oligarcas que mandam em Portugal. Foi com ele que se conseguiu impedir que a factura da fraude do BES caísse em cima dos contribuintes e que Salgado, o Dono Disto Tudo, continuasse, impune, o seu reinado de bastidores. E assim se percebe porquê toda a imprensa (toda mesmo) mais não faz do que criticar e bater em Passos Coelho, do que publicar notícias sobre a sucessão de Passos Coelho ou anunciar a sua morte política: é ele o derradeiro adversário a abater. A oligarquia poderosa que manda não brinca em serviço.
Sim, sim, isto explica muita coisa.
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Consequentemente, em terceiro lugar, percebe-se que o objectivo do CDS é mesmo uma aliança futura com o PS, nem que seja mais disfarçada e meramente no plano da gestão dos interesses partidários de ambos (que são coincidentes: isolar e neutralizar o PSD);
Finalmente, em conclusão, torna-se evidente que Passos Coelho representa hoje a derradeira alternativa ao bloco central dos interesses dos poderosos oligarcas que mandam em Portugal. Foi com ele que se conseguiu impedir que a factura da fraude do BES caísse em cima dos contribuintes e que Salgado, o Dono Disto Tudo, continuasse, impune, o seu reinado de bastidores. E assim se percebe porquê toda a imprensa (toda mesmo) mais não faz do que criticar e bater em Passos Coelho, do que publicar notícias sobre a sucessão de Passos Coelho ou anunciar a sua morte política: é ele o derradeiro adversário a abater. A oligarquia poderosa que manda não brinca em serviço.
Sim, sim, isto explica muita coisa.
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ZEITGEIST (II)
Leio no Observador, a propósito das eleições alemãs, que "a
extrema-direita entra no parlamento alemão pela primeira vez desde
1945". Ou seja, para a jornalista, a AfD ou o Nacional-Socialismo de
Hitler são uma e a mesma coisa. Para se pensar de tal modo ou se é
profundamente ignorante (sobre a AfD e\ou o Nacional-Socialismo) ou se
quer, disfarçada mas conscientemente, passar a mensagem de que o inimigo
que assola a Europa são os nazis intolerantes agora súbita e
misteriosamente ressuscitados. Seja
ignorância seja intenção, no fundo, a conclusão é que no jornalismo
mainstream lêem todos da mesma cartilha simplista e papagueiam todos as
mesmas banalidades sem um pingo de reflexão sobre o filme que lhes passa
mesmo em frente do nariz. Ou seja, são terreno fértil para a propaganda
multiculturalista do status quo, sempre impingida nas entrelinhas do
politicamente correcto, e cuja falência, essa sim, está na origem da
subida eleitoral daqueles que a rejeitam. Comparar este fenómeno com o
racismo bélico e expansionista do totalitarismo Nazi é, do ponto de
vista intelectual, um atentado. Poucas coisas serão tão sintomáticas da
decadência democrática como o proto-desaparecimento do jornalismo
crítico, independente e inteligente. Mas a vida é assim: todos os
defuntos precisam das suas carpideiras.
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ZEITGEIST
Que na Alemanha a AfD tenha tido 13% dos votos e a CDU e o SPD,
parceiros na política governamental aberta de imigração recente, tenham
tido, ambos!, o pior resultado individual dos últimos 60 anos, tudo isto
só poderá ser uma enorme coincidência. A culpa será, para a
inteligência multicultural mediática, naturalmente, de Hitler e/ou da
contemporânea intolerância supostamente neo-liberal. Nada que mais uns
quantos programas sociais de desradicalização dos refugiados/imigrantes
não resolvam, pensarão eles. Para esses iluminados nada pode travar o
sucesso da ideologia multicultural: mesmo que o preço a pagar seja a
destruição, a curto prazo, do projecto europeu e, a longo prazo, o
desmoronar da civilização ocidental. Senão vejamos: aí no burgo,
certamente, a extrema-esquerda, agora governamental, continuará a sua
propaganda em frente de um silêncio mediático apropriado, mas,
igualmente triste, é que na Alemanha, tal como em França, ou na Holanda,
apenas os anti-europeístas se manifestem contra a destruição dos
valores europeus. Daí o inevitável deitar fora o bebé junto com a água
suja. Com o silêncio do centro sobram então dois extremos: de um lado,
os marxistas das mudanças de sexo aos 12 ou 16 anos e os vivas às
virtudes islâmicas, do outro, as chamadas extremas direitas. Quem acham
que, a tempo, ganhará? E, mais importante, entre uns e outros, a ter que
escolher, no segredo da cabine de voto, quem preferirão os europeus?
Não me parece que a resposta seja muito difícil. Triste, sem dúvida. E,
nos entretantos, tal como em França, celebra-se mais uma "vitória da
democracia". Abram o espumante, é beber enquanto é tempo.
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189
Oiço na Antena 2 que este ano os hóspedes do Airbnb já gastaram em
Lisboa 189 milhões de euros em restaurantes. Uma vergonha! O melhor
seria acabar com isto e por a malta toda que vive desse dinheiro em casa
a receber os 700 euros por mês que o governo quer dar aos jovens que nem
estudam nem trabalham. Isso e trazer as saudosas prostitutas de volta
ali para as ruínas agora recuperadas da zona do Cais do Sodré. Turista é
fascista, Portugal é para os portugueses (e refugiados).
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COMMUNISM KILLS
Destas vítimas as Catarinas, os Bernardinos e restante tropa fandanga não têm pena nenhuma. E, não tenhamos dúvidas, tal como o vizinho Iglesias e demais aliados de Chávez e Maduro, tendo o poder, acabariam a fazer exactamente a mesma coisa. Se há um facto historicamente comprovado é este: onde o socialismo radical e o comunismo triunfaram, triunfou igualmente a violência, a miséria e a morte. Isto, digam o que disserem estes mentirosos oportunistas, é um facto.
OS INIMIGOS ESTÃO DENTRO DO CASTELO
O grande objetivo desta gente da extrema-esquerda é a destruição da civilização ocidental. Para isso é forçoso (Burke explica) isolar o indivíduo que, sozinho, nada poderá contra o poderoso Estado. Isolar o indivíduo implica hoje a destruição da família tradicional. Simples. A família ninguém a legislou, ninguém a criou, ninguém a impôs. É o ambiente natural onde os humanos, no seu ninho, se sentem seguros e onde se preparam para enfrentar as agruras da vida. É uma criação natural. Já este ataque contínuo em nome do homem novo é legislado, pensado e imposto por uns quantos iluminados que se arrogam, e imaginam, como uma espécie de vanguarda do progresso. Mas não são mais do que homens e mulheres, carecendo portanto de qualquer legitimidade para o fazerem para lá da sua própria ideologia totalitária. Tão totalitária que quer regular o sexo das pessoas. O absurdo desta proposta não se limita à ideia dos 16 anos, ou seja, indivíduos aos quais nem sequer lhes é reconhecida a maturidade suficiente para votar(!!!) já teriam maturidade para poder "mudar de sexo". Mas, repare-se, é também estapafúrdia, mas nada inocente, na noção de que o Estado pode entrar pela esfera privada da família e, colocando-se entre pais e filhos, impor esta possibilidade de "mudança de sexo" a todos, repito: todos, os adolescentes. Em seguida, através da escola pública, anunciar e inculcar essa possibilidade às crianças. É isto que queremos para os nossos filhos? Ah, podem bem ter a certeza que não. Isto para não falar no engodo ideológico que é toda a história da "mudança de sexo". Qualquer pessoa com um mínimo conhecimento de biologia sabe muito bem que os humanos nascem, e morrem, ou homens ou mulheres. A "mudança de sexo" não muda sexo algum que, cromossomaticamente, é impossível de ser mudado. Apenas disfarça e mascara, através de mutilações, implantes e hormonas, um sexo em outro sexo. Muda, portanto, a aparência do sexo, não muda o sexo em si. Ou seja: não existe mudança de sexo. E quer esta gente colocar adolescentes de 16 anos a poder tomar decisões sozinhos sobre um processo tão violento como este em nome de uma ideologia? E quer esta gente entrar pela nossa casa dentro e colocar esta violência na cabeça dos nossos filhos? Esta gente tem que ser derrotada. Não tenhamos dúvidas sobre isto.
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MANICÓMIO
Como as eleições autárquicas são no próximo dia 1 de Outubro, não vá o
diabo tecê-las, o regresso a Bruxelas está marcado para dia 23 de
Setembro. Mesmo assim, estou a pisar gelo fino: algum percalço e ainda
sou forçado a escolher entre três candidatos contra o alojamento local, e
essa pérfida invasão turística, e dois pretensos marxistas que, tirando
o sucesso com o público feminino, mais não pretendem do que contribuir
para a destruição, tijolo a tijolo, da civilização ocidental. Dizem que
são as eleições autárquicas e que isto é uma espécie de democracia.
Diria eu que mais parece um manicómio mas, enfim, é que há. Adeusinho e
até ao Natal.
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sexta-feira, 25 de agosto de 2017
O PARADOXO PROGRESSISTA
Existem duas ideias centrais ao progressismo contemporâneo que podem ser sumarizadas nos dois seguintes pontos:
1) Todas as culturas são igualmente válidas na sua diversidade, todas representam legítimas formas de expressão humana e nenhuma, em particular a Ocidental, pode ser considerada superior, ou mais evoluída, face às demais;
2) Através da ciência e da razão, tal como nas disciplinas ditas naturais (química, física, astronomia, etc.), é possível descortinar um conjunto de leis que norteiam o mundo das ciências humanas, portanto as actividades humanas, que uma vez descobertas permitem organizar de forma correcta, ou pelo menos melhorada, a sociedade, as regras sociais, ou seja, o mundo moral e político. Estas regras, porque científicas, representam o natural avanço da Humanidade face ao obscurantismo de um passado ignorante porque afundado em religiões, mitos e crenças.
No entanto, estas duas ideias, apesar de simultaneamente aceites pelo zeitgeist cultural e político em que vivemos, são absolutamente contraditórias entre si. Se, por um lado, aceitarmos a noção de que existem regras racionais e científicas, logo tendencial e progressivamente mais verdadeiras do que as que as antecederam (daí a noção de "progresso"), que podem ser descobertas por forma a ordenar de forma mais aperfeiçoada e correcta a sociedade então essas regras, a serem cientificamente válidas, terão que ser igualmente universais, ou seja, terão que ser igualmente verdadeiras e mais correctas para todas as culturas humanas - mesmo aquelas que são diferentes da nossa, que partilham outros valores e que recusam a razão, a ciência e o nosso modo de vida. Não pode uma coisa ser cientificamente verdadeira para mim e não o ser para outra pessoa: o pressuposto fundamental da verdade científica é que essa verdade é universal.
Assim, a ser aceite o ponto 2, as culturas que sigam essas regras científicas (as regras que sociólogos, politólogos, psicólogos, etc., tanto se esforçam por descobrir) serão por definição mais avançadas do que aquelas que, quer voluntária quer involuntariamente, não o fazem. Ou seja, o ponto 2, ao ser aceite, desmente o ponto 1 e impede a simultânea advocacia dos dois pontos.
E vice-versa: se aceitarmos a ideia expressa no ponto 1 de que todas as culturas são igualmente válidas e nenhuma é mais avançada do que a outra, então não poderá existir um critério universal, logo científico, que ofereça regras mais correctas sobre a forma como uma sociedade deve organizar-se. Onde as diferentes culturas são tidas como igualmente válidas tudo o resto terá que ser igualmente válido, logo aceite, fazendo do critério científico-racional dos progressistas apenas mais um entre muitos outros critérios, todos eles igualmente válidos. Assim sendo, aceitando-se o ponto 1, nada se pode impor a ninguém - precisamente a conduta oposta do movimento progressista que, paulatinamente, advoga uma crescente imposição do seu "correcto", porque supostamente científico, modo de vida à sociedade. A propósito desta imposição a coberto da ciência, a título de exemplo, ocorre-me lembrar toda a ideologia de género que tão na moda está.
No entanto, considerando o exposto, a conclusão evidente é que o progressismo contemporâneo transporta na sua origem uma incoerência intrínseca e encerra dentro de si próprio uma contradição insanável. Ao melhor estilo do anseio infantil por ter sol na eira e chuva no nabal, também os progressistas procuram unir os revolucionários do mundo e os descontentes com o Ocidente apregoando uma coisa e o seu contrário consoante o interesse do momento. É esta contradição que explica, por exemplo, que os mesmos que lutam pelos direitos dos homossexuais são muitas vezes os mesmos que lutam simultaneamente pela aceitação de culturas que perseguem, prendem e matam homossexuais, inclusive defendendo-as por oposição a outras culturas que toleram e aceitam os homossexuais.
É também esta contradição que demonstra que o progressismo contemporâneo não tem, de facto, uma base sustentável para oferecer um modo de vida viável ao mundo. Por debaixo desta enorme contradição intelectual, uma contradição apenas possível num mundo político onde reina a superficialidade panfletária e onde nada é aprofundado aos pressupostos implícitos nas ideias e propostas que se advogam, se torna evidente que nada mais tem o progressismo contemporâneo para oferecer ao mundo além da prometida destruição do modo de vida ocidental.
1) Todas as culturas são igualmente válidas na sua diversidade, todas representam legítimas formas de expressão humana e nenhuma, em particular a Ocidental, pode ser considerada superior, ou mais evoluída, face às demais;
2) Através da ciência e da razão, tal como nas disciplinas ditas naturais (química, física, astronomia, etc.), é possível descortinar um conjunto de leis que norteiam o mundo das ciências humanas, portanto as actividades humanas, que uma vez descobertas permitem organizar de forma correcta, ou pelo menos melhorada, a sociedade, as regras sociais, ou seja, o mundo moral e político. Estas regras, porque científicas, representam o natural avanço da Humanidade face ao obscurantismo de um passado ignorante porque afundado em religiões, mitos e crenças.
No entanto, estas duas ideias, apesar de simultaneamente aceites pelo zeitgeist cultural e político em que vivemos, são absolutamente contraditórias entre si. Se, por um lado, aceitarmos a noção de que existem regras racionais e científicas, logo tendencial e progressivamente mais verdadeiras do que as que as antecederam (daí a noção de "progresso"), que podem ser descobertas por forma a ordenar de forma mais aperfeiçoada e correcta a sociedade então essas regras, a serem cientificamente válidas, terão que ser igualmente universais, ou seja, terão que ser igualmente verdadeiras e mais correctas para todas as culturas humanas - mesmo aquelas que são diferentes da nossa, que partilham outros valores e que recusam a razão, a ciência e o nosso modo de vida. Não pode uma coisa ser cientificamente verdadeira para mim e não o ser para outra pessoa: o pressuposto fundamental da verdade científica é que essa verdade é universal.
Assim, a ser aceite o ponto 2, as culturas que sigam essas regras científicas (as regras que sociólogos, politólogos, psicólogos, etc., tanto se esforçam por descobrir) serão por definição mais avançadas do que aquelas que, quer voluntária quer involuntariamente, não o fazem. Ou seja, o ponto 2, ao ser aceite, desmente o ponto 1 e impede a simultânea advocacia dos dois pontos.
E vice-versa: se aceitarmos a ideia expressa no ponto 1 de que todas as culturas são igualmente válidas e nenhuma é mais avançada do que a outra, então não poderá existir um critério universal, logo científico, que ofereça regras mais correctas sobre a forma como uma sociedade deve organizar-se. Onde as diferentes culturas são tidas como igualmente válidas tudo o resto terá que ser igualmente válido, logo aceite, fazendo do critério científico-racional dos progressistas apenas mais um entre muitos outros critérios, todos eles igualmente válidos. Assim sendo, aceitando-se o ponto 1, nada se pode impor a ninguém - precisamente a conduta oposta do movimento progressista que, paulatinamente, advoga uma crescente imposição do seu "correcto", porque supostamente científico, modo de vida à sociedade. A propósito desta imposição a coberto da ciência, a título de exemplo, ocorre-me lembrar toda a ideologia de género que tão na moda está.
No entanto, considerando o exposto, a conclusão evidente é que o progressismo contemporâneo transporta na sua origem uma incoerência intrínseca e encerra dentro de si próprio uma contradição insanável. Ao melhor estilo do anseio infantil por ter sol na eira e chuva no nabal, também os progressistas procuram unir os revolucionários do mundo e os descontentes com o Ocidente apregoando uma coisa e o seu contrário consoante o interesse do momento. É esta contradição que explica, por exemplo, que os mesmos que lutam pelos direitos dos homossexuais são muitas vezes os mesmos que lutam simultaneamente pela aceitação de culturas que perseguem, prendem e matam homossexuais, inclusive defendendo-as por oposição a outras culturas que toleram e aceitam os homossexuais.
É também esta contradição que demonstra que o progressismo contemporâneo não tem, de facto, uma base sustentável para oferecer um modo de vida viável ao mundo. Por debaixo desta enorme contradição intelectual, uma contradição apenas possível num mundo político onde reina a superficialidade panfletária e onde nada é aprofundado aos pressupostos implícitos nas ideias e propostas que se advogam, se torna evidente que nada mais tem o progressismo contemporâneo para oferecer ao mundo além da prometida destruição do modo de vida ocidental.
domingo, 4 de junho de 2017
ESTRANGEIROS? HÁ OS BONS E OS MAUS
O mais curioso é que a malta portuguesa que acha que os atentados terroristas são resultado das sociedades europeias não acomodarem devidamente as hordas de imigração islâmica que assolam a Europa (estrangeiros que, segundo eles, temos todos a obrigação moral de acomodar) também acha, grosso modo, que bandos de estrangeiros de passagem, todos de carteira bem recheada na mão a despejar euros para cima dos tugas, representam uma ameaça descabida e imoral ao bom viver das cidades portuguesas: estrangeiros que são bons são os outros, já estes, os que reabilitaram os centros históricos das cidades, os que povoam restaurantes, tascas, lojas e bares, os que visitam museus e monumentos, ou que enchem os cofres dos metros, autocarros, táxis, uber's e barcos, estes estrangeiros que transformaram centros históricos decrépitos pejados de prostitutas e prédios em ruína em locais que granjeiam os mais rasgados elogios internacionais, ó pá, estes estrangeiros o melhor é correr com eles. Não é à toa que o termo 'turismo' acaba em 'ismo', é coisa que, em nome da moral, da verdade, da igualdade e da fraternidade se condena, ou se deveria condenar, como vil e indesejável. Eu, por mim, alinho: vou trocar os turistas indesejáveis que passam por minha casa no centro de Lisboa por um grupo de refugiados: a assembleia de condóminos agradece, imagino eu.
Etiquetas:
POLÍTICA,
PORTUGAL NO SEU PIOR
terça-feira, 9 de maio de 2017
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